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Mostrando postagens de 2015

Meu conto de Natal favorito

Hoje à noite, por ocasião do Natal, interromperemos a sequência da nossa leitura noturna do momento para lermos aquele que é o meu conto de Natal favorito. Aos que quiserem fazer o mesmo, deixo-o copiado abaixo. Tenho certeza absoluta de que não haverá razões para arrependimento. :)

Um feliz Natal a todos! Que o Menino Deus nos inspire para que em 2016 sejamos corajosos como Ele sempre foi, para que lutemos por aquilo que, mais que nosso direito, é nosso divino dever: educar nossos filhos.



O Gigante egoísta, de Oscar Wilde.
Todas as tardes, quando voltavam da escola, as crianças costumavam ir brincar no jardim do Gigante.
Era um belo e vasto recanto, coberto de grama verde e macia. Aqui e ali, por sobre a relva, apontavam lindas flores, semelhando estrelas. Havia doze pessegueiros que, na primavera, se abriam em delicada floração de cor rosa e pérola; no outono, ficavam carregados de deliciosos frutos. Os pássaros, pousados nas árvores, cantavam tão docemente que as crianças costumavam i…

O dia em que a família ficou em segundo lugar

Ontem pela manhã estivemos reunidos com representantes da Associação dos Procuradores do Estado do RS (a APERGS) exigindo a retratação do procurador Luis Carlos Kothe Hagemann. Para quem não sabe, o procurador Hagemann solicitou, na qualidade de representante do estado do Rio Grande do Sul, o ingresso como amicus curiae no caso da menina Valentina Dias, uma homeschooler que recorreu ao STF para garantir o seu direito de ser educada em casa. O caso é seríssimo, pois o seu resultado repercutirá sobre todas as famílias homeschoolers do Brasil. Para quem quer saber mais, ficam aqui os links: qual foi o problema com a petição do procurador, como foi o primeiro encontro com a procuradoria e a nossa petição pública pela retratação do procurador.

Mas voltando ao início, chegamos, na reunião de ontem, com um grande atraso. Embora tenhamos saído de casa com tempo de sobra, ficamos trancados num engarrafamento na BR-116, na região de São Leopoldo, por muito tempo. Assim, quando finalmente consegu…

Feminismo? Não, obrigada.

Ontem à noite, eu, Aline Brodbeck e Carol Balan participamos do programa ELAS, o espaço feminino do Terça Livre, falando sobre "carreira profissional vs. casamento e filhos", o assunto do encontro. Contamos para Cínthia Tonani e Laíza Helena um pouco das nossas experiências, tanto no mundo do trabalho como na família, compartilhamos algo das nossas compreensões acerca do atual estado de coisas no universo feminino e também um pouco do nosso trabalho. Quem quiser conferir, aqui está o vídeo do hangout. ;)

Links mencionados no programa:Meu curso "De volta ao lar".Blog Femina, da Aline Brodbeck.Curso "Como catequisar seus filhos em casa", do casal Brodbeck.

Governo deixa família em "milhões de pedaços”

A Suécia, um país elogiadíssimo entre nós, brasileiros, pela honestidade de seus políticos, pela liberalidade do estilo de vida dos seus cidadãos e pelo seu laicismo, há sete anos mantém cativo o menino Domenic, que nunca mais pôde ver seus pais, sob a alegação de praticar a perigosíssima educação domiciliar.
Sem sombra de dúvida, uma das histórias mais tristes que já acompanhei. Uma história que mostra bem o quanto um Estado de poder incontrolável (o sonho de todos os esquerdistas) não dá a mínima para os indivíduos, muito menos para as crianças, e se precisar destruí-las não pensará duas vezes.

Tradução de Mariana Belmonte

Corte não autoriza que pais homeschooolers sequer  vejam o filho sequestrado pelo Estado.

A Suprema Corte sueca recusou-se a deixar que o casal Johansson visse seu filho de 14 anos de idade, que foi basicamente “sequestrado pelo estado” e levado por assistentes sociais quando ainda tinha apenas 7 anos de idade, simplesmente porque era educado em casa.

