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Mostrando postagens de Setembro, 2014

Sobre (e sob) o cansaço

Ontem à noite, uma gentil senhora perguntou-me, ao ouvir-me falar sobre a educação dos meus filhos, "mas você não fica muito cansada?". Não é a primeira vez que escuto tal pergunta e, por conta disso, achei que um post falando a respeito cairia bem por aqui.

Sim, cansa. E às vezes, é verdade, eu fico muito, mas muito cansada. Como já disse em algum outro lugar, eu não tenho empregada. Também não tenho babá. Não tenho máquina de lavar louça nem freezer. E dou de mamar a madrugada toda, sempre que meu filho deseja. Ou seja, as coisas que envolvem a casa e as crianças são todas comigo. Do aprendizado dos números ao dobrar das cobertas, da leitura de Shakespeare à limpeza do vaso sanitário, do feijão à fralda suja, quem cuida de tudo sou eu. Mas ao contrário de me ressentir por tudo isso, sentindo pena de mim mesma, eu acho tudo muito bom. Descobri que, graças ao bom Deus, dou conta do recado (apesar de não ter pensado sempre assim). E também não tenho nada contra o ter uma empre…

Algumas imagens do Encontro Regional sobre HS

História - Alexandre, o Grande

Em dias como hoje, em que as crianças estão doentinhas, a única matéria realizada em maiores desgastes é a de história, pois exige apenas atenção e um certo esforço rememorativo a respeito da aula anterior. 

Assim, prosseguimos nos estudos rumo ao capítulo XXV do The story of the world - Ancient times: Alexandre, o Grande. Susan Wise Bauer, autora dessa série de livros de história, sempre acerta o tom ao aproximar os eventos históricos da realidade das crianças. Ao explicar a conquista da Grécia por Alexandre, por exemplo, Susan compara Esparta e Atenas a dois irmãos ocupados demais em brigar um contra o outro e, por conta disso, incapazes de perceber a aproximação de um valentão. Foi assim que Felipe, pai de Alexandre, realizou facilmente a proeza que os persas, apesar das diversas e longas batalhas, não haviam conseguido: ele dominou um povo enfraquecido após anos de guerras e disputas internas. 
A partir daí, ouvir sobre Bucéfalo, sobre as incomparáveis conquistas, sobre o Farol de …

Alegria, gratidão e saudade

Queridos, como muitos devem estar aguardando novidades a respeito de ontem à tarde, aqui vai um primeiro resumo, um apanhado precoce e bastante pobre, que não dá conta de tudo o que os momentos compartilhados na Vila Manresa significaram.
Até agora não consegui calcular quantas pessoas estiveram conosco. Algumas famílias cancelaram na última hora e outras decidiram participar na última hora. Alguns chegaram mais tarde e outros saíram mais cedo. De todo modo, lotamos as duas salas que havíamos reservado para o evento: a sala das palestras e a sala dos brinquedos. Acredito que isso represente cerca de 50 adultos e 30 crianças.
Apesar da pretensão original, de reunirmos praticantes e interessados em educação domiciliar que vivem em Porto Alegre e na região metropolitana, pessoas de vários outros locais também estiveram presentes: gente da serra gaúcha, do Vale dos Sinos, do Paraná e até de São Paulo!
De certa forma, três palavras resumem os meus sentimentos sobre o primeiro Encontro Regio…

Os pais homeschoolers

Há muitos dias atrás uma leitora pediu-me que escrevesse a respeito do papel do pai na educação domiciliar. Comecei o texto antes do dia dos pais, mas, para variar, não consegui concluí-lo. Agora, porém, vivendo uma situação inédita, adquiri a compreensão de um aspecto da questão que ainda me faltava. E aproveitando que as crianças estão na cama, resolvi fazer uma forcinha extra e não deixar passar.
Primeiro, e antes de tudo o mais, penso que, nessa difícil caminhada do ensino em casa, ao pai deve caber a retaguarda, a proteção advinda da compreensão, da permissão e do comprometimento total com esse projeto educacional. Um pai confuso, inseguro ou contrariado a este respeito, ao ser inquirido sobre a educação de seus filhos, facilmente vacilará e exporá sua esposa e seus filhos à censura pública. É, portanto, fundamental que, mais do que o empenho da mãe, a educação domiciliar praticada em família seja plenamente aprovada e defendida pelo pai.

Segundo, penso que assim como o pai é impo…

Entrevista sobre o curso "Ensine seus filhos a gostar de ler"

Olá, pessoal!
É com muita alegria que venho avisá-los a respeito da abertura das inscrições para a primeira turma do curso "Ensine seus filhos a gostar de ler".
Aqui neste link você pode conferir agora mesmo a entrevista que concedi ao querido prof. Carlos Nadalim e na qual explico um pouco mais a respeito do curso.
Amanhã pela manhã as inscrições estarão abertas. Assista ao vídeo, cadastre-se e não perca a sua vaga! ;)

"Brasil acima de tudo! Ninguém acima de Deus!"

Hoje pela manhã fui surpreendida. Fui até a feirinha do Bom Fim comprar algumas coisas e pude assistir ao desfile de várias escolas, entre elas do Colégio Militar e do Colégio da Brigada, em homenagem ao 7 de setembro. Eu não sabia que o desfile aconteceria ali e, pra falar a verdade, nem havia me dado conta da data. Minha cabeça está voltada para o dia 13. Até lá terei dificuldades em lembrar de qualquer outra data. Mas, voltando ao desfile, pude ouvir e observar muita coisa interessante.

A primeira delas foi a diferença entre os poucos veteranos presentes e os estudantes em geral. Claro que a idade, por si, já contribui para a distinção, mas era nítida uma certa sobriedade (gravidade, melhor dizendo) na postura dos mais velhos, enquanto a maioria dos estudantes trazia um olhar e uma postura de quem não sabe ao certo o que está fazendo ali; outros, por sua vez, personificavam a irreverência, alheios àquilo que deveria ser rememorado e expressado no desfile. Alguns poucos, porém, pare…