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Mostrando postagens de Outubro, 2016

Plataforma para professores

O homeschooling e o Escola sem Partido, além de uma porção de outras pequenas iniciativas, têm crescido em todos os cantos do país e renovado as esperanças de muitos. Pensando em contribuir um pouco mais, eu e Gustavo estamos criando uma plataforma para divulgação de professores, uma espécie de anúncios classificados. Queremos reunir o maior número possível de contatos de professores (tanto nas modalidades presencial quanto à distância) para facilitar a vida não só das famílias homeschoolers que necessitam de suporte, mas também de todos aqueles que precisam de professores particulares, seja na matéria ou assunto que for.
Assim, se você é professor ou conhece algum professor que gostaria de divulgar o seu trabalho e conseguir novos alunos, envie a ele o link deste post ou compartilhe-o.

Para fazer parte da plataforma basta enviar um email para encontreseuprofessor@gmail.com nos seguintes moldes:

Assunto: Inclusão na plataforma
Conteúdo do email
Nome:
Área/assunto:
Modalidade…

O bolo de aniversário e a insegurança

Ter introduzido aulas de arte (tanto de história quanto de observação de quadros e mesmo a prática do desenho) foi uma das melhores coisas que fiz, em termos educacionais, por mim e pelas crianças, nos últimos tempos. Cada uma das modalidades utilizadas traz à tona coisas interessantes sobre as obras, mas também e curiosamente sobre nós mesmos. Hoje, enquanto observávamos "Le gâteau d'anniversaire", de Victor Gabriel Gilbert, Chloe confessou seus sentimentos de desconforto e de insegurança diante da pintura. Para ela, o fato de o menino estar segurando o bolo é um risco iminente; o correto seria que ele estivesse de mãos dadas com a irmã enquanto a mãe, que é adulta, levasse o bolo. Quando eu teria pensado nesse tipo de crítica? Quando eu suspeitaria desses sentimentos todos diante da simples visão do quadro? Para o Bibi, por outro lado, tudo ali está certo.

Os outros quadros que vimos nas aulas anteriores, seguindo o livro "What do you see", de Laurie Bluedorn, f…

Aula de desenho e a percepção da realidade

O "Curso de desenho", de Charles Bargue, há tempos acumulava pó na estante. Não por falta de vontade ou interesse, mas pela falta de criatividade em transpôr uma pequena dificuldade inicial. Aliado a isso, por tratar-se de um assunto (ou uma habilidade) que não é (ou não é considerada) essencial, fui deixando o tempo passar. Para quem não conhece, o "Curso de desenho" é um tradicional guia para quem quer aprender desenho clássico, um material muito bem conceituado, que serviu à instrução de pintores como Van Gogh e Picasso.
Logo de saída, Bargue propõe como exercício ao aluno o observar e o desenhar de uma figura em gesso. Pronto. The end. Que figura em gesso um ser humano como eu há de ter em casa?! Mas tanto as crianças pediram e tanto eu mesma queria aprender que resolvi incomodar um amigo arquiteto a respeito da proposta do livro. Explicou-me ele que a figura em gesso poderia ser tranquilamente substituída por um objeto branco qualquer, desde que opaco, pois u…