quinta-feira, 26 de março de 2015

E se todos tivessem uma educação clássica?

Ainda não chegamos ao mês de abril, mês em que completamos dois anos de blog (!), mas já estamos entrando em ritmo de comemoração! Sim! E para "abrir os trabalhos" compartilhamos aqui, em primeiríssima mão, o vídeo "E se todos tivessem uma educação clássica?", traduzido e legendado por minha amiga Laura Kristoff.

Trata-se de um vídeo breve, introdutório, mas que serve bem como um primeiro contato para aqueles que não conhecem nada sobre o trivium e o quadrivium. Confiram!


Fique por dentro do meu novo curso "De volta ao lar". Clique aqui.




Agora, se você quer saber mais a respeito, deixo aqui uma porção de links extremamente úteis!

Link para o canal no youtube da Confraria de Artes Liberais. Dentro do canal estão disponíveis gratuitamente todas as palestras do Primeiro Congresso da Confraria, no qual não só o trivium é mais profundamente explicado, mas também o quadrivium.

Link para a campanha de financiamento coletivo do primeiro livro em língua portuguesa que ensina e explica a aplicação da educação clássica à educação domiciliar, o Ensinando o Trivium (depois não adianta reclamar que não existe nada que preste em português para ajudar as famílias homeschoolers se você não botar a mão no bolso para ajudar, né?).

Link para o meu primeiro post a respeito do livro "Teaching the Trivium".

Link para a aquisição da palestra do prof. Rafael Falcón intitulada "O trivium e as crianças".

Viram? Aqui no Encontrando Alegria, quando nós fazemos aniversário, quem ganha os presentes são vocês, queridos leitores! Aguardem pois virão mais coisas boas -- e gratuitas -- por aí!

sábado, 21 de março de 2015

Bate-papo com o prof. Carlos Nadalim sobre o curso "De volta ao lar"

Àqueles que estão ansiosos querendo saber mais sobre o meu curso "De volta ao lar", deixo aqui o vídeo do bate-papo que eu e o prof. Carlos Nadalim tivemos a respeito. Durante a conversa contei sobre como surgiu a ideia do curso, qual é a sua proposta, uma dica prática e uma ressalva.

Confiram. ;)


quarta-feira, 18 de março de 2015

Mais mãe, menos professora e um pai-professor

Dentro de poucos dias completaremos dois meses em que vivemos uma mudança radical: mudamos de residência, partimos da capital para o interior. Este é o tipo de mudança que desencadeia muitas outras. No entanto, há tempos desejo contar a vocês sobre uma outra mudança, de um outro tipo.

Quando ainda estávamos em Porto Alegre e decidimos ir embora, Gustavo e eu avaliamos bem tudo aquilo de que haveríamos de abrir mão. À época, ele vivia o melhor momento de sua carreira profissional, numa função de bastante responsabilidade e recebendo o melhor salário que até então já recebera. Por outro lado, não poucos eram os dias em que ele ficava até 14 horas fora de casa, vendo a mim e às crianças apenas ao deitar. Eu, de minha parte, estava exausta, mas sobre isso já falei em outro post. Assim, ao decidirmos partir, sabíamos que estaríamos dando -- mais um -- passo de fé: abandonaríamos a segurança de uma renda certa por um futuro misterioso e incerto, mas no qual estaríamos mais próximos. Eis o ponto: queríamos estar mais próximos. Mais próximos e juntos por mais tempo.


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Assim, considerando também a crescente demanda do blog, a procura pelos cursos, artigos, livros, mais as sempre renovadas tarefas diárias e o cuidado das crianças, optamos por mais uma grande mudança: eu deixaria de cuidar dos estudos delas e passaria a me dedicar a ensinar sobre a educação domiciliar aos adultos, de maneira que o Gustavo assumiria a responsabilidade pelas aulas de nossos filhos.

