quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Como construir um relacionamento para a vida toda

Ontem, dia 25, lançamos o vídeo da primeira chamada para o nosso novo curso, chamado "Oficina de casamento". Se você não nos acompanha no facebook, clique aqui para assisti-lo.

O curso é um trabalho que já realizávamos anos atrás, quando ainda éramos protestantes, e voltado principalmente para casais às portas do altar do matrimônio. 

Atualmente, porém, o curso tem como alvo pessoas cristãs, sejam elas católicas ou protestantes, estejam elas já casadas, noivas, namorando ou mesmo solteiras (mas convictas de sua vocação matrimonial).

A finalidade do curso é auxiliar os solteiros na preparação para os desafios que a vida matrimonial lhes apresentará e também ajudar aos casados a resgatar princípios e atitudes que os ajudarão a manter ou aprimorar um relacionamento saudável e que dure a vida toda.

O curso é composto de oito aulas online (as quais ficarão disponíveis para você assistir quando e como for melhor para você). Confira os assuntos e as datas em que as aulas serão disponibilizadas:
1. Introdução: uma palavra para católicos e evangélicos (10/03);

2. Construindo alicerces sólidos (17/03);

3. A arte da comunicação (24/03);

4. O amor em ação (31/03);

5. Resolvendo conflitos (07/04);

6. O poder do perdão (14/04);

7. Os pais e a família do cônjuge (21/04);

8. Sexo bom (28/04).
Algumas referências bibliográficas do curso:

- O amor que dá a vida, de Kimberly Hahn – Ed. Quadrante.

- O Livro do Casamento, de Nicky e Sila Lee – Ed.Encontro.
- Como mudar o que mais irrita no casamento, de Gary Chapman – Ed. Mundo Cristão.
- Cinco Linguagens do Amor, de Gary Chapman – Ed. Mundo Cristão.

- Catecismo da Igreja Católica – Ed. Loyola.

- Oficina de Casamento, de Adão Carlos do Nascimento – Ed. Apoio Pastoral.

- Entre Lençóis, de Kevin Leeman – Ed. Palavra.

- A mulher dos sonhos do seu marido, de Sharon Jaynes – Ed. Mundo Cristão.e
- O catecismo do matrimônio, de Joseph Hoppenot – Alexandria Católica.

Investimento: 

R$ 300,00. À vista (paypal, pagseguro ou boleto) ou parcelado no cartão de crédito.

A abertura das inscrições acontecerá em breve.

Garanta a sua vaga escrevendo para: encontrandoalegria@gmail.com
This entry was posted in

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Nossa Quaresma

Hoje é o primeiro dia da Quaresma, um dos tempos mais marcantes do calendário cristão. Embora seja a nossa segunda Quaresma como católicos, é a primeira para a qual eu e minha família realmente nos preparamos, desejando vivê-la o mais integralmente possível. Assim, como homeschoolers que somos, não poderíamos deixar de fora atividades que, de algum modo, marcassem este período para as crianças, relembrando-as continuamente dos sofrimentos e do sacrifício de Jesus por nós.

Decidi, portanto, que durante os próximos quarenta dias faríamos algo sempre pela manhã, antes do café e dos estudos, para que logo de saída, no início do dia, pudéssemos alinhar nosso coração ao espírito da liturgia. Mas antes de irmos para as atividades especiais, começaremos com uma oração.

Com simplicidade, organizei quarenta envelopes, cada um deles com um ou mais versículos pertencentes a uma das leituras destinada àquele dia específico (às vezes um salmo, às vezes um trecho dos evangelhos e assim por diante; usei o aplicativo Católico Orante para me guiar nos textos de cada dia). Além dos versículos, cada envelope contém também um pequeno sacrifício que faremos por Jesus naquele dia (arrumar a cama com mais capricho, fazer um cartão bem bonito para um amigo ou rezar por alguém de quem não gostamos, por exemplo; serão quarenta dias, então dá para listar bastante coisa!).




