sexta-feira, 26 de junho de 2015

Passeio na biblioteca

Hoje foi o dia de deixar o senhor Google para trás e ir até a Biblioteca Pública. Não há nada de extraordinário nisso, para você que está para além da terceira dezena da vida, mas, para as minhas crianças, foi uma descoberta e tanto! Levar livros para casa e não precisar pagar por isso?! Santa Biblioteca Pública!Deixo abaixo o registro. :)

Alegria!

Mais alegria ainda!

Uma das primeiras recomendações do prof. Olavo no COF.

Chloe já sabe: as edições antigas são as melhores.

Bibi e a poltrona inflável.

Os livros escolhidos e já lidos. ;)

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

10 motivos previsíveis para você não acreditar no pró-reitor de graduação da UFRGS

Após a publicação de uma matéria extremamente tendenciosa neste último final de semana sobre homeschooling, a RBS revolveu voltar ao assunto e reforçar seu mal-disfarçado apoio ao sistema no Jornal do Almoço de hoje, convidando o pró-reitor de graduação da UFRGS para dar a sua opinião a respeito. Dei-me ao trabalho de listar 10 motivos para você não acreditar no que ele diz. Poderia listar mais, mas aí o post ficaria muito longo e, além disso, ao contrário dele, eu não subestimo a inteligência dos meus leitores. Resumindo, há ainda mais furos do que eu apontei.


Assistam a mais uma "pérola" do jornalismo "isento" e confiram abaixo a minha listinha.


1. É claro que o pró-reitor da UFRGS não aprova a educação domiciliar sob hipótese alguma. Admiti-lo seria aceitar que o modelo que sustenta a ele próprio é falho e que é possível que exista coisa melhor;
2. É claro que o pró-reitor enfatiza a questão da socialização, já que a finalidade principal da escola, isto é, a transmissão de informações, já não é mais alcançada de modo algum;
3. É claro que, além de arrogante, o pró-reitor é ignorante: a escola (um local de ensino, tenha ela forma que tiver) existe desde a Idade Antiga, ou seja, muito mais do que mil anos; o que ele omite intencionalmente é que o modelo de escola tal como hoje conhecemos tem pouco mais de 200 anos, pois é um fenômeno pós-revolução industrial;
4. É claro que, para o pró-reitor, nós vivemos um momento importante na história, o momento de "aceitação do diferente", mas o único diferente que não pode ser levado em conta é o homeschooler: este precisa ir para a escola, apesar do momento de "aceitação do diferente" em que vivemos;
5. É claro que o pró-reitor precisa mentir: os EUA não são um dos poucos países em que a educação domiciliar é permitida, pois são mais de 60 países em todo o mundo, incluindo alguns dos países mais desenvolvidos, como o Canadá e a França!
6. É claro que o pró-reitor precisa mentir (2): não há polêmica nenhuma nos EUA a respeito do homeschooling: ele é permitido em todos os estados da federação e diversas pesquisas comprovam que as crianças educadas em casa são mais sociáveis do que as crianças educadas na escola;
7. É claro que Cristina Ranzolin precisava destilar um pouco de veneno: "os pais não têm condições de acompanhar os filhos nos temas!". Claro! Eles receberam a educação que ela e o pró-reitor defendem! Porém, o que eles não sabem é que os pais homeschoolers estão dispostos a largar as suas carreiras e aprender o que não sabem para dar uma educação melhor do que a que receberam e que aquela que ambos advogam;
8. É claro que o pró-reitor precisa defender a criação de escolas: o importante é a manutenção do coletivismo, da manada, da fábrica e o achatamento de toda e qualquer iniciativa que brote da individualidade;
9. É claro que o pró-reitor e Cristina precisam defender até o bullying, afinal, o que são estupros, espancamentos, ameaças de morte e assassinatos, não é mesmo? São coisas com que as crianças precisam aprender a lidar. E quanto mais cedo, melhor;
10. É claro que o pró-reitor precisa parecer sensato ao dizer que a escola também tem os seus defeitos. O que ele não faz e não fará é analisar e admitir que os resultados obtidos pelo homeschooling são muito superiores a qualquer um dos resultados que ele ajuda promover ao defender o modelo de escola que temos hoje.


Sobre as abobrinhas a respeito do "trabalho doméstico", deixo aqui a minha pequena contribuição.

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sábado, 20 de junho de 2015

O moleque e o jardim de infância

Aqui onde moro, cidade interiorana, ainda são os cachorros anunciam quaisquer estranhezas nas proximidades. Assim, embora não tenhamos cachorros, somos alertados pelos animais dos vizinhos sobre quando é o momento mais que oportuno para darmos uma espiada pela janela. Ontem à tarde foi uma dessas ocasiões.

