sexta-feira, 17 de julho de 2015

A difícil lição da humildade



Nos últimos meses, tenho tido o privilégio de conviver -- mais virtualmente do que presencialmente, é verdade -- com um grupo considerável de mulheres que enchem-me de orgulho e inspiram-me. São mulheres que apesar de todas as pressões, internas e externas, procuram retornar aos próprios lares, dedicando-se o máximo possível à família. Mulheres que, assim como eu, precisaram redescobrir muitas coisas, pois elas mesmas não haviam sido ensinas por suas mães, de modo que o caminho de retorno, embora incomparavelmente gratificante, não é carente de empecilhos, dificuldades e frustrações.


Algumas dessas dificuldades nascem da própria escassez de convívio, da falta de prática uns com os outros por um período maior de tempo, além do egoísmo inerente a todos nós, seres humanos. É como se precisássemos reaprender a viver estando mais tempo juntos, sem os tão caros e defendidos "tempos para si" de que tanto se fala hoje em dia. Afinal, como não irritar-se, como não gritar, como não exasperar-se quando se tem uma, duas, três, cinco, sete crianças ao redor de si o tempo todo, pedindo, demandando, falando alto, cantando, chorando? Mas bastam alguns segundos após a explosão da "bomba" de nervos chamada mãe para que o arrependimento encha o coração e a sensação de fracasso amoleça os braços. Quem é mãe e nunca passou por isso que jogue a primeira pedra!

Entretanto, assim como desejamos ensinar os nossos filhos a serem perseverantes, corajosos, pacientes e tantas coisas mais das quais o nosso exemplo é a primeira e fundamental mestra, precisamos também ensiná-los sobre a dolorosa virtude da humildade, e é em nossa própria humilhação que encontramos a rica matéria-prima de um coração sincero e de um ego apequenado.

Ser capaz de reconhecer o próprio erro, o próprio excesso e pedir perdão ao próprio filho, não a cada tropeço, mas quando a questão é séria e quando ele já tem condições de entender o que está em jogo por meio de tais palavras, é uma lição para toda a vida. Ao contrário do que possa parecer, o reconhecimento da própria precariedade e da própria falha não é a exposição de um erro e um motivo para desconfiança, mas a prova de que todos, pai e mãe, filho e filha, por melhores que sejam, por mais que nos amem, não são perfeitos, não são infalíveis, não são imutáveis, enfim, não são Deus. E é Dele, definitivamente, de quem os nossos filhos -- e nós! -- mais precisam.

Assim, queridas mães, aprendam a esperar menos de si mesmas -- mesmo fazendo sempre o melhor de si -- e mais de Deus; aprendam a pedir perdão, ao(s) filho(s) e a Deus; e, por último, aprendam a se perdoar. Ao enfrentarmos os nossos próprios limites com constância, paciência e humildade, oferecemos aos nossos filhos lições incomparáveis: de que não nos entregamos às nossas misérias, que lutamos contra aquilo que há de imperfeito em nós, que o amor é maior que o orgulho, e que somente Deus é verdadeiramente um Pai perfeito e é Dele que mais precisamos.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Mulheres cristãs, redirecionem: voltem para casa

O texto que publico a seguir é de autoria de Kimberly Fletcher e foi traduzido por minha amiga Laura Mac-Knight. Trata-se de uma resposta ao questionamento feito por um dos mais conhecidos radialistas norte-americanos sobre onde estavam os protestos contra a recente decisão da Suprema Corte de aceitar a união civil de pessoas do mesmo sexo. Como fazemos parte do mesmo front, embora em continentes distintos, acredito que o texto é extremamente oportuno, em especial às minhas alunas e ex-alunas do curso "De volta ao lar".

A versão original encontra-se aqui.
CARO RUSH: ESTÁ NA HORA DE NÓS RECUPERARMOS NOSSOS FILHOS E NOSSAS FAMÍLIAS
Por Kimberly Fletcher

Rush Limbaugh fez uma pergunta muito interessante em seu programa de rádio no dia 02 de julho. Curioso sobre a falta de protestos públicos em relação às decisões da Suprema Corte, ele perguntou a seus ouvintes:

“Vocês não estão surpresos com a total falta de qualquer protesto público? Qual é a sua reação diante da  aparente aceitação pública de todas estas mudanças em nossa cultura e sociedade da noite pro dia?”

Como alguém que tem estado muito envolvida na preservação da nossa cultura tradicional ao longo dos últimos 30 anos, tenho algumas dicas que posso oferecer, como mãe. Eu trabalho com outras mães e posso garantir-vos que não é aceitação o que eles estão sentindo. Elas não têm esperança e estão desesperadamente buscando direção e se perguntando o que eles podem possivelmente fazer sobre isso. É tudo menos "aceitação".

Os líderes religiosos se opõem a isso, as famílias estão chocadas. Então, onde está o clamor público? Onde estão os protestos, marchas, telefonemas e e-mails para o Congresso?

A resposta é simples - nós já fizemos todas essas coisas e chegamos a algum resultado?
Há um ataque gigantesco acontecendo em nosso país e estamos começando a ter uma noção de quão longe e fundo que isso pode ser. Um milhão de nós marcharam em Washington, DC para que o Congresso nos ouvisse.