Ao lerem isso, talvez vocês não entendam direito do que estou falando ou surpreendam-se com o fato de termos feito uma escolha tão ruim. Porém, a coisa é muito mais simples e benéfica do que vocês possam imaginar. Explico: educar as crianças em casa, não fazendo disso um segredo, mas, ao contrário, entrando de cabeça e dando a conhecer ao mundo, deu início a um intenso e crescente interesse pelo assunto, de modo que além de todas as muitas tarefas de uma mãe homeschooler, acumulei também uma porção de compromissos e desafios ao abrir este universo a terceiros -- no caso, a vocês :) -- e tudo isso estava, como disse acima, levando-me à exaustão. O Gustavo, por outro lado, não somente possui muitos talentos como marido e pai, mas também, apesar de saber ser muito firme quanto necessário, é a paciência em pessoa ao ensinar. Mais: ele consegue ser divertido, leve ao ensinar, coisa que eu nunca consegui, pecando pela seriedade e exigência excessivas. Tais defeitos meus acabaram gerando um problema inédito e curioso: o excesso de professora e a escassez de mãe. E eu não preciso explicar aqui, para vocês, o quão tremendamente chato para as crianças isso pode ser, não é? Também não preciso explicar o quanto isso estava roubando a minha alegria, não é? Pois é...




Como disse ao abrir o texto, iremos completar dois meses de mudança. De estudos, creio que completaremos apenas um mês. Mas a alegria voltou. E voltou mais forte. Não simplesmente porque o Gustavo assumiu os estudos das crianças, mas, principalmente, porque agora nós o temos por perto mais tempo, porque nossos filhos têm um pai que sabe ser professor sem perder a doçura paternal, porque ele, como chefe da casa e estando mais em casa, sabe reger os diferentes aspectos da nossa vida familiar com paciência e sabedoria.


Educação domiciliar é isso. Não há receita pronta. O que há é apenas o esforço sincero que buscar a verdade e o conhecimento e, por isso mesmo, sabendo reconhecer os limites, os erros, e ajustando o percurso sempre que necessário, dentro de cada circunstância específica.

Encerro deixando um agradecimento público ao homem da minha vida: Obrigada, meu querido, por mais isso! Nós todos somos muito mais felizes contigo por perto!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Homeschooling à brasileira - A receita do fracasso [1]


Para fazer com que a educação domiciliar oferecida aos seus filhos naufrague e você acabe tendo problemas (justificados) com a justiça, siga as seguintes dicas:

1. Não estude os documentos que explicam a situação jurídica do homeschool no Brasil.
Nunca. Satisfaça-se com a explicação de sua amiga, de sua conhecida, da matéria no jornal ou do post da blogueira. 

2. Não estude.
Nunca. Não tente, antes do mais, vencer suas próprias dificuldades para então poder ajudar os seus filhos. Você já esteve na escola, afinal.

3. Ignore as objeções e dificuldades do seu cônjuge com respeito ao ensino em casa.
Passe por cima do que ele acha ser o melhor para os seus filhos, não dê satisfações, não tenha paciência e faça somente o que você quiser.

4. Não aprenda com o exemplo dos mais experientes.
Feche-se em seu mundo, não pesquise e não descubra a imensa quantidade de excelentes materiais de estudo produzidos mundo afora.

5. Satisfaça-se em trazer a sala de aula para dentro de casa.
Siga trabalhando e fazendo tal e qual os professores na escola, pouco importando os talentos, habilidades e interesses do seu filho e a sua formação enquanto indivíduo. O que importa é vencer o currículo.

6. Sugue.
Entre em todos os grupos, fóruns, blogs e comunidades de educação domiciliar e coloque o pessoal para trabalhar. Dispare todas as perguntas, todas as dúvidas e nunca contribua, apenas sugue, sugue, sugue. Eles já têm as respostas, não é? Para quê investigar?

7. Isole-se.
Não se aproxime de outras famílias homeschoolers. Feche-se e faça de conta que nada mudou.

8. Minta.
Se perguntarem a você como as crianças estão na escola ou se estão indo à escola, você deverá mentir. E mais: deverá ensinar as crianças a mentirem também. Assim você não corre o risco de ser incomodado por ninguém.

9. Não invista.
Você já tirou a criança da escola para não precisar gastar, agora gastará o mesmo ou até mais com livros e materiais?! Nem pensar!

10. Não procure se aprimorar.
Não faça cursos, não se qualifique, não vá atrás. Fique na mesma. Economize seu dinheiro e não cresça um milímetro sequer.