Cheguei à janela e de imediato vi um adolescente caminhando sobre meu muro. Outros cinco caminhavam ao lado dele, sobre a calçada, lentamente, outras duas garotas e três rapazes. Pensei com os meus botões que se ele continuasse fazendo somente aquilo, eu não me daria ao incômodo de chamar-lhe atenção, embora o desrespeito seja claro (ao menos para mim, afinal, a idade de caminhar com um pé em frente ao outro em busca de equilíbrio é bem anterior à do marmanjo em questão, mas vamos adiante).

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Como, porém, o esforço em chamar a atenção dos colegas não era ainda suficiente, o garoto resolveu, ao descer do muro, tentar quebrar ao meio a jovem árvore que fica em frente à minha casa. A planta deve ter um pouco mais de dois metros de altura, foi podada e encontra-se sem folhas por ocasião do outono. Sem aparentemente razão alguma, o marmanjão agarrou-se aos poucos galhos da árvore e esforçava-se por dobrar seu fino tronco ao meio, procurando parti-lo em dois. Não aguentei-me. Não sou daquele tipo "engajado" ou "consciente" que abraça árvores e as prefere em lugar de seres humanos, porém, idiotice gratuita tem hora e local, e aquela não era a hora e a minha calçada não era o local, por isso abri a janela com estrondo e berrei assim, no tom mais despeitado que consegui:

- Ei, moleque!

Imediatamente o garoto congelou, no exato instante em que se esforçava por quebrar a planta, ainda com os galhos entre as mãos. Olhava-me como quem é pego com as calças arriadas. E eu tive que segurar-me para não rir. Então acrescentei:

- Deu?! Terminou?! Ou vai continuar?!

A essa altura o resto da turma já ia adiante dele, rindo e olhando para trás, como o bando que abandona o seu membro mais fraco para ser devorado (a fidelidade entre moleques é uma droga). Como se não fosse o bastante, bastou que o rapaz soltasse a árvore para que a vizinha do outro lado da rua se juntasse a mim, gritando coisas como: "Vai quebrar a arvorezinha! Mas que falta de respeito!" e blá, blá, blá. Eu aproveitei a recém estabelecida aliança e repliquei do meu canto: "Isso aí é falta de trabalho, vagabundagem de sobra!".

Depois, quando Gustavo chegou em casa, contei o ocorrido entre risadas a ele, que amorosamente repreendeu-me pela rudeza e sugeriu-me que, da próxima, pegasse o machado e me oferecesse para ajudar o menino. Seria hilário vê-los correndo, apavorados com a "tia louca do machado". Fim do episódio, ao menos por enquanto.

Todavia, não escrevi tudo isso simplesmente para fazê-los rir ou para bancar a valentona. Escrevi porque aquilo que gritei para o moleque é algo em que acredito profundamente: nossos adolescentes não têm algo em que valha a pena empenhar-se, algo em que valha a pena gastar as próprias energias. Encontramo-nos em uma época que extrapola todos os limites razoáveis e promove a infantilização do ser humano, se possível, até a velhice. Hoje, jovens de 16 anos, assassinos brutais e confessos, são tratados pela imprensa e pelos advogados como "menores de idade". Hoje, homens de 23 anos, que desrespeitam tanto quanto possível até mesmo a polícia, manifestando-o publicamente, são tratados pela mesma imprensa e advogados como simples "jovens". Hoje, homens de quarenta anos descobrem de repente, como quem enxerga uma espinha no queixo diante do espelho pela manhã, que querem "viver a vida" e jogam filhos e mulheres para o alto. Hoje, crianças não podem trabalhar. E não estou falando de quebrar pedras em pedreiras aos 4 anos de idade por 12 horas seguidas, pois isso é obviamente errado e já existe lei contra isso. Refiro-me ao estafante, arriscado e complexo trabalho de... ajudar a lavar a louça ou arrumar a cama. Não pode. É proibido. É exploração de mão de obra infantil.

O resultado não pode ser outro além do seguinte: estatura emocional, moral e intelectual de crianças em corpos adultos. E se isso, por si só, já é um desastre em termos individuais, quanto mais em termos coletivos, quando um país inteiro mergulha num eterno jardim da infância!

Crianças precisam ser cobradas e desafiadas, de acordo com as suas capacidades, rumo amadurecimento, rumo à adultez, rumo à autonomia! Seus corpos manifestam isso! Seus ímpetos o demonstram todos os dias! Adolescentes precisam ser exigidos e desafiados, de acordo com as suas capacidades, rumo ao amadurecimento, rumo à adultez, rumo à autonomia!
Seus corpos manifestam isso! Seus ímpetos o demonstram todos os dias!

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Uma sociedade que infantiliza seu povo, acorrentando-o na imaturidade por todos os grilhões possíveis, não merece o menor respeito nem a menor obediência, pois promove o que é mau, o que é nefasto, o que impede toda a plenitude da vida. Por isso, eu e minha família continuaremos desobedecendo: continuaremos educando nossos filhos em casa, continuaremos ensinando-os a cuidar dos afazeres domésticos, continuaremos incentivando-os a voar alto, tão logo suas asas estejam maduras o bastante para fazê-lo. Aqui, imprensa e advogados a serviço do sistema não têm voz nem vez. Nem moleque vadio que não respeita o que não é seu.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O que é o "Homeschooling 1.0"

Ontem à noite, eu e o prof. Carlos Nadalim gravamos um bate-papo no qual finalmente expliquei o que é, afinal, o "Homeschooling 1.0". Se você quer saber do que se trata, assista. Se quer que outros também saibam, compartilhe. ;)

Em breve, todas as informações ditas no vídeo também serão publicadas aqui, por escrito, para facilitar a consulta dos interessados.


domingo, 14 de junho de 2015

O caminho rejeitado


Não me considero uma daquelas pessoas cheias de manias e apegada a rituais. Embora tenha uma tendência natural à rigidez e à fixação -- como melancólica que sou --, aprendi cedo que a vida em família, com várias crianças, é uma vida em fluxo constante, com muitas coisas imprevisíveis sempre acontecendo. No entanto, um dos pequenos "luxos" que me concedo diariamente é uma pequena xícara de café com leite. Não é nada demais -- um leite quente, uma colher de café solúvel e duas de açúcar mascavo --, mas é algo faz o meu dia começar com o conforto que preciso -- ou suponho precisar. Mas hoje a história foi um pouco diferente.

Decidi começar o dia arrumando o cozinha. Gosto de deixar tudo pronto para quando o Gustavo decide cozinhar, ainda que nem sempre eu consiga. Assim, deixei o café para depois que a pia estivesse em ordem. Mas, claro, enquanto começava a organização e limpeza das coisas, as crianças foram acordando e o que seria uma atividade rápida e simples foi ganhando intervalos entre o atendimento às necessidades de um e de outro. O tempo foi passando e, quando a fome já se manifestava e eu estava prestes a finalmente aquecer meu leite, Chloe derrubou o vidro de café no chão, espatifando-o em dezenas de pedaços de vidro. Imaginem meu bom-humor. Limpei a bagunça irritada por não poder tomar meu café e, ao mesmo tempo, chateada comigo mesma por ser tão infantil e ainda apegada a algo tão pequeno. Aborrecimento duplo, pelo fato e por minha reação ao fato.

O Gustavo, querido, veio oferecer-se para ir ao mercado comprar mais café. Não aceitei. O dia aqui está péssimo -- frio, chuvoso e revestido em neblina -- e eu não poderia fazer com que meu marido, além de dispor-se a fazer o almoço de domingo, ainda fosse ao mercado num tempo desses. Vesti o casaco, calcei as galochas, girei a manta de lã no pescoço, coloquei o chapéu na cabeça e saí de casa mau-humorada.

Foi a primeira vez, desde a infância, que saí de galochas. Dei-me conta de que já não precisava desviar das poças d'água, dos gramados encharcados, da lama mole e resolvi, assim, seguir pelo caminho mais difícil em direção ao mercado. Não demorou para que eu descobrisse as alegrias de trilhar um caminho diferente e geralmente rejeitado: fui acompanhada por três canarinhos que pulavam ao longo de uma cerca; pude ver uma imensa teia de aranha carregada de orvalho, como que tentando reforçar os arames dos quais pendia; observei a sonolência daquele pedaço da cidade, como que a dormitar debaixo de um pesado véu branco, embora a manhã já fossem longe. Neste momento, lembrei-me da frase que uma amiga havia me dito na noite anterior, citando Santa Teresa D'Ávila: se há dois caminhos, escolha sempre o mais difícil. Foi como se o céu tivesse se aberto sobre mim: imediatamente resolvi mudar a disposição do meu coração e ficar contente pelos muitos privilégios que tenho, desde poder comprar um pacote de café a estar viva.