A notíc…

Muito prazer, meu nome é Megera

Seremos injustos se apontarmos o feminismo como a origem do problema da confusão hierárquica nas famílias (e, consequentemente, na sociedade): esta é, possivelmente, uma das mais antigas estratégias postas em execução contra a humanidade. Se não acredita, confira lá no Livro do Gênesis. O diferencial em nossos dias é que agora o que era exceção tornou-se regra, de modo que a maioria de nós já não sabe o que convém ao seu papel, o que compete à sua alçada (para não mencionar os casos em que já nem se acredita em papéis e alçadas distintas, mas esse é um outro assunto), exercendo de maneira angustiada, confusa, aleatória ou inconsciente os seus deveres.

Hoje mesmo recebi (mais) um e-mail de uma mãe que não sabe o que fazer para controlar o desejo que os filhos têm de assistir televisão. Dias atrás uma outra mãe procurou-me sem saber o que fazer para conseguir com que os filhos escovassem os dentes. Houve ainda o caso de alguns que relutavam em estudar. Em outra ocasião... Bom, melhor par…

Feminismo, maternidade e fé em notas soltas

As notas abaixo foram escritas no facebook, mas penso que vale a pena compartilhá-las aqui com vocês:

I.
Hoje caminhei pela cidade, em meu passo de tartaruga manca, pagando contas e comprando algumas coisas para o Natal. Sem pressa, conversei com algumas pessoas desconhecidas. A maioria de vocês, mulheres, não faz idéia do quanto é bom encher a boca para dizer, em resposta às perguntas sobre o bebê e a gestação, que este é o meu quarto filho. Dá uma alegria poder ver nos olhos das mulheres os preconceitos se desmanchando e uma inesperada alegria nascendo. Quando elas vêem uma mulher jovem, tranquila, falando com amor de sua família, de seu marido e de seus filhos, inevitavelmente elas se vêem diante de um outro modo de ser mulher, diferente do que nos vendem e nos forçam a grande mídia e, lógico, as feministas. Não sei -- e nem me interessa saber -- que espécie de fruto -- se é que dará algum fruto -- nascerá desse tipo de informalidade, mas sei que me enche de alegria e gra…

A hora da guinada

Como muitos de vocês já sabem, meses atrás lançamos a primeira turma do curso Homeschooling 1.0. Foi uma empreitada desafiadora, uma vez que não tínhamos em quem nos espelhar, mas, por outro lado, foi também uma experiência extremamente gratificante: ajudamos mais de 100 famílias a dar os primeiros passos, ou a consolidar ainda mais, na prática da educação domiciliar em seus lares.
Agora, passado um bom tempo, em que tivemos a chance de acompanhar a assimilação do conteúdo por algumas famílias e recebemos também um bom número de feedbacks (todos positivos), resolvemos abrir uma nova turma do curso, e é este o motivo do presentepost.
Um aviso importante, no entanto: desde quarta à noite, dia 25, até dia 02 de dezembro, as inscrições terão preço promocional. Depois do período, terão o seu valor reajustado, portanto.
Se você já fez o curso e gostou, por favor, avise os possíveis interessados do seu círculo. Se você não fez, mas quer fazer, agora é a hora da guinada! Prepare-se p…

Os pais são um perigo para os seus filhos?!

Sei que o título sugere uma piada, mas, infelizmente, não é este o caso. Autoridades do estado do Rio Grande do Sul realmente pensam e afirmam publicamente e sem o menor constrangimento um tal absurdo. Mas antes do mais, convém esclarecermos o contexto completo da questão.
Meses atrás, mais precisamente no início deste ano, o casal Moisés e Neridiana Dias entrou com recurso junto ao Superior Tribunal Federal requerendo o reconhecimento do direito de educarem sua filha mais velha, Valentina, em casa. Valentina estudava em uma escola da zona rural de modalidade multiseriada, isto é, com crianças das mais diferentes idades abordando os assuntos nos mais diferentes níveis e tudo num mesmo ambiente. Os resultados da mistura vocês podem imaginar. Pois bem, depois de uma série de tentativas de autorização para a prática da educação domiciliar negadas, primeiro, junto à Secretaria de Educação, depois, junto ao Foro da Comarca de Canela/RS, a família Dias resolveu levar o caso às últimas conseq…

Rupturas necessárias

Praticar o homeschooling tem sido apenas o começo de uma série de mudanças em minha vida e na vida de minha família. É impressionante notar, conforme o tempo avança, como o simples (simples?) fato de ter frequentado instituições de ensino por mais de duas décadas conformou a minha (a nossa?) cabeça a seguir sempre por um mesmo caminho, enxergando somente as opções de sempre e as soluções de sempre.

