Pular para o conteúdo principal

O que o homeschooling fez por sua família? (3)

Continuando a série de testemunhos sobre as mudanças que a educação em casa promove nas famílias, publico hoje as palavras da minha amiga Daiane Selestrim, que além de ser uma grande amiga, é um grande exemplo de esposa, mãe e dona de casa.
 
Sempre eduquei meus filhos em casa. Foi uma decisão nossa como casal que eu cuidaria dos nossos filhos, e sempre me senti muito feliz por poder acompanhar o desenvolvimento deles de perto e auxiliá-los. Mas com o passar dos anos e o conhecimento dos inúmeros problemas das escolas, comecei a ficar muito aflita com o fato de que logo chegaria a idade escolar. Foi quando, como providência, conheci a educação domiciliar através de um amigo que praticava. No começo foi um misto de dúvida, medo e até alívio por ter encontrado uma possibilidade de dar uma educação de qualidade para as crianças. A partir daí comecei a pesquisar e me capacitar para este grande desafio. Realmente, a trajetória não foi fácil, mas o amor pelas crianças me fez transpor as dificuldades que surgiram e ainda surgem. Deus foi muito providente em todo este tempo, pois foram surgindo pessoas mais capacitadas que eu para me ajudar e encontramos vários pais que buscavam o mesmo; isso só nos impulsionou a continuar. Então, olhando para trás, não tenho como traçar um antes e depois do homeschooling, pois mesmo sem saber, a princípio, sempre fomos homeschoolers, mas imagino que, caso não fôssemos, ficaríamos mais tempo longe uns dos outros, eu não conheceria meus filhos tão bem quanto conheço e jamais poderia lançar mão da possibilidade de ensiná-los conforme suas tendências particulares. Nossa família é muito unida, vejo diariamente crianças felizes, despreocupadas, irmãos de diferentes idades brincando entre si e cuidando uns dos outros. Crianças inocentes, inteligentes, autoconfiantes e criativos. Hoje nos sentimos seguros com nossa decisão e agradecemos a Deus por termos a oportunidade de além de passar conhecimentos e habilidades intelectuais, podermos ensinar valores morais e éticos, os quais estão tão deturpados nas escolas atualmente.

Comentários

  1. "Nossa família é muito unida, vejo diariamente crianças felizes, despreocupadas, irmãos de diferentes idades brincando entre si e cuidando uns dos outros. Crianças inocentes, inteligentes, autoconfiantes e criativos."
    - Um verdadeiro sonho!!! Parabéns! ^^

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Abertura à vida: plena confiança em Deus

Não é novidade que eu e meu marido temos quatro filhos. Mas talvez seja novidade para quem nos acompanha há pouco tempo que somos abertos à vida, isto é, que não fazemos nenhum planejamento familiar, não adotamos controle algum de natalidade, nem artificial, nem natural. Em outras palavras, não, a fábrica não fechou, para horror dos parentes, amigos, inimigos, médicos e ativistas por um mundo melhor - todos aqueles que, graças a Deus, não pagam nossas contas.

E por falar em contas, ao contrário do que se possa pensar, nossa decisão não tem absolutamente nada a ver com questões financeiras. Não, nós não somos ricos - e não somos mesmo, diferentemente daqueles que dizem isso para posar de modestos e são hipócritas, pois têm todas as garantias possíveis para viver uma vida tranquila. "Mas minha nossa, que irresponsabilidade!", muitos de vocês devem estar pensando, e, bem, este é um modo de ver as coisas, mas não o nosso.

Nós somos cristãos e acreditamos que toda a vida é fruto …

A mulher artificial e a luta pela mulher verdadeira

Dias atrás, uma aluna marcou-me em um post de uma entrevista da feminista Elisabeth Batinder. Eu não a conhecia e, apesar dos visíveis problemas em sua argumentação, fiz o esforço de ouvi-la até o fim. Antecipo que a entrevista completa renderia páginas e páginas de refutação, pois está repleta de falácias, mas circunscrevo aqui minhas objeções à tese, apresentada logo ao início e que me parece fundamental, de que não existe instinto materno.
Batinder começa afirmando seu prazer em observar os pais e mães às voltas com os seus filhos nos parquinhos europeus, e que por conta desse hábito, acabou percebendo nos rostos das mães o quanto elas parecem entediadas e alienadas naquele mundo materno. Até aí, nada de errado, afinal, quantos de nós já não vimos algo assim ou não nos sentimos assim? No entanto, após um salto argumentativo olímpico, ela conclui, com base em tal observação, que, obviamente, a maternidade não é uma coisa natural para a mulher como o é para as macacas, de modo que, re…

A importância das boas músicas

Tem se tornado cada vez mais difícil passar por aqui e compartilhar coisas que acho que são úteis ou importantes para as famílias homeschoolers. São muitos os projetos nos quais estamos envolvidos, e há ainda novas coisas surgindo, por isso, pela necessidade de priorizar, o blog, que foi o começo de tudo, acaba ficando para trás. Ainda assim, porém, quero compartilhar com vocês algumas coisas bonitas que temos usado e feito por aqui.

Eu e Gustavo, na vida adulta, nunca fomos apreciadores de músicas populares. Sempre que colocamos alguma música, ou é clássica, ou é sacra. Raras vezes Gustavo varia um pouco o repertório acrescentando alguma música regional gaúcha ao menu. Por isso, desde sempre, nossos filhos foram acostumados com boas músicas, ainda que não saibam os nomes dos compositores/autores e das músicas, pois fazemos tudo de maneira muito tranquila e informal.
Assim, vindo a complementar um pouco mais esse hábito, recebemos de uma amiga a indicação de um excelente livro que agora…