Não haverá erro! Em pouco tempo você deverá ser denunciado ao Conselho Tutelar. E se não for, a deplorável situação educacional dos seus filhos denunciará o seu comodismo, a sua preguiça, o seu descaso e comprometerá o futuro deles! Parabéns! Você se manteve fiel às raízes brasileiras no que elas têm de pior!

segunda-feira, 9 de março de 2015

O dia em que o Conselho Tutelar nos visitou

Era uma segunda-feira bonita e atípica: o sol brilhando, a brisa fresca soprando, Gustavo, que normalmente está em casa conosco durante o turno da manhã, estava na rua resolvendo alguns problemas, e eu varrendo e organizando a sala. Enquanto empilhava as cadeiras sobre a mesa, ouvi ao longe a voz de minha vizinha afirmando "não, não é aqui". Virei-me para a janela e vi, então, o carro do Conselho Tutelar estacionado quase em frente ao portão de minha casa. Naquele instante, num misto de adrenalina, medo e coragem, encostei a vassoura na parede, peguei Nathaniel nos braços e encaminhei-me para porta. Eu sabia que não havia engano e que eles bateriam em minha casa. Em segundos fiz uma oração mental pedido a Jesus que nos socorresse e quase ao mesmo tempo o "toc-toc" aconteceu. Abri a porta e deparei-me com um homem e uma mulher de aspecto simpático.

Eu e Gustavo havíamos combinado que, no dia em que isso acontecesse, eu deveria pedir um minuto e ir até o telefone para avisá-lo, de modo que ele pudesse vir para a casa. Eu, contudo, sequer lembrei-me do combinado. Estava claro, para mim, que aquele era o momento de ser capaz de transmitir tudo o que temos vivido nestes últimos dois anos a duas pessoas desconhecidas, de maneira a mostrar-lhes que não há nada de ruim ou prejudicial no caminho que temos adotado.

Quem primeiro dirigiu-se a mim foi o homem, apresentando-se e dizendo que havia uma denúncia contra nós. Perguntei-lhe qual era a denúncia, ao que ele respondeu que era uma denúncia de que havia crianças na casa e que elas não estavam indo à escola. Respondi, de pronto: "Sim, é verdade. Entrem, por favor. Vamos conversar." Eles se surpreenderam e entraram.

Como disse acima, eu estava arrumando a sala, de maneira que tive de pedir desculpas pela bagunça. Eles, por sua vez, foram gentis e disseram que poderiam voltar outra hora, mas disse-lhes que não havia problema, que podíamos conversar naquele momento mesmo. Foi então que as crianças, Chloe e Bibi, apareceram e perguntei-lhes se queriam ir brincar no pátio. Desnecessário dizer com que festa demonstraram que sim. Dei-lhes algumas instruções, pois eu não poderia ficar na rua cuidando-os, e voltei-me, finalmente, aos conselheiros.

Antes de mais nada, convém ressaltar uma coisa: desde o instante em que vi o carro até o último momento em que os conselheiros estiveram conosco, minha disposição foi uma só: contar TODA a verdade, não omitir nada, explicitar todos os motivos, dificuldades, esforços que envolveram e envolvem nossa caminhada como família homeschooler. Assim sendo, comecei retomando o que havia dito à porta, que, de fato, nossas crianças não vão à escola. Principiei, então, do começo, retrocedendo ao tempo em que Chloe ainda frequentava o colégio e explicitando os motivos que nos levaram à decisão de tirá-la de lá.

Boa parte de vocês já conhecem a história por meio das postagens mais antigas, mas aos que não a conhecem, deixo aqui o resumo do resumo: tiramos nossa filha da escola porque queríamos salvar sua vida intelectual. Isto é, ao participar de um ambiente carente de desafios, frustrante e estagnador, percebemos que a Chloe estava se entristecendo e começando a criar resistência não somente à escola, mas a tudo o que estava associado à ela, especialmente o estudo. Assim, para não perdê-la de vez deixando que a aversão ao conhecimento criasse raízes em seu coração, tomamos a decisão de educá-la em casa, proporcionando-lhe os desafios e as novidades pelas quais ela ansiava.

Enfim, contei-lhes tudo: a procura de materiais junto a professores qualificados (como o prof. Carlos Nadalim), as pesquisas de materiais estrangeiros, a criação do blog, as aulas de latim, de piano, de violino, o programa de rádio, os artigos para a Revista Andirá. Expliquei-lhes a questão da certificação: o EJA e o ENEM. Citei-lhes a ANED e o projeto de lei pela regulamentação da educação domiciliar. Falei-lhes também sobre a possibilidade sempre existente de retorno à escola, caso haja alguma mudança brusca na dinâmica familiar. E por aí foi.

