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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Paternidade: o chamado, o ofício e a cruz

O texto que reproduzo abaixo foi originalmente publicado em The catholic gentleman

e gentilmente traduzido por minha amiga Aline Galhardo.
Esqueça os pais que você vê na televisão: egoístas, viciados em trabalho, ausentes, intimidadores, influenciáveis. Eles não merecem esse título. Ser pai de verdade é algo maior que isso. É algo tão grande quanto Nosso Pai que está no Céu. O chamado a ser um pai católico é um chamado a sofrer – como marido, como pai, como católico. Assim como Cristo é a cabeça da Igreja, o pai católico é a cabeça de sua casa, e sua cabeça é coroada de espinhos. Não se trata de se promover. Trata-se de entregar sua vida pela sua família. A paternidade é assustadora. Mas é também fabulosa, e é por isso que devemos mostrar a paternidade católica para um mundo que se esqueceu para que serve um pai. O chamado Deus criou a paternidade com um propósito. Ele tem afirmado esse propósito através dos tempos, de Adão a Noé, a Abraão, a Davi e de São José ao Nosso Pai que está no Cé…

Tudo ou nada

Recentemente escrevi um post no facebook sobre o fechamento das mulheres cristãs à vida. Não há nada de novo no que disse, exceto que tem se tornado cada vez mais raro ouvir coisa semelhante. 
O que mais me impressionou na repercussão do post não foi a quantidade de compartilhamentos obtida (superior a 1.400 até o momento), mas a quantidade de mulheres que, mesmo curtindo, mesmo compartilhando, não entenderam o que eu disse. São mulheres que mantiveram o mesmo pensamento que tinham até então: "Sim, filhos são bênçãos de Deus, e eu escolho quantas eu quero".

Alguém aí consegue imaginar Salomão dizendo a Deus: "Certo, Senhor, aceito todas as coisas que queres dar-me por ter pedido apenas sabedoria para cuidar do teu povo, mas, por favor, não me dê riquezas demais, mas apenas o suficiente"? Alguém aí consegue imaginar-se no lugar de Salomão dizendo semelhante loucura? Não, né? Afinal, prosperidade nunca é demais, riqueza nunca é demais, recurso nunca é demais. Quantas …

Ideias sórdidas

Um dos argumentos mais sórdidos usados contra o homeschooling é aquele que diz que os pais homeschoolers tiram as crianças da escola para poderem abusar delas sem inconvenientes. Sem nem entrar na questão da leviandade e da doença mental de quem afirma uma coisa dessas sem oferecer prova alguma, sem mencionar caso concreto algum, levanto aqui dois pontos:

Primeiro: Quem quer molestar, abusar, espancar ou matar uma criança não precisa nem nunca precisou tirá-la da escola para isso. Se fosse assim, todas as crianças escolarizadas estariam num mar de segurança (basta vocês olharem essa página para verem como o caso, em verdade, é precisamente o contrário).

Segundo: Seguindo essa mesma linha de raciocínio nojenta, poder-se-ia dizer então que quem envia as crianças para a escola o faz por não suportar conviver com elas e desejar ficar afastado o máximo possível?

É fácil dizer besteira e ter opinião pronta sobre o que não se conhece. Difícil é aguentar uma resposta à altura.

Oração

Somos uma família cristã. Assim, desde sempre, desde quando ainda éramos protestantes, as orações fazem parte de diversos momentos do nosso dia a dia. Hoje, há mais de dois anos como católicos, intercalamos preces espontâneas e recitações de orações consagradas.
Recentemente, porém, já nem me recordo como, lembrei-me da oração de São Tomás de Aquino para antes dos estudos. E como é uma oração magnífica, decidi compartilhá-la aqui com vocês, caso queiram instituir ou aprimorar as orações das crianças no momento de estudar.
Claro, eu só tive a ideia de disponibilizar a oração para vocês. Quem realizou a arte toda foi minha amiga Juliana Morrone. Ela fez um modelo mais sério para os pais e um modelo mais divertido para as crianças, inclusive com florzinhas para colorir. ;)

Espero que vocês gostem e, mais ainda, que as orações produzam os frutos desejados!

Aqui está o .pdf do modelo para os pais.

Aqui está o .pdf do modelo para as crianças.

Não deixam nossas crianças em paz

Pretender a legitimação de uma atitude com base na sua mera ocorrência é um dos modos mais recorrentes e falaciosos de se argumentar, embora pouca gente o perceba. Não é porque uma coisa acontece que ela deva ser aceita. Menos ainda: não é porque uma coisa acontece que ela deva ser elevada a regra, a padrão, a norma. Todavia, temos visto isso acontecer com uma frequência cada vez maior, em diversos ambientes e com diferentes alcances em nosso país.

Um exemplo bobo do que estou falando são alguns dos comentários originalmente presentes neste post (Marta Suplicy e Laerte ensinando "português"). Muitas pessoas defenderam a intromissão e a tutela da escola em um assunto tão íntimo e delicado como o incipiente despertar para a sexualidade dos adolescentes porque, pasmem, as crianças têm curiosidade sobre o assunto. Sim, é verdade, algumas realmente têm tal curiosidade. Mas vejamos a coisa mais de perto.

Não é preciso ser muito esperto para ver que o assunto sexo está ostensivamente…