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Mostrando postagens de Março, 2017

Dois livros sobre vida no campo

Há tempos quero recomendar dois livrinhos incríveis e complementares, que tanto meninos quanto meninas irão gostar, desde os cinco, seis anos de idade, até os dez, onze.

Um deles já recomendei em outras ocasiões, mas sem maiores explicações: trata-se do clássico norte-americano O jovem fazendeiro, de Laura Ingalls Wilder. Neste livreto, ainda mais divertido que o primeiro da série - Uma casa na floresta - Laura narra a infância do marido, Almanzo Wilder, numa época já um pouco afastada da nossa. A história desenvolve-se ao longo de um ano na vida de Almanzo, que contava, então, nove anos de idade. Escola, brincadeiras, roupas, comidas, animais, fé e trabalho, muito trabalho, retratam o dia a dia do menino.

Àquelas famílias que precisam enriquecer o imaginário infantil com bons exemplos, Almanzo Wilder e seus irmãos Royal, Eliza Jane e Alice são um prato cheio. Confiram este trecho:
O pai estava um pouco adiante, na rua, conversando com o Sr. Paddock, o fabricante de carroças. Almanzo ca…

De Camões a Ovídio

Na última segunda-feira retomamos oficialmente os estudos. Desta vez, após dois anos trabalhando Os Lusíadas com a Chloe, resolvemos deixá-lo de lado, adotando o Metamorfoses.

E por que deixamos Camões de lado? Primeiro, porque Chloe pediu. Nada contra o texto, nada contra o estilo, nada contra o autor, apenas uma necessidade tipicamente sanguínea de variar e conhecer algo diferente. E considerando que já tínhamos vencido boa parte do texto e das dificuldades por ele apresentadas, não vimos razão para não atender o seu pedido. Segundo, porque queríamos dar um passo além, aumentando a dificuldade das atividades, o que pareceu vir a calhar com a escolha de uma nova obra.

Nestes dois anos fomos até o Canto V, enfatizando fundamentalmente os níveis mais elementares do texto, isto é, a prosódia e a compreensão textual. Trocando em miúdos, lemos muito em voz alta, procurando a melhor pronúncia das palavras bem como o respeito às rimas, explicamos oralmente, copiamos, e fizemos muitas pesquisa…