Quando o Gustavo chegou, a conversa já se encaminhava para o final e eles, tanto a conselheira quanto o conselheiro, demonstravam-se positivamente surpresos com tudo o que havíamos falado. Passei-lhes o endereço do blog, o email, os dados de todos nós, enfim, tudo o possível para deixá-los por dentro do assunto e deixando bem claro que nada do que temos vivido é segredo, é algo do qual nós possamos nos envergonhar ou algo que poderia prejudicar nossos filhos.

Da parte deles, ficou o triste aviso de que, por estarmos em uma cidade do interior, onde as pessoas observam mais a vida umas das outras, provavelmente haveria outras denúncias contra nós, sendo que, em algum momento, tais denúncias poderiam acabar "indo adiante" e chegando ao Ministério Público. Garantimos que, se tal coisa acontecesse, não haveria problema algum, pois estamos dispostos a ir aonde for para defender aquilo que acreditamos ser o melhor para os nossos filhos.

Assim, queridos leitores, deu-se a visita que desde sempre aguardamos e para a qual tanto nos preparamos. Cremos que o resultado foi extremamente positivo, graças a Deus, pois nos deparamos com duas pessoas abertas, dispostas a conhecer e a compreender o que temos vivido, concluindo, também elas, que o saldo do nosso trabalho, até aqui, está acima do que as escolas têm, em geral, obtido Brasil afora.

Que nossa experiência sirva para encorajar a todas as famílias homeschoolers que nos lêem. Nem todos os conselheiros são como os que nos visitaram, nós sabemos disso. No entanto, pesquisar, estudar, preparar-se para esse momento, dispondo-se a explicar todos os pormenores do homeschool a quem não o conhece é simplesmente essencial para que os estereótipos e as fantasias advindas do deconhecimento sejam desfeitas e o caminho seja um pouco mais aberto a nós, os que lutamos por uma educação de qualidade de verdade.

Deixo aqui, por último, um pedido: rezem por nós, para que possamos continuar fazendo um bom trabalho e para que nossos vizinhos nos deixem em paz. Que Deus lhes pague!

sábado, 7 de março de 2015

O difícil amar

Há duas semanas encerrei a primeira turma do curso "De volta ao lar" e, no entanto, em lugar do esperado alívio pela missão cumprida, o que fica é a saudade. Sim, de verdade. Sem afetação. Vocês não imaginam quão precioso é descobrir-se acompanhada, num certo sentido, por outras mulheres na inusitada e difícil trajetória de volta ao lar. Sejamos sinceras: hoje em dia a mulher pode (e deve; ai dela se não!) querer ser e fazer tudo, menos ficar em casa cuidando de si, do marido, dos filhos e da casa. Ela pode ser bombeira, médica, astronauta; pode ser prostituta ou virar homem (?); adotar 100 gatos e abortar todos os filhos; mas aquela que resolver fazer o que milhões e milhões de outras mulheres fizeram antes dela ao longo dos séculos, essa, ah!, ela merece toda a reprovação do mundo!

Mas nada disso é fruto do acaso. Não chegamos a este ponto acidental ou naturalmente. A continuidade histórica foi intencionalmente rompida com a revolução sexual da década de 60, e de lá para cá viemos rolando ladeira abaixo. Das muitas nefastas heranças do período, creio que a pior é algo que tenho visto em mim mesma e em muitas de minha geração: uma incrível e triste dificuldade em amar. Nas últimas décadas aprendeu-se que amar é, de algum modo, usar de todos os meios possíveis para sentir-se bem; aprendeu-se que felicidade é ter prazer. Assim, "amo" o outro (seja ele Deus, ou o pai, o marido, o filho, o amigo, o irmão) quando ele serve aos meus propósitos, quando ele contribuiu para o meu bem-estar, quando ele "me põe pra cima" - seja lá o que isso queira dizer; sinto-me feliz quando estou saciada em meus desejos. Caso contrário, "tchau!", "a fila anda", como diriam alguns.

Obviamente esse tipo de amor não vai longe, não dura muito, pois isola a pessoa em si mesma e inibe seu crescimento. Sim, compreensões e vivências desse tipo nos acorrentam à infância ou, quando muito, à adolescência. É um amor que vive em função de si, em uma eterna busca por aceitação, por afirmação, de modo que sobra muito pouco espaço para outros além do próprio eu. É egoísmo. É criancice. É estreiteza. É pequenez. E faz sentido quando se tem 4, 5, 10 ou 12 anos, mas somos nós, e pior, somos nós agora. Somos eu e você que não aprendemos o que seja realmente o amor.

