sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Basta que exista

Hoje à noite meu pequeno Nathaniel completa seu primeiro mês de vida. E aproveitando que a casa começou, finalmente, a entrar em ordem, escrevo para dar notícias a vocês, especialmente àqueles que não nos acompanham via facebook.

Primeiro, muito, muito obrigada pelas orações e por toda a torcida de vocês durante este mês. Elas foram essenciais, principalmente durante os primeiros dias pós-parto, que são os mais difíceis.

Segundo, o Nathaniel é um menino grande, saudável e dócil. Não é inquieto e agitado, mas sereno e extremamente atento. Um verdadeiro presente de Deus (este é o significado do seu nome) para quem já tem dois pequenos furacões em casa.

A rotina, tanto dos estudos da Chloe quanto tudo o mais, como vocês podem imaginar, foi bastante modificada durante esses poucos dias. Na maior parte deles, eu e Gustavo limitamo-nos a manter somente as leituras da Bíblia, do Catecismo e d'As crônicas de Nárnia com as crianças, deixando o resto do tempo livre para brincadeiras. Há cerca de quatro dias, porém, retomamos as aulas, utilizando, na medida do possível, um material didático que adquirimos de uma rede de escolas particulares e sobre o qual pretendo escrever futuramente.

Quanto às reações emocionais ao novo irmãozinho, tanto a Chloe quanto o Ben têm se saído melhor que o esperado. Benjamin, por ser mais novo, estranhou um pouco, ficando mais sensível e choroso que o normal, mas, por outro lado, demonstra ter se afeiçoado realmente ao novo irmão: incita-me a pegar o Nathan no colo sempre que este chora e também já brigou comigo dizendo que o mano é filho dele ("Athan é meu fio!", diz ele, todo paternal). Já a Chloe virou uma aspirante a mãe, toda cheia de carinhos e cuidados com o novo membro da família, sempre pronta a ajudar: alcançando-me copos de água, fraldinhas limpas e ajudando a cuidar do Benjamin. Dias atrás, ao ver-me com cara de boba "conversando" com o Nathan, perguntou-me o que ele estava fazendo para que eu me desmanchasse daquele jeito. Então respondi: "Nada, Chloe. Ele não está fazendo nada. Ele não precisa fazer nada, só existir".

É assim. Basta que um filho exista para que, apesar de todo cansaço e eventuais dificuldades, o coração de uma mãe se enterneça irremediavelmente. Para sempre.