quarta-feira, 13 de abril de 2016

Flexibilidade, Júlio Verne e pedras


Em outras ocasiões, já falei sobre a flexibilidade inerente ao homeschooling, mas hoje quero relatar um dia bem especial que tivemos graças a isso, à compreensão de que somos uma família, não uma escola, e que podemos, quando necessário, mudar a rota e, ainda assim, aprendermos coisas incríveis.

Alguns de vocês já devem estar sabendo que estou no último trimestre de gestação. Por conta disso, algumas de minhas madrugadas são bem desconfortáveis e inquietas, de modo que, numa noite recente, perdi o sono e acabei não tendo condições de auxiliar o Gustavo em nossa tradicional rotina matinal. Como lhe é típico, graças a Deus, ele não se aborreceu nem forçou a barra, mas aproveitou para responder algumas dúvidas da Chloe e ensinar alguns conceitos matemáticos ao Benjamin, tudo numa clima de conversa, sem a formalidade da "hora da aula".

À tarde, porém, propus a ele uma forma de alternativa de estudos: sugeri que fôssemos até A Mina, um pequeno museu que é uma réplica de mina, na cidade de Gramado, onde há uma infinidade de pedras preciosas e semipreciosas à exposição. Gustavo topou e fomos até lá sem dizer uma palavra a respeito para as crianças (sim, eu sou daquele tipo de mãe que a-do-ra fazer surpresas!). Vocês não têm ideia da felicidade da Chloe ao entender onde estávamos. Ela quase não conseguia conter-se para não ficar pulando o tempo todo! E eu até agora me pergunto como é que ela conseguiu reter tantas informações se estava tão inquieta, quase que vendo tudo ao mesmo tempo?

E o que esse passeio tem a ver com os nossos estudos? O interesse da Chloe por pedras surgiu depois da leitura de "Viagem ao centro da terra", de Júlio Verne. Ela achou o livro, de um modo geral, terrivelmente chato, mas isso só até o dia em que o Gustavo sentou-se com ela para explicar as camadas que formam o nosso planeta, além de fenômenos como vulcões, terremotos, maremotos, etc. A partir de tal conversa o livro passou a ser visto com outros olhos, e as pedras, que já exerciam o seu encanto, ganharam ainda mais destaque para ela. Assim, visitar A Mina foi a cereja do bolo, coroando todos aqueles conceitos com a concretude e o peso das pedras, o que acabou realimentando o interesse original e virando fonte de mais pesquisa.

Deixo abaixo alguns registros do passeio e o incentivo a que vocês aproveitem ao máximo os recursos que a região de vocês proporciona para que as informações assimiladas pelas crianças ganhem um corpo real e transformem-se em boas experiências e lembranças para a toda a vida.




Parte da entrada d'A Mina.

Parte do interior.

Ametista gigante e homens gigantes.

Citrino e Bibi.

Exposição de pedras de todos os continentes.

Esmeralda em estado bruto. 
Parte de um tronco fossilizado.

Chloe e a ametista. 
Pedras que brilham no escuro. Olha a criptonita!

Um dos produtos à venda na loja do museu: um lindo globo de pedra. Aceito de presente. :D

Parte dos arredores d'A Mina.

Lindo laguinho, pena que os patos estavam láááá do outro lado.

Nós três e o dedo da Chloe. :)

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