sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O que o homeschooling fez por sua família? (2)

Depoimento da minha amiga Catiane De Gasperi Longhi. Eu juro que não pedi a ela que nos elogiasse! Ela escreveu o que quis!

Obrigada pelo carinho, querida!

A primeira vez em que ouvi falar sobre homeschooling, pensei ser uma realidade possível em países como nos EUA e não aqui. Achava uma loucura, pois me perguntava como iria acontecer e como me "realizaria profissionalmente" se optasse por isso? Ou mais, com quem minhas crianças iriam se relacionar? Um borbulhar de questionamentos brotavam em mim, e não sabia a quem recorrer! Por providência, numa partilha com uma amiga, ela indicou um blog em que ela tinha achado coisas muito interessantes sobre educação das crianças: o "Encontrando Alegria".
Era a época em que havia um programa na Rádio Vox uma vez por semana. Nossa! Bebi muito desse programa, tirei dúvidas, mudei meus pensamentos, minha vida e minha família para melhor! Aos poucos as coisas foram acontecendo e hoje sou muito feliz por ter feito a escolha de permanecer em casa, educar minhas filhas (tenho 3) e protege-las de todo o mal que invadiu nossas escolas!
Sei que a Educação Domiciliar é o grande desafio da minha vida, mas por outro lado, sei que posso contar sempre com os amigos que fiz nesse caminho. Estou dando e fazendo tudo que posso, e sei que o que importa não é formar gênios, mas educar para o céu, para o amor!
O programa de rádio foi um verdadeiro companheiro de todas as quintas. Era muito bom poder ouvir a Camila, o Gustavo e as vezes o Nathaniel, hehe! Quanta formação e informação! Sinto falta! Mas Deus me deu a graça de poder conviver com esses amigos e ver que eles tem o dom de serem verdadeiros em tudo o que pregam! Amigos de fé, caminhada e de objetivo! Sempre que posso acesso o "Encontrando Alegria", ele é para nós indispensável.
Quanto ao "Homeschooling", no início eu fiquei desesperada atrás de conteúdo e formação. Hoje entendo que é um passo de cada vez, um dia após o outro, sempre contando com a Providencia e auxílio de Deus! E como cada coisa tem seu tempo, eu posso ficar tranquila e trabalhar sem pressa os conteúdos. Meu desejo hoje é desacelerar, não no sentido de deixar de fazer as coisas, mas no sentido de dar valor, prioridade e mais tempo para o que é mais importante, a formação e a salvação da minha família!
Louvo à Deus pela missão que me deu de ser mãe homeschooler e também pelo dom da vida dos amigos que estão comigo nessa jornada. Juntos somos mais fortes e podemos ir mais longe apoiando-nos uns nos outros. Que o Senhor abençoe o "Encontrando Alegria" e que derrame o seu Sangue precioso na Camila Abadie e em toda sua família, para que continuem o trabalho feito com coragem e sabedoria. Muitas famílias ainda serão atingidas por essa via!
Um grande abraço de uma mãe feliz e realizada!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cinco passos para alfabetizar em casa!

Dias atrás, circulou por aí uma matéria que mostrava algo que muitos de nós já sabíamos: os métodos de alfabetização utilizados no Brasil NÃO ALFABETIZAM, daí as eternas péssimas posições do nosso país nos rankings internacionais. No entanto, uma outra coisa que muitos de nós ainda não sabemos é que existe um método de alfabetização que ALFABETIZA DE FATO. E é isto o que o prof. Carlos Nadalim começa a ensinar nessa série de vídeos que hoje teve início. Faça como eu e algumas centenas de brasileiros já fizeram: assista, teste e comprove! CLIQUE AQUI.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sobre (não sob) o aval do governo

Está marcada para o dia 03 de dezembro a votação do projeto que propõe a regulamentação da educação domiciliar aqui no Brasil.