Além disso (e graças ao famosíssimo Shower of Roses), cadastrei-me no site Holy Heroes, o qual oferece para download gratuito desenhos, palavras cruzadas e coisas semelhantes, três vezes por semana, todos especialmente desenvolvidos para a Quaresma. Eis aqui um pedaço de desenho de hoje (ainda não o imprimi e o arquivo é pdf., por isso aparece apenas um pedaço):


Há sempre uma pequena explicação abaixo de cada desenho.

Por último, obviamente nos absteremos de carne vermelha no dia de hoje (e às sextas-feiras, como de costume) e também iremos à Santa Missa.

Acredito que tanto as atividades (oração, leitura das Escrituras, desenhos, etc) quanto os pequenos sacrifícios (que são coisas comuns, mas feitas com o propósito de nos conformarmos à auto-abnegação de Cristo e não de simplesmente cumprirmos com os nossos deveres) tornarão o tempo da  Quaresma um tempo especial, distinto e, se Deus permitir, um tempo de crescimento espiritual para toda a família.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A beleza cura

Este é um post totalmente desnecessário. Não falarei sobre homeschooling, não darei nenhuma dica, não avisarei sobre nenhum evento importante... Mas decidi escrevê-lo mesmo assim, pois estou tão feliz, tão feliz, que precisava dividir minha alegria com vocês, para que ela se torne maior ainda.

Há pouco mais de três semanas estamos em nosso novo lar. Nossa casinha verde. Nossa toca do Hobbit. E eu acho que ainda não sou capaz de avaliar toda a extensão dos benefícios que estar aqui têm trazido a mim e à minha família...

A beleza desse lugar tem me curado de um modo muito profundo. A beleza tem me reconciliado, num certo sentido, com a criação, com os homens e com o próprio Deus. A tranquilidade, vez por outra interrompida por um veículo mais barulhento, tem apurado minha audição e renovado minhas energias de um modo que eu não sabia mais que era possível. Eu já havia me acostumado a estar cansada e irritada sem nem saber o motivo.

O espaço, embora pequeno na casa, fora, no pátio, é imenso. As crianças estão mais alegres, mais animadas, mais elas mesmas! É impressionante! Vejo-as como plantinhas que encontraram um bom solo, uma boa luz e o espaço necessário para crescer: elas estão desabrochando, crescendo, se fortalecendo! E nós também, ainda que de um jeito diferente.

Sabe, muitos de vocês, ao verem nossas fotos no facebook brincam, falam em ostentação, enquanto outros escrevem em privado perguntando como isso é possível, como fazer para sair de um grande centro e ir para um lugar de paz.

Eu sei que é brincadeira, que ninguém acha que nos tornamos vaidosos por estarmos aqui, e fala-se em ostentação simplesmente porque é uma palavra na moda das gírias. Mas, vejam, chegamos ao ponto de chamar algo belo, naturalmente belo, de ostentação, como se fosse um luxo, uma jóia ou um carro importado. Que ostentação há num lírio, numa hortência, num quero-quero, numa castanha? Penso que vê-los assim é prova clara de que acostumamo-nos às latinhas, ao lixo, ao mijo, ao grafite, ao concreto... E acostumar-se com a feiúra adoece, como eu estava doente.

Agora, quanto ao sair desse contexto doentio e ir para um local curativo... bem, é preciso, antes de mais nada, crer que há tantas maneiras possíveis de se viver quanto há pessoas sobre a terra. Acostumamo-nos a achar que o modo como vivemos é o único possível, mas não é. E pouco importarão os planos e a viabilidade ou não de cada um deles se, no fundo, não acharmos possível viver de uma maneira diferente.
É difícil pensar diferente. É difícil imaginar diferente. E é por isso mesmo que este precisa ser o começo de tudo. Precisamos começar a imaginar e a pensar diferente, desacostumando-nos da sujeira, do barulho, da doença, da violência. O desconforto do desassossego nos fará buscar pela beleza, pela tranquilidade, pela saúde e pela paz. Mas a primeira janela que precisamos abrir é a do nosso coração, vislumbrando dentro de nós um novo horizonte. Antes disso, ainda que se mude o contexto, tudo permanecerá essencialmente igual.