O caminho da manutenção do mau-humor, do não sair de casa -- mas deixar meu marido resolver o meu problema --, da infantilidade da criança mimada que ainda existe em mim, seria e é, sem dúvida, o caminho mais fácil, o caminho para o qual tendo sem o menor esforço. Mas o convite da Santa, inspirada pelo próprio Jesus -- que sempre escolheu o mais difícil e doloroso caminho por amor de todos  nós --, embora parecesse, inicialmente, de desconforto, mostrou-se, em verdade, o melhor dos caminhos, o percurso no qual pude contemplar cenas que só são visíveis àqueles que se expõem e dispõem ao tempo ruim.

Que Deus me ajude -- e ajude a todos nós -- a escolher o caminho mais difícil sempre, pois ainda que nos custe, é ele que nos proporciona a visão de coisas apenas perceptíveis àqueles que escolhem a trilha menos percorrida, esteja ela diante de nossos pés ou dentro de nossos corações.

sábado, 13 de junho de 2015

Mais uma conquista homeschooler

Hoje à tarde, pela primeira vez nesses mais de dois anos de homeschooling integral, pude experimentar algo que já é perfeitamente corriqueiro entre famílias homeschoolers que vivem em países como Estados Unidos e Canadá: fui a professora dos filhos de uma amiga enquanto ela foi a professora dos meus filhos.

Em países nos quais a prática do homeschool já é uma tradição, é muito comum que famílias amigas apoiem-se e supram-se mutuamente, cada qual amparando a outra com aquilo que tem de melhor a oferecer. Em meu caso, tive a alegria de ministrar minha disciplina favorita, história, para os três filhos mais velhos de minha amiga; ela, por sua vez, supriu os meus dois filhos mais velhos precisamente naquilo que é o meu ponto fraco, isto é, matemática.

Não marquei o tempo no relógio, mas acredito que passou-se bem mais de uma hora de aula. E friso: bem mais de uma hora de aula produtiva e divertida de fato. O melhor de tudo, no entanto, foi o resultado: cinco crianças que puderam aprender um pouco mais na tranquilidade do convívio entre amigos, sem medos, sem gritos, sem interrupções despropositadas, sem horas de deslocamento no trânsito, sem bullying, sem nada de ruim. Apenas estudo, paz e afeto. Apenas aquilo que o ensino de crianças deveria ser, sempre.


E após a aula, diversão!, incluindo também os irmãos menores. A soma total teve como saldo oito crianças brincando felizes, quatro adultos conversando felizes e duas famílias mais unidas e mais felizes ainda. E isso é apenas o começo: na minha família, na família de minha amiga -- porque sábado que vem tem mais -- e no homeschooling brasileiro -- que está apenas a engatinhar.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Comunicado importantíssimo sobre o HS no Brasil!

Estes são trechos do e-mail que recebi de Ricardo Iene, presidente da ANED.

Uma família homeschooler, processada e condenada no Rio Grande do Sul recentemente, recorreu da decisão e, como ED é uma questão constitucional, o recurso foi ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A grande notícia é que o STF acatou e vai decidir se o ensino domiciliar (“homeschooling”) deve ser proibido pelo Estado ou “viabilizado como meio lícito de cumprimento, pela família, do dever de prover educação”, tal como previsto no artigo 205 da Constituição.


Por maioria de seis votos, o plenário virtual do STF reconheceu, na última sexta-feira (5/6), a existência de repercussão geral da questão suscitada em recurso extraordinário (RE 888.815) contra acórdão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) pela inexistência de direito líquido e certo ao sistema educacional domiciliar.


O relator do recurso ao STF, ministro Luís Roberto Barroso, manifestou-se pelo reconhecimento do caráter constitucional e da repercussão geral do tema. Foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Marco Aurélio, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Ficaram vencidos, nesta fase virtual, Dias Toffoli e Teori Zavascki. Não se manifestaram as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber.


O que isso significa?


Essa decisão admite que o Recurso seja julgado pelo Supremo dando a ele status de assunto constitucional e caráter de repercussão geral. Em outras palavras, não se trata de julgar o caso de uma única família, mas decidir pela legalidade da Educação Domiciliar no Brasil.


Entenda bem: o voto e acompanhamento desses ministros citados acima não significa que eles concordaram que homeschooling é constitucional, mas que a questão é pertinente ao Supremo e será julgada por eles.

Você consegue entender que uma decisão favorável MUDA TUDO? Consegue entender que Deus pode estar nos dando um excelente atalho, diante da má vontade política com relação à ED? Por isso, apesar de sóbrios e muito cautelosos, nós da ANED estamos muito felizes e animados com essa real possibilidade. Uma decisão favorável nos tira completamente da ilegalidade e então, precisaríamos cuidar apenas de questões práticas.

Pessoal, agora é a hora de enchermos o céu de orações! Por nós, nossos filhos e netos, e pelo futuro do Brasil!