Entre as muitas comemorações que vi no facebook, parei para pensar a respeito por um instante. O resultado está aqui:
Pessoal, nunca se esqueçam: nenhuma regulamentação ou autorização governamental está acima das nossas consciências e do nosso dever para com Deus. Quem pratica o homeschool deve fazê-lo por convicção de que é o melhor para os seus filhos, e não porque o governo diz que pode. Quem deixa de praticá-lo deve fazê-lo por não estar convicto de que é o melhor ou por estar convicto de que não é o melhor, e não porque o governo não deixa. Some-se a isso o fato de termos um governo composto, em sua esmagadora maioria, por bandidos, literalmente. Ou seja, DE FORMA ALGUMA nossas consciências e a responsabilidade sobre a vida dos nossos filhos deve estar submetida ao aval de gente desse tipo.
Sem falar no fato de que a própria regulamentação pode vir a ser (Deus queira que não) um problema para as famílias, uma vez que muitas decidem retirar as crianças da escola em função da doutrinação e, de repente, podem se descobrir forçadas a oferecer conteúdos com esse teor às crianças.

Eu, de minha parte, peço a Deus para que apenas a vontade Dele seja feita, seja ela qual for.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O que o homeschooling fez por sua família?

Dias atrás, inspirada por uma página norte-americana, o Simple Homeschool, decidi reunir testemunhos e dar espaço para que diversas famílias contassem um pouco sobre como o homeschooling mudou suas vidas, sobre como as coisas melhoraram a partir do momento em que tomaram as rédeas da educação de suas crianças.

O propósito dessa iniciativa? Fortalecer quem já pratica e encorajar quem ainda não pratica, mas deseja praticar o ensino em casa!

Assim, aqui vai o primeiro depoimento, de autoria da minha amiga Géssica Hellmann, da página no facebook "Valorizando o conhecimento com educação domiciliar".

Logo no início de 2013, estávamos angustiados com a escola que nosso filho mais velho frequentava, tanto pela péssima qualidade de ensino quanto pela distorção dos valores morais em atitudes “politicamente corretas”.
Enquanto tentávamos encontrar uma solução para esse problema, chegou a nossas mãos um artigo muito inspirador da Camila Abadie sobre a prática do Home Schooling.

Foi nesse momento que um mundo novo se abriu diante de nossos olhos. Foram necessárias algumas semanas para que meu marido e eu decidíssemos pela educação domiciliar. Como estávamos no meio do ano letivo, decidimos manter o menino na escola até o final do ano, para iniciarmos essa nova fase com dedicação integral. Foi o período necessário para pesquisar materiais, livros, conteúdos e fazer o planejamento para o ano seguinte.

Diferente do ano anterior, 2014 foi um ano iluminado, criativo e enriquecedor. Nossos dois filhos sentiram-se muito mais autoconfiantes, amigos e felizes. Aprenderam muito mais nesse ano do que inicialmente havíamos planejado.

Hoje são capazes de explicar com suas próprias palavras os assuntos mais variados. Se interessam por conteúdos novos, livros se tornaram seus companheiros inseparáveis.

Estamos confiantes pelo caminho que escolhemos percorrer junto com nossos filhos. Agradecemos a Deus a oportunidade de ajudá-los a crescer na fé, com valores morais e éticos e, a cada dia, valorizando o conhecimento.
Você gostaria de contar a história de como a educação domiciliar mudou a sua família? Então escreva-me! encontrandoalegria@gmail.com ;) 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Queremos as aranhas. Precisamos dos sapos.

Ouço meu marido falar sobre o desejo de ir embora para o interior desde que o conheci. A propósito, este é um desejo que ele manifesta até nas roupas que veste (sempre que possível): bombachas e alpargatas. No entanto, eu, nascida e criada no interior, cultivo, desde que me conheço por gente, um certo "bovarismo", afinal, "sofrer em Paris é muito melhor".

