domingo, 8 de junho de 2014

Uma segunda nota sobre a "Lei da palmada"

Uma coisa me surpreende mais do que essa Lei da palmada: a ingenuidade dos cristãos ao subestimar os malefícios de uma tal lei entre nós, alegando que "se não há quem prenda assassinos, ladrões e corruptos, como haverão de prender pais e mães de família?". Quando ouço, ou leio, uma coisa dessas, minha vontade é responder: "e quem disse que havia intenção de prender os assassinos, os ladrões e os corruptos?". Se assim fosse, estaríamos constantemente batendo os recordes no número de assassinatos de civis ano após ano (números que evidenciam o fato de estarmos em plena guerra civil não declarada)? Se assim fosse, estaríamos vivendo uma tão completa banalização da maldade e inversão da moral? Ao que me consta, o pior inimigo dos revolucionários nunca foram os assassinos, os ladrões, os corruptos. Pelo contrário! Estes tornam-se parceiros na revolução! A verdade é que os piores inimigos dos revolucionários são a família e a igreja: elas são o alvo, e a Lei da palmada mira bem no meio da primeira delas. A questão aqui não é se haverá polícia suficiente para "cumprir a lei". A questão é que a mentalidade das pessoas já está de tal maneira transtornada (lembram que eu falei na inversão moral ali em cima?) que o próprio vizinho vira polícia; a diarista vira polícia; o tio da van escolar vira polícia. Exatamente do mesmo modo como costuma acontecer nos países comunistas: é civil contra civil. A polícia apenas efetiva algo que a sociedade inteira já está pronta para sofrer e operar. Exagero meu? Não! Antes mesmo do canetaço definitivo da presidANTA já havia denúncia aqui em Porto Alegre, com mãe afastada do filho! Sim! E seja lá o que tenha acontecido no caso citado, quem é que vai provar que focinho de porco não é tomada num ambiente desses, de suspeita total, de insegurança total, onde todo mundo fica pisando em ovos o tempo inteiro? Pouco importa se o pai ou a mãe perde a guarda da criança ou vai para a cadeia, se a diferença entre uma palmada e um espancamento é mais ou menos a mesma que um copo d'água e uma piscina, tanto faz! A Lei já invadiu as consciências, já vigia sobre os lares, já se interpõe entre pais e filhos, ou seja, o estrago já está feito. Pouco importa de onde virá a denúncia. Agora, é colher os frutos do despotismo infantil. Ou tornar-se um fora da lei, aguardando o coturno do Estado quebrar nossa traqueia.

Um comentário:

  1. George Orwell deveria ter intitulado seu livro de "Brasil", não 1984. Já vejo a filhinha engajada denunciando o pai ao estado. O pior é ver os cristãos alienados concordando com a Xuxa.

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