Apesar disso tudo e de todas as mensagens diariamente emitidas pelos mais variados segmentos da cultura que reforçam esse ciclo de infelicidade (eles costumam chamar de liberdade), o fato de um vídeo como o exibido a seguir explodir em número de acessos indica que embora não tenhamos aprendido o que é o amor, ansiamos por ele lá no fundo de nossos corações.


Sim, o amor verdadeiro, como mostra o vídeo, não tem nada a ver com "amor à primeira vista", "almas gêmeas", "compatibilidade de gênios", e facilidades semelhantes. Felicidade não tem a ver com sentir-se bem, com festa, com prazer. Amor verdadeiro tem a ver com uma decisão voluntária pelo sacrifício, tem a ver com doação, com sair de si na direção do outro. Felicidade tem a ver com sentido, com propósito, com ser capaz de alegrar-se em meio, muitas vezes, à dor, à dificuldade, às objeções e "nãos" da vida. Ou seja, a verdade a respeito do amor e da felicidade está a quilômetros e quilômetros de distância daquilo que nos indicam os clichês, os filmecos mais assistidos e livrecos mais vendidos. E continuar a segui-los é continuar, portanto, a ser infeliz. 

Assim, caminhar de volta ao lar não é uma tarefa simples em nossos dias. Além das objeções e pressões externas, ainda enfrentamos nossos próprios limites, lutamos contra nosso próprio egoísmo, contra nossa própria criancice, contra nossa própria estreiteza e contra nossa própria pequenez. Afinal, embora o comercial seja lindo e desperte em nós o desejo de imitarmos tão nobres gestos e esforços, a realidade é que o sacrifício não é algo agradável, a verdade é que não haverá uma câmera registrando nossos melhores ângulos, tampouco garantias de reconhecimento ao final de tudo. E se houvesse, deixaria de ser sacrifício, deixaria de ser amor e passaria a ser escambo, troca, negócio. Mas o amor... ah! o amor sacrificial só existe no silêncio, na discrição, na gratuidade, no oculto em que só Deus é verdadeira testemunha (e verdadeira recompensa).

E é por isso que o amor, ao contrário do que se pensa, não está longe, mas perto, mais perto do que podemos imaginar, ao alcance de todos, pois todos temos o que doar. O amor está na louça lavada, na roupa dobrada, na cama estendida. O amor está no braço dormente, na noite mal dormida, no abraço de bom dia. O amor está no bife picado, no mamá da madrugada, na água depois da corrida. O amor está no ouvido atento, no cuidado fora de tempo, no colo que dá sustento. O amor está em aceitar o barulho, a falta de privacidade, a ausência de mimos. O amor está no perdão concedido mesmo antes de ser pedido, está na paciência que resiste ao tempo, no pedido de desculpas ainda que o erro tenha passado batido. O amor está em pagar o mal com o bem. O amor está em rezar sempre. O amor está em oferecer-se para pagar a Deus a dívida do outro. O amor está em querer levá-lo para mais perto de Deus.

Às queridas valentes que voltaram ou desejam voltar ao lar, deixo aqui um conselho: abandonemos o amor-criança e avancemos para o amor-adulto, não mais esperando a fantasia da ocasião ideal para começar a amar. A circunstância ideal acabou de se configurar: é agora e sempre, para sempre, em todo o lugar.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Oficina de Casamento - Inscrições abertas!

A partir de hoje, dia 02 de março, até sexta-feira, dia 06, você poderá fazer a sua inscrição no curso "Oficina de Casamento".

Para saber detalhes do curso (conteúdos, cronograma, valores), clique aqui.

Para assistir o testemunho de um casal que já fez a "Oficina", clique aqui.

Para inscrever-se, basta clicar numa das opções abaixo.

PAYPAL
PAGSEGURO



Assim que sua inscrição estiver concluída você entrará para a primeira turma à distância do curso e nós entraremos em contato com você. ;)
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domingo, 1 de março de 2015

Oficina de casamento: última chamada!

Amanhã, segunda-feira, dia 02 de março, abriremos as inscrições para o novo curso "Oficina de casamento".

Se você não tem a menor ideia do que estou falando, leia o post anterior. :) Se você já tem, mas está em dúvida se investe ou não neste curso, se vale ou não vale a pena, ouça o depoimento do casal Gustavo e Maíra, que fizeram a Oficina em 2012 e ainda hoje colhem os frutos dessa experiência.



Garanta a sua vaga! A partir do meio-dia de amanhã,
aqui mesmo, no blog Encontrando Alegria!
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