Mas os nossos gritos não foram ouvidos e o presidente disse que nem sabia que estávamos lá. Nós confiamos no Supremo Tribunal e eles desconsideraram a Constituição. Nós depositamos a nossa esperança na eleição presidencial e ficamos chocados com o resultado. Então criamos organizações, usando o nosso próprio dinheiro suado para lutar contra a opressão, e nos tornamos o alvo do IRS porque temos "liberdade" em nosso nome.

A reação que você está vendo diante da decisão do Tribunal sobre o casamento do mesmo sexo não é aceitação; é uma profunda tristeza e um sentimento de perda.

Para onde é que vamos recorrer? Quem vai defender nossa causa? Nós elegemos pessoas que dizem que vão lutar pela liberdade e proteger os nossos direitos, mas eles nos abandonam tão logo eles assumem seus cargos.

Estão roubando os corações de nossos filhos e eles vêm fazendo isso  pacientemente por uns 100 anos .

A situação está bastante sombria para a América. Mas eu quero oferecer um raio de esperança, porque eu sei a resposta.

Rush Limbaugh disse que temos que fazer mais do que ganhar as eleições se queremos restaurar os ideais fundadores deste país, e eu concordo plenamente com ele. Nós gastamos muita energia falando em vencer as eleições, mas muito pouco tempo falando sobre como elas são ganhas.

Eu venho estudando os inimigos da liberdade e da virtude por um longo tempo. Eles vêm em todos os tamanhos, cores, religiões, status e partidos políticos. Eles são muito bons no que fazem. São unidos, organizados, implacáveis - e muito pacientes. Eles apelam para as emoções e passam sua agenda para a posteridade como uma espécie de herança. Eles são tudo o que nós não somos.

Nós lidamos com fatos e não conseguimos entender por que as pessoas não conseguem entender isso. Somos indivíduos que agem individualmente com freqüência, e temos muito pouca paciência. Nós apenas queremos que o governo nos deixe em paz, para que possamos voltar às nossas vidas. Mas o governo  nos deixou em paz durante décadas, enquanto os destruidores da liberdade executaram sua destruição silenciosa nos bastidores, lentamente desmantelamento tudo que nos é caro.

Se queremos vencer essa luta, se queremos saber como restaurar a virtude e assegurar a liberdade, então temos de olhar para o que os destruidores da liberdade estão fazendo para acabar com isso. Onde é que eles concentram a sua energia ?

Eles distorceram nossa história, difamaram nossos Pais Fundadores e removeram de nossas escolas as histórias que promovem valores morais e incutem patriotismo. Eles fizeram todos os esforços para desencorajar as mulheres, desvalorizar a maternidade e menosprezar o papel da dona-de- casa. Eles atacam a Deus, aos 10 Mandamentos, a Bíblia e a religião. Eles redefiniram a família, fizeram com que a figura paterna fosse substituída pelo governo, e fizeram o casamento perder o sentido.

É assim que eles estão vencendo. Eles vêm paciente e sistematicamente roubando os corações de nossos filhos, e eles vêm fazendo isso durante os últimos 100 anos.

Para virarmos o jogo, precisamos fazer exatamente o oposto. Precisamos fortalecer nossas casas e famílias, precisamos reverenciar a Deus, viver os mandamentos e ensiná-los em nossas casas e igrejas. Precisamos ler sobre nossa História e sobre nosso patrimônio com nossos filhos e nutrir a liberdade e a virtude em seus corações.

Precisamos honrar o papel divino da Mãe e reposicionar a dona-de-casa no lugar respeitado que ela tinha outrora na sociedade. Precisamos fazer com que a Bíblia seja uma parte diária de nossas vidas e lê-la juntos como uma família. Precisamos honrar nossos votos matrimoniais, enaltecê-los, fazê-los funcionar, e colocar as nossas famílias em primeiro lugar em nossas vidas.

Sim, estes princípios são simples, tão simples que têm sido negligenciados por décadas. Mas eles são a resposta. Se não fossem, os Destruidores da Liberdade não estariam investindo tanto tempo e dinheiro para acabar com eles.

Frederik Douglass disse: “It is easier to build strong children than to repair broken men.” (“É mais fácil construir crianças fortes do que consertar homens quebrados” – tradução livre).

Podemos não ser capazes de corrigir os homens quebrados do governo, mas certamente podemos treinar a próxima geração de líderes, professores, mídia e os eleitores em nossas próprias casas, hoje. Como mãe, eu acredito que é a maior contribuição que podemos dar para assegurar as bênçãos da liberdade para nós mesmos e nossa posteridade.

Sendo assim, a resposta à pergunta do Rush é: Não, não estamos aceitando. Nós não estamos recuando. Nós apenas estamos redirecionando. Estamos concentrando nossos esforços onde é mais importante, onde temos a maior influência sobre a nossa nação: em nosso lar e família. Porque nós sabemos que quando nós começamos lá, tudo vai dar certo e se nós não mantemos nossos esforços lá, nada mais importa.

Kimberly Fletcher é autora de WOMEN: America’s Last Best Hope (MULHERES: Última Maior Esperança da América – tradução livre)e presidente da HomeMakers for America Inc. (Sociedade das Donas-de-Casa da América – tradução livre).  As opiniões contidas neste artigo são da exclusiva responsabilidade da autora e não representativas da HomeMakers para America Inc.