A primeira ruptura contra a conformação, obviamente, foi sobre a necessidade da escola e sobre a associação entre escola e conhecimento. As rupturas seguintes voltaram-se sobre os hábitos escolarizados na gestão da rotina familiar, ou seja, sobre o quanto não precisamos esperar a campainha ensurdecedora para fazermos 'x', 'y' ou 'z'; sobre o quanto as avaliações formais perdem o sentido quando somos nós os que cuidamos da educação de nossos filhos; sobre o quanto o avançar e o permanecer nos conteúdos não é imposto desde um cronograma aleatório estipulado por um terc…

História da arte

Recentemente ganhamos um livro lindo abrangendo alguns séculos da história da arte. Por conta disso resolvi fazer um post reunindo todo o material que conheço a respeito.

O primeiro livro sobre arte da Chloe foi o "Penélope vai ao Louvre", um livro voltado para crianças pequenas, em pop-up e apresentando alguns dos quadros, esculturas e objetos da Antiguidade mais famosos que estão presentes no Museu do Louvre, na França.

O segundo livro que adquirimos chama-se "História da arte para crianças", de Lenita Miranda de Figueiredo e foi comprado no site Estante Virtual pois é um livro de 1984 e não conta com novas edições. Não conheço outro material semelhante de origem brasileira: nele, "tia Lenita" (como a autora gosta de ser chamada) conta a história de dois sobrinhos que começam a despertar o interesse para a arte na casa do tio. Tia Lenita aborda desde a pré-história até as escolas contemporâneas do início do século XX.

(Atualização: Há, sim, novas edições d…

Sobre a Festa do Dia de Todos os Santos

Há quase um ano, nós e cerca de sete outras famílias vínhamos nos preparando para a festa do último dia 01 de novembro, o Dia de Todos os Santos. Digo "cerca de sete" porque depois, mais perto da data, outras famílias foram incluídas no encontro, totalizando dez famílias católicas.
A ideia para a celebração surgiu depois que visitei alguns blogs norte-americanos e vi como eles costumam viver esta data tão especial do calendário cristão. Assim, não foi difícil mobilizar famílias amigas para tentarmos fazer algo semelhante por aqui.

Inicialmente a ideia era fazermos em minha casa, pois apesar de simples e pequena, tem espaço ao ar livre de sobra para as crianças brincarem e correrem. Contudo, minha amiga Catiane ofertou sua casa, que é bem maior e com uma melhor estrutura para servir a todos. Graças a Deus eu aceitei a oferta de minha amiga, pois só de pensar em acomodar 20 adultos e mais de 30 crianças em um dia frio e chuvoso confinados dentro de minha casa me deixa ton…

Seja homem - nosso novo curso

No último dia 28, quarta-feira, Gustavo lançou nosso mais novo curso, o "Seja homem - a redescoberta da masculinidade cristã". O curso é uma tentativa de compartilhar aquilo que ele tem descoberto em suas pesquisas e, principalmente, em sua experiência a respeito deste assunto: como tornar-se o pai, o marido e o homem que Deus deseja. Além disso, o curso é também uma resposta ao apelo de várias mulheres e homens que desejam "uma versão masculina" do meu curso "De volta ao lar". Muitas mulheres que compreenderam a importância do seu papel sentem a necessidade de que os noivos/maridos compreendam igualmente o seu próprio, para que a família possa andar de fato em comunhão, sem mentalidades distintas a respeito de seus compromissos e responsabilidades.

Tem sido extremamente interessante notar as diferentes reações diante da nossa proposta. Desde o incontido entusiasmo até o escárnio, passando pelo menosprezo. Mais curioso ainda é ver que muitas das reações ne…

Nossa rotina de estudos

Há tempos tento me esquivar dos pedidos de relatos sobre a nossa rotina de estudos. Não porque nela haja algo de secreto, mas porque sei que muitas pessoas, no mais que legítimo desejo de "fazer a coisa certa", acabam procurando uma receita pronta para aplicar à sua família e, com muita frequência, o resultado dá errado.

