quinta-feira, 14 de julho de 2016

Educação sexual para crianças

Como não é a primeira e provavelmente não será a última vez que me perguntam sobre educação sexual para crianças via mensagem privada, resolvi escrever publicamente o que penso a respeito, na condição de simples mãe que sou.

Alguém aí acha adequado que se ensine sobre o mundo do trabalho ou sobre o mercado financeiro para crianças? Não, né. Pois é, se trabalho e dinheiro fazem parte do universo adulto e não devem fazer parte das preocupações infantis, quanto mais as questões referentes à sexualidade!

Não é por possuírem órgãos genitais que as crianças têm condições de tratar de sexo. Aliás, é notório em seus próprios corpos que elas não têm maturidade física -- nem psíquica -- para lidar com tais assuntos, de modo que expô-las a estes conteúdos é um ultraje, um desrespeito e uma violência. Ao obrigá-las a tratar deste universo, força-se um amadurecimento fora de tempo com consequências terríveis à sua personalidade, pois as obriga a tratar de um assunto extremamente complexo e que envolve a totalidade da pessoa com as precárias ferramentas que possuem, isto é, com o mero instinto, assim como os animais.

Por outro lado, há quem afirme que o interesse parte das crianças, e a estes eu respondo: não há nada mais simples do que despertar o interesse em uma criança, seja lá sobre o que for. Quando se submete os pequenos a músicas, roupas, propagandas, programas de TV e comportamentos hipersexualizados não haverá surpresa em descobri-los interessados em tais assuntos, embora este seja um interesse maquiavelicamente forjado por adultos malignos. Em outras palavras, não acredito que as crianças tenham um interesse natural por sexo, mas elas podem, sim, ser
conduzidas a isso.

Por último, a Igreja ensina que este é um assunto a respeito do qual o ensino compete exclusivamente aos pais. Vocês têm, portanto, não somente o direito, mas o dever de livrar as crianças de quaisquer intromissões neste sentido. Protejam-nas de influências dessa natureza e vocês verão o interesse pelo assunto surgir na época certa, quando se avizinha a maturidade física e psicológica, quando se aproxima a época da responsabilidade, do trabalho e da conquista do próprio sustento. Aí o assunto poderá ser tratado como convém, ou seja, com o respeito, a decência e a inserção no contexto necessário para o desenvolvimento não somente de uma vida sexual consciente, madura e responsável, mas da própria personalidade.

Um comentário: