quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Memorização (2)

video

Pessoal, acabamos de fazer um vídeo da Chloe falando sobre o duende da vitória, quer dizer, da sorte. Ela queria fazer uma versão mais longa ainda, mas sugeri que fizéssemos algo mais modesto, para não corrermos o risco de errar. Pelo que percebo, exercícios de memorização são como exercícios físicos: quanto mais nos habituamos a fazê-los, mais fáceis eles se tornam.

E aqui está o vídeo que deu origem ao nosso: uma das excelentes dicas do prof. Carlos Nadalim.


Tentem! As crianças adoram e a gente se diverte tentando junto com elas!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Para que eles cresçam


Hoje foi um dia de pequenas grandes conquistas.

Há tempos Chloe vem demonstrando ainda mais vontade de ajudar nas tarefas de casa e de aprender coisas novas, especialmente cozinhar. Durante toda a semana ela espontaneamente tem lavado a louça do almoço, uma tarefa extra além da arrumação obrigatória do próprio quarto. Hoje, no entanto, como havia tempo, resolvi deixá-la participar um pouco mais dos afazeres culinários e deixei que preparasse sozinha um ovo mexido com queijo que virou um dos acompanhamentos do seu almoço.

Foi com alegria que a vi preparando toda a simples receita com cuidado e felicidade. Na hora de comer o resultado não foi tão ao seu agrado quanto a preparação, de modo que mais ou menos metade do ovo ficou para a mamãe, mas tudo bem. Um passo a mais no caminho da autonomia e da autoconfiança.

À tardinha, outra conquista: Benjamin finalmente conseguiu fazer xixi sem a fralda. Reproduzo aqui o post que fiz lá no facebook:
- Mãe, minha "biga" tá cheia!
- Então faz xixi, Bibi.
- Não consigo!
- Imagina que tu ainda está de fraldinha.
- Mas eu não tô!
- Pensa, imagina a fraldinha...
3 segundos depois: xiiiiii... E um rostinho iluminado de alegria por conseguir fazer xixi como o papai. \o/
Por último, na hora da janta, resolvi "liberar geral" e deixar o menino comer totalmente sem o meu auxílio e supervisão. Não foi uma decisão tomada voluntariamente, mas eu não queria deixar o Nathaniel chorando enquanto dava de comer ao Bibi. Assim, babeiro posto, prato preparado, deixei-o, pela primeira vez, totalmente sem ajuda. E qual foi a minha surpresa ao constatar que ele deu conta do recado muitíssimo bem, obrigada! Por ser um menino extremamente meticuloso, não deixou que mais de dois grãozinhos caíssem do prato, a cada colherada organizando o montinho de comida.

Agora, diante da tela do computador, chego à mesma conclusão a que cheguei outras vezes, em outras ocasiões, e parafraseio João Batista: é necessário que eles cresçam e eu diminua. Sim. Para que as crianças se desenvolvam é preciso que as deixemos um pouco por conta própria e que nos retraiamos outro pouco, tirando o time de campo e confiando em Deus e na própria natureza para que novas habilidades sejam desenvolvidas e novos patamares sejam atingidos. E como é gratificante ver que, naqueles aspectos em jogo, o cuidado e o preparo até então vigentes estabeleceram uma base sólida a partir da qual a criança pode ir - e de fato vai - mais longe!

Por outro lado, parece-me que muitas vezes o excesso de zelo materno e paterno é na verdade insegurança: um medo de não saber o que fazer se a situação não sair conforme o esperado. E com isso quem mais sai perdendo é a própria criança, que é dificultada em seu crescimento por conta de pais superprotetores.

Sim, sim, tudo isso por causa de um ovo mexido, um xixi no penico e uma janta com as próprias mãos, mas quem de nós pôde dar-se ao luxo de pular tais etapas? ;)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Leituras das férias

Há tempos prometi contar para vocês qual foi o presente que as crianças ganharam de Natal de uma de nossas leitoras. Cumprindo a promessa, vejam só que maravilha: o box "Conta outra vez", composto de oito livros do Monteiro Lobato. 


Cada livrinho é uma história independente, mas a maioria são releituras que Monteiro fez de vários clássicos. Há um volume sobre as fábulas de Esopo, outro sobre Dom Quixote, outro sobre Peter Pan, o Minotauro, o Hans Staden, histórias de tia Nastácia, histórias diversas e o que temos lido todas as tardes: Os doze trabalhos de Hércules. Cada história possui ilustrações feitas por artistas diferentes, nem todas boas, infelizmente.

As crianças têm amado esse primeiro contato com o mundo antigo, apesar de todas as diferenças existentes entre nós e eles. E dentre todas as diferenças, a mais gritante certamente é a teológica, entre os muitos deuses antropomórficos gregos e o Deus cristão. Mas, apesar do que inicialmente esperávamos (alguma espécie de confusão, em alguma medida), Chloe facilmente separou as coisas ao lembrar-se da passagem do Livro de Atos, capítulo 17, na qual o apóstolo Paulo fala aos atenienses a respeito do Deus desconhecido.

Mas é claro que dona Chloe não conteve a curiosidade e já começou a ler por conta própria pelo menos uns outros dois ou três volumes da série.

Em breve conto mais sobre os outros livrinhos que temos lido.