Aqui cabe uma observação importante: Acredito que um dos segredos do sucesso e, ao mesmo tempo, um dos maiores benefícios do homeschool é, considerando as experiências alheias, procurar adaptar à própria realidade aquilo que nelas há de bom e de edificante. Em outras palavras, acredito que a receita que dá certo para a sua família é a sua própria receita, que certamente não será de todo inédita, mas que respeitará os ritmos, as necessidades, os temperamentos, enfim, as peculiaridades de cada família. Mas, voltando ao assunto...
Talvez alguns de vocês não saibam, mas conforme relatei neste post aqui, já não sou eu quem dá as aulas aqui em casa; o professor é o…

Prevenindo-se contra o feminismo nas gerações vindouras

Para mim, que sou nascida em família esquerdista, ex-amiga de companheiros esquerdistas, ex-aluna de professores esquerdistas, uma vez transposta a linha da fidelidade estúpida, não é difícil concluir que o esquerdismo brasileiro não é, na maioria dos casos, o resultado de uma adesão consciente, racional e voluntária a um corpo teórico pretensamente mais verdadeiro, mas, antes, o fruto de uma lealdade inconsciente, emocional e quase involuntária a um grupo que justifica e legitima o ressentimento, a inveja, o coitadismo e o desejo de vingança de seus pares sobre o demais, estes tidos como seus algozes, opressores e rivais. Claro, nem todos são tão infantis assim: os que não o são, em geral, são os que lucram realmente sobre o infantilismo dos primeiros.
Hoje mesmo verifiquei, pela milésima vez, na prática, o que procurei dizer acima. Tive acesso ao texto de uma garota dita cristã que pretendia explicar os motivos de sua adesão ao feminismo: nada mais do que uma sucessão de mágoas com s…

Uma nota elitista, burguesa e rabugenta

Dias atrás, durante uma discussão, fui criticada por criticar determinada prática de educação domiciliar. Meu interlocutor afirmava resolutamente que todos os métodos são válidos, tanto 'x', quanto 'y' e até mesmo 'z'. Todavia, o que está por trás de tão respeitável e democrática opinião não é a sensatez de um raciocínio ancorado na realidade, mas um não tão explícito relativismo, aquele pensamento que afirma que já não existe certo e errado, bom e mal, melhor e pior, mas apenas o tão adorado 'diferente'. Ah, o diferente! Quanto mais popular, mais acessível, mais 'chão' ele for, tanto melhor, pois um maior número de pessoas poderá ser incluída e aceita na mesma acachapante e uniformizante 'diferença'! Que lindo! Que coisa mais 'plural' -- outra palavra adorada. Quer dizer, então, que Viktor Frankl e Burrhus Skinner, Mortimer Adler e Paulo Freire, Paulo Coelho e William Shakespeare, Mc Catra e Vivaldi são todos igualmente válidos?…

Paternidade: o chamado, o ofício e a cruz

O texto que reproduzo abaixo foi originalmente publicado em The catholic gentleman

e gentilmente traduzido por minha amiga Aline Galhardo.
Esqueça os pais que você vê na televisão: egoístas, viciados em trabalho, ausentes, intimidadores, influenciáveis. Eles não merecem esse título. Ser pai de verdade é algo maior que isso. É algo tão grande quanto Nosso Pai que está no Céu. O chamado a ser um pai católico é um chamado a sofrer – como marido, como pai, como católico. Assim como Cristo é a cabeça da Igreja, o pai católico é a cabeça de sua casa, e sua cabeça é coroada de espinhos. Não se trata de se promover. Trata-se de entregar sua vida pela sua família. A paternidade é assustadora. Mas é também fabulosa, e é por isso que devemos mostrar a paternidade católica para um mundo que se esqueceu para que serve um pai. O chamado Deus criou a paternidade com um propósito. Ele tem afirmado esse propósito através dos tempos, de Adão a Noé, a Abraão, a Davi e de São José ao Nosso Pai que está no Cé…