Desejo, de coração, que você possa encontrar algo belo ao seu redor, que essa beleza o fortaleça e dê esperanças, e que, por fim, conduza-o ao Autor, Consumador e Mantenedor de toda a beleza, nosso amado Deus.


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Um evento histórico

Ontem à noite, enquanto servia a janta das crianças, meu amigo Alexandre Magno chamou-me pelo chat do facebook. E, bem, talvez vocês não saibam, mas o Alexandre não é o tipo de cara que fica perdendo tempo com abobrinhas; se ele começa uma conversa, então é melhor prestar atenção, pois o assunto teve ser interessante e útil. E assim foi. Trocamos algumas mensagens entre pedaços de frango, colheres de arroz e conchas de feijão.

O assunto é do interesse de todo o país, de todos os que se preocupam e se interessam por educação, mas mais intensamente da sempre crescente comunidade de homeschoolers brasileiros. Contou-me, então, Alexandre, que nós, do Brasil, sediaremos o Segundo Encontro Global de Homeschooling! Sim! Anotem na agenda, juntem as moedinhas e não percam de jeito nenhum o evento de educação que entrará para a história do nosso país!
Segundo Encontro Global de Homeschooling
Local: Rio de Janeiro
Data: Março de 2016
Não, não adianta pedir por maiores detalhes porque tudo ainda está sendo estudado, exceto o local e a data, que já estão confirmadíssimos. Por outro lado, você pode participar desde já de duas maneiras: a primeira e mais importante delas é por meio da oração, pedindo a Deus para que tudo dê certo e para que as famílias encontrem a ajuda que precisam; a segunda é escrevendo para mim, aqui mesmo no encontrandoalegria@gmail.com, enviando a sua sugestão de tema e explicando um pouquinho dos motivos pelos quais você acha tão relevante este assunto. Combinado? Pelos próximos dois meses estaremos aceitando e estudando os temas sugeridos. ;)

Assim que surgirem outras novidades sobre o evento avisarei a todos vocês, não se preocupem.

E aos que quiserem conhecer o que aconteceu no Primeiro Encontro Global, realizado em Berlim, na Alemanha, em 2012, basta clicar aqui.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Minha heroína é uma princesa

Quando imaginamos heroínas e princesas, usualmente atribuímos às primeiras valentia, força, coragem, enquanto que às segundas creditamos nobreza, delicadeza, amabilidade. As heroínas e as princesas costumam estar sempre longe em nossos pensamentos, retidas num passado infantil ou apartadas, inseridas em situações extremas. Elas também jamais são ambas as coisas, como se impossível fosse a reunião de tão incríveis atributos. Eu, no entanto, tenho uma heroína que é também uma princesa e ela está bem perto de mim, logo ali, na sala, lendo Júlio Verne. Digo que tenho, mas não é minha, como se coisa fosse. Ela é uma pessoa, uma pessoa que é um dom, um presente, um empréstimo divino. Além disso, é importante dizer que ela não sabe que é uma heroína princesa (e é importante que nem venha a saber, pois a vaidade sempre espreita). Inocentemente, imagina ela ser apenas minha filha. Não suspeita que salvou-me a vida muitas vezes e de muitas maneiras diferentes.

Nove anos atrás, no dia 10 de fevereiro, minha heroína princesa nasceu, e veio sob a forma do bebê mais fácil e dócil do mundo. Nada de cólicas. Nada de manhas. Nada de noites em claro. Nada disso. Apenas um serzinho de cabelos pretos (que depois clarearam um pouco) e bochechas quentinhas, sorridente, tranquilo e fácil de satisfazer. Salvou-me, então, do medo de pensar que, nela, enfrentaria um desafio invencível. Trouxe-me confiança e tranquilidade.

