quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O cuidado da casa

Embora eu já tenha elaborado um curso a respeito, já tenha escrito algumas coisas a respeito, ainda assim, continuo recebendo diariamente perguntas relacionadas ao cuidado com a casa + educação das crianças. Assim, aproveitando que acabei de responder a um email tratando deste e de outros assuntos, publico aqui um trecho do que disse àquela mãe que me escreveu:
Quanto à organização da casa, lembre-se: as pessoas são prioridade. As tarefas e as coisas vêm depois. Ou seja, seu marido, suas crianças e você são mais importantes que o resto. Nunca inverta essa ordem, pois ter uma casa brilhando não é melhor do que ter uma família emocionalmente bem nutrida! E a opinião das pessoas vale beeem menos que o amor do seu marido e das suas crianças, que são quem realmente importa!
Com o que disse acima, pode parecer que, agora, a casa fica a Deus dará, que cuidar das tarefas domésticas tem pouca importância, que o microcosmo do lar pode ser tratado com displicência, mas não se trata disso. Cuidar da casa é importante sim. O problema é que a maioria de nós tende a focar na casa às custas das pessoas da casa. É ou não é? Enquanto as crianças querem atenção, você está lá, limpando aquele espacinho entre a pia e o fogão. Enquanto seu marido precisa falar com você sobre algo que é importante para ele, você está ocupada tirando aquela terrível coisa preta que acumula na parte do sabão em pó da máquina de lavar. Ao final do dia, você está exausta, muitas vezes mau humorada, querendo apenas silêncio e cama. Soa familiar, não é verdade? Mas, gente, não dá para ser assim. Ao menos eu não consegui viver assim por muito tempo, embora tenha tentado com grande esforço. Também não se trata agora de parar tudo o que se está fazendo ao menor sinal de interesse por parte das crianças ou do cônjuge. Não. É preciso discernir quando a sua presença é necessária e benéfica de quando você pode ser deixada de lado, prosseguindo nas suas tarefas, enquanto os demais seguem nas suas. Mas para conseguir discernir esses momentos é preciso estar aberta aos outros, estar aberta aos imprevistos, estar aberta ao não ter o controle sobre todas as coisas e, sobretudo, estar aberta a não querer fazer do seu lar uma empresa, onde tudo é cronometrado e com metas a serem atingidas.

Viva (um dia de cada vez). Ame (as pessoas). Desfrute (das coisas). Sirva (a Deus servindo ao seus próximos mais próximos, isto é, a sua família).

Espero que você consiga, assim como eu tenho repetidamente tentado conseguir, fazer tudo aquilo que realmente importa sem sacrificar nada além do seu orgulho, da sua vaidade e do seu egoísmo, dia após dia, cada vez mais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Uma cama e muitos homens

Aposto que vocês pensaram besteira ao ler o título do post, né? Que gente! :D

Falando sério, hoje eu quero dar uma sugestão aos solteiros e aos noivos, em especial. Bem, na verdade, a sugestão pode ser útil a quem quer que esteja disposto a dar uma modificada na mobília do quarto: pessoal, sem brincadeira, invistam em camas grandes.

Quem já veio aqui em casa pôde ver: temos uma cama imensa, 2m x 2m. Nós a conseguimos num brechó de um casal de pastores protestantes que estavam regressando para a Alemanha e, por conta disso, estavam se desfazendo dos móveis que tinham aqui no Brasil. Custou-nos a bagatela de R$ 250,00 - com colchões: 2 colchões de solteiro - e foi uma das melhores - se não a melhor - compra que já fizemos.

Até então vivíamos espremidos em uma cama de casal tradicional. E não é que sejamos espaçosos, mas é que meu marido não é pequeno: um gaúchão de 1,98m de altura e mais de 130kg. Acrescente-se a isso os filhotes durante o período de amamentação, isto é, 4 meses e meio para a Chloe, 1 ano e 3 meses para o Benjamin. Imaginaram o aperto?

Pois bem, na noite passada Benjamin teve uma crise terrível de tosse. E não há nada o acalme melhor do que o colo quentinho do Gustavo, que prontamente assim o fez. No entanto, ao colocá-lo novamente na própria cama, a tosse recomeçou. Não houve saída: decidimos trazê-lo para a nossa cama, para que ali, no quentinho entre nós, ele se acalmasse mais uma vez.

Em resumo, somente após o rearranjo conseguimos dormir tranquilamente: eu numa extremidade, Nathaniel ao meu lado, Benjamin ao lado do irmão e Gustavo na outra extremidade da cama.

De que outro modo isso seria possível se tivéssemos uma cama pequena? Como aconchegar - sem espremer - nossos filhotes sem ficarmos desconfortáveis? Como gerar e acolher uma família numerosa com conforto se não há espaço para todos? Sei que uma cama não é algo barato de se adquirir, especialmente essas box modernosas, mas pesquisando ou, quem sabe, mandando fazer, você se dê tão bem quanto a gente.

Enfim, é só uma sugestão - a sugestão de alguém que mesmo amamentando toda a noite, dorme bem. ;)