Entretanto, quando os filhos chegam à nossa vida e, especialmente, aos nossos corações, muita coisa costuma mudar, e esta foi mais uma delas. De uns tempos para cá, conforme o "bovarismo" arrefecia e a desilusão com "Paris" e suas tantas "opções culturais" aumentava, meu desejo de retorno às origens tornou-se crescente. Expressão disso (talvez alguns de vocês o tenham visto), foram algumas de nossas mais recentes aquisições literárias: Como fazer quase tudo e Guia prático da auto-suficiência. 



Recentemente, porém, mais uma gota caiu sobre o cálice da capital dos gaúchos: minha filha, dias atrás, exclamou admirada: "Mãe! Uma aranha!". Não, ela não gritava de medo. Por incrível que pareça, ela gritava era de alegria, pois foi a primeira vez que ela viu uma aranha. Para piorar, disse-me ela que, além de jamais ter visto uma aranha, ela jamais havia visto um sapo. Suas palavras tiveram efeito semelhante ao de um soco em meu ouvido. Fiquei zonza com aquelas duas singelas declarações. Claro, minha filha não sabe o que isso significa, mas eu sei. Que infância é essa, em que a criança jamais viu uma aranha, jamais viu um sapo? Há algo de muito errado... 

Fiquei com um grande peso no coração, orando por uma direção, ansiando por uma mudança, sem saber o que fazer. Ir a um parque não é a mesma coisa que ter um quintal. Descer para o andar térreo do prédio também não. No primeiro deles, os problemas são ou os maconheiros, ou os mendigos, ou a sujeira, ou as pessoas que acham que os cachorros são prioridade, ou os satanistas, ou, cúmulo da falta de noção, os pelados; às vezes vários desses itens reunidos. No segundo, são os vizinhos que deixam os cães fazerem cocô na grama, ou plantam flores onde as crianças gostam de brincar ou, melhor ainda, a vizinha querida que tem duas cadelas absolutamente endemoninhadas: os animas rosnam, latem e erguem-se sobre as patas traseiras de raiva de qualquer pessoa, incluindo meus filhos, incluindo meu bebê; e ela, a querida vizinha, não tem o menor problema com isso.

Como se não fosse o bastante, a gota de transbordamento chegou no último domingo, de maneira dolorosa e revoltante. Copio os dois posts que fiz a respeito no facebook, ainda sob o calor dos eventos, como sinal claro e incontestável da necessidade de mudança. Conforme vocês verão, relato um dos piores episódios (acho mesmo que o pior) de nossos dias aqui em Porto Alegre (desculpem-me pelo palavrão, mas quis manter o texto conforme o original):

Hoje à tarde (e ontem à noite), teve reunião de vagabundos bicicleteiros no bar ao lado de casa. Faz parte. É preciso saber conviver quando se está em uma cidade. No entanto, quando a bagunça começou (por volta das 15h), resolvemos sair de casa mais cedo que de costume, o que já é um absurdo, que precisemos deixar nossa casa por causa dos vizinhos. Assim, às 17:30 já estávamos na igreja, pois não havia mais possibilidade de aguentar o funk e a junção de bagaceiros. Pois bem, agora, passadas 3 horas e 30 minutos que havíamos saído de casa, ao retornarmos, encontramos nossa rua fechada e dois FILHOS DA PUTA pelados, guardando a "privacidade" da festinha ao ar livre. Isso mesmo. Imagine a cena: você sai, vai à igreja, passa no mercado, leva as crianças pra comer sorvete, tudo para matar tempo e deixar os mongolões cansarem da brincadeira, mas, quando chega, precisa correr e tapar os olhos das crianças para que não vejam os pelados. Deu. Cansei de Porto Alegre. O que era um desejo mais ou menos vago, virou certeza: não dá mais pra ficar aqui. As pessoas enlouqueceram completamente e eu não vou deixar meus filhos enlouquerecem junto. Não mesmo.

O saldo da noite de ontem - para quem está acompanhando a novela do post anterior:
Chloe abraçou-me agradecendo por eu ser uma boa mãe e não tê-la deixado ver os bagaceiros pelados, apesar de ela ter visto, antes que entendêssemos o que estava acontecendo, a bunda de um deles.
Bibi adormeceu banhado em lágrimas, no colo do Gustavo, passado das 23h, porque a "música do inferno" não parava.
Maravilha, né?