Aos poucos, bem aos poucos, conforme minha heroína princesa crescia, discretamente (como convém a uma princesa) exigia mais de mim. Mas de um jeito tão suave, tão alegre, tão tranquilo que não me era tão difícil assim doar-me, ainda que aos poucos, bem aos poucos, com alguma relutância típica de quem tem o coração pequeno e duro. Salvou-me, então, do egocentrismo, fazendo-me ver e ir para além de mim. Trouxe-me abnegação e generosidade.

Já maiorzinha, naquela idade em que a comunicação por palavras se torna mais consistente, minha heroína princesa demonstrava-me tanto amor, tanta admiração (da qual sou indigna, aliás), tão espontânea e livremente que libertou-me dos meus limites. Salvou-me, então, da necessidade de reciprocidade, da entrega falsa, do sentimento calculado, da prisão da insegurança. Entregou-me seu coração transbordante e fez meu coração jorrar.
Agora, mocinha, minha heroína princesa continua me salvando. Não mais sozinha, mas com a ajuda de dois outros príncipes, os quais, junto ao rei que é seu pai, livraram-me diária e repetidamente de meu pior pesadelo: eu mesma. Hoje, graças a eles (e a Deus), não preciso mais tentar salvar-me, mas posso entregar alegremente, pois é aí, nessa entrega, que descubro como ser feliz de fato, sem medo, sem egoísmo e sem limites.

Minha filha, minha heroína, minha princesa, que Nosso Senhor te conceda um aniversário verdadeiramente feliz.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Das coisas com que eu jamais pensei que me importaria

Alguns de vocês já sabem, outros não, mas há exatos 9 dias mudamos de residência. Melhor, mudamos de residência e de cidade. Finalmente conseguimos ir para o interior do estado e, para minha surpresa, está tudo sendo melhor do que o esperado.

A casinha em que estamos é muito, muito simples. Quem conheceu o apartamento onde estávamos em Porto Alegre certamente julgaria nosso atual endereço como um retrocesso, no entanto, temos aqui um pátio imenso, maravilhoso, com espaço para correrias, picnics, acampamentos, fogueiras e muito mais. Ou seja, se, por um lado, "perdemos" em qualidade de estrutura (embora eu não veja as coisas dessa maneira), ganhamos em qualidade de vida de um modo geral, pois temos espaço, liberdade e segurança para que os nossos filhos brinquem livremente, peguem todo o sol de que precisam e façam todos os movimentos, esforços e brincadeiras para que tenham um desenvolvimento físico pleno.

Não há palavras suficientes para agradecer a Deus e aos amigos que nos ajudaram (e a todos que ergueram preces em nosso favor). Em míseros três dias na casa nova, Chloe já havia visto mais sapos e aranhas que em toda a sua vida! E adquiriu tal familiaridade com o novo contexto que já passou várias peçonhentas no chinelo! Ela já captura borboletas com as próprias mãos, escala árvores, rola na grama, cata cogumelos... Já vimos mais de seis ou sete tipos diferentes de pássaros, uma infinidade de novas flores... Passamos a acordar naturalmente mais cedo e a dormir mais cedo também, graças ao silêncio e ao recolhimento que a cidade vive ao entardecer.

Falando em cidade, tudo aqui é um encanto. Tudo é bonito. Até o que é feio é mais bonito do que em Porto Alegre. E pouco importa o que dizem os modernosos com os seus estilos arquitetônicos "caixote de mármore preto", "caos espelhado" ou "pombal desconstruído": a beleza, a simplicidade, o cuidado com os detalhes fazem um bem enorme aos olhos e ao coração. Até as pessoas são mais saudáveis: ainda olham nos olhos, ainda dão bom dia, ainda dão licença e ainda contam suas histórias sem dificuldade e sem desconfiança. 

Enfim, estamos felizes, muito felizes. As crianças não sentem a menor falta de Porto Alegre, mas apenas dos amigos que lá deixamos. Mas se há algo de que posso me queixar é a demora e a pouca oferta de empresas de telefonia e internet. De resto, até a água da torneira é boa.

PS: Que me perdoem os curiosos, mas não revelarei onde estamos. Já tivemos problemas com malucos eurasianos aqui na internet.