Para quem acha que estou fazendo drama, exagerando, clique aqui ou aqui e veja com os seus próprios olhos. Eles se orgulham disso. E a polícia passou e não fez nada. Ou seja, não há ninguém por nós, e nós somos minoria.

Assim sendo, e mais cedo do que imaginávamos, começamos a pesquisar um novo lugar para morar. Não sabemos ainda para onde iremos nem quando iremos. Continuamos rezando, pedindo orientação de Deus, mas uma importante lição ficou-me de tudo isso, uma lição que estava passando perigosamente despercebida aos meus olhos: a mais bela descrição de uma aranha não é melhor que a aranha; a mais rebuscada ilustração de um sapo não substitui o sapo; a mais completa descrição de uma teia não dá conta da riqueza da beleza de uma teia de aranha orvalhada, vista contra o sol, numa manhã de outono; a mais complexa descrição do salto de um sapo não é mais lindo que o grito de surpresa de uma criança ao vê-lo pela primeira vez.

Meus queridos leitores, orem por nós. Queremos as aranhas. Precisamos dos sapos.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Curitiba é demais!

Neste último final de semana estivemos em Curitiba. Embora eu já tivesse passado pela cidade algumas vezes, de ônibus, jamais havia ficado por lá. A impressão que tive confirmou o que eu percebia de modo tão breve em minhas andanças através da capital do Paraná: a cidade é linda, linda, linda! Não que eu conheça muita coisa, pois não conheço mesmo, mas a beleza, a ordem e a tranquilidade de Curitiba lembram apenas vagamente algumas poucas cidades do interior do Rio Grande do Sul, especialmente aquelas que foram colonizadas por imigrantes italianos ou alemães.

No domingo à tarde, como não poderia deixar de ser, fizemos um belo passeio por um dos muitos parques da cidade. Além de limpo, bem cuidado e livre de satanistas, maconheiros e pelados (tipos cada vez mais comuns nos parques aqui de Porto Alegre), o parque que visitamos (o Parque do Bosque Alemão) tem uma incrível trilha que pretende imitar o caminho percorrido por João e Maria (sim, os personagens do conto clássico!): ao longo do percurso, painéis com trechos ilustrados da história vão conduzindo os visitantes, primeiro, até a casa da bruxa (que é uma biblioteca pública!) e depois até a liberdade ;), ou até a próxima diversão. Não preciso dizer que as crianças adoraram, não é? 

Também foi interessante saber que assim como a casa da bruxa, existem muitas outras pequenas bibliotecas públicas espalhadas pela cidade. São os chamados "Faróis do saber" e realmente iluminam a cidade: estão disponíveis e são frequentados pela população.

É claro que isso não é o suficiente para garantir um bom nível cultural à população, afinal, sabemos que há muita, mas muita porcaria sendo publicada (e vendendo!) por aí. Mas, de todo modo, entre uma cidade que investe em literatura, oferecendo-a aos seus cidadãos, e uma outra que é indiferente ao assunto, obviamente que a primeira delas é, de longe, a preferível. De fato, neste e em vários outros aspectos, Curitiba está muito a frente de Porto Alegre.

Vejam um pouquinho do passeio:

Uma vista exuberante antes da descida rumo à trilha.

Parabéns ao prefeito politicamente incorreto que realizou o projeto!
Meus aventureiros lindos!
Bibi espiando pelas frestas da escadaria de madeira.

A trilha.

O conto.




Uma casinha de bruxa resolveria vários dos meus problemas. ;)


Curitiba já deixa saudades em todos nós. Mas os frutos dessa viagem, se Deus quiser, serão abundantes e abençoarão muitas famílias!

Fiquem ligados, pois muita coisa boa (e inédita) virá por aí. 2015 será um grande ano para o Encontrando Alegria e para a educação domiciliar no Brasil!