terça-feira, 13 de agosto de 2013

Autismo e dislexia. E agora?

Embora os casos de autismo não sejam tão frequentes no Brasil, nos EUA eles já se tornaram quase uma epidemia: uma em cada nove crianças é atualmente diagnosticada como autista. Para agravar ainda mais a situação, o autismo não é uma doença padrão, que se manifesta sempre por meio dos mesmos sintomas e na mesma intensidade. Não. O espectro do autismo é amplo, de modo que os sintomas e a intensidade destes pode variar de caso para caso. Ou seja, o diagnóstico, especialmente aqui no Brasil, pode ser de lenta constatação.

Pensando nisso, decidi publicar aqui o link para um livro que ainda não li, mas que, pesquisando e lendo comentários na web, imagino que seja não somente bom, mas encorajador a todas as famílias que enfrentam situações semelhantes. Chama-se Brilhante.


Vejam aqui um trechinho:
"Kristine mantinha uma creche na garagem de casa, e sua experiência lhe dizia que era preciso encontrar o "brilho" de Jake, sua chama de interesse e paixão. Por que não focar no que ele podia fazer? E também investir naquilo que atraía sua atenção, como sombras se movendo na parede ou estrelas no céu. Essa filosofia básica, somada à crença no poder de uma infância comum e na importância de brincar, foi decisiva para o sucesso --além da fé inesgotável na família, nos amigos e em sua comunidade."
Na busca pela descoberta do "brilho" de Jake, Kristine também resolveu contrariar a opinião do marido e dos especialistas, abandonando os tratamentos que pareciam estimular apenas a um ainda maior isolamento do menino e criando um método pedagógico próprio, que levou Jake a um impressionante desenvolvimento. Não por acaso o subtítulo do livro, no original em inglês, é A mother's story of nurturing genius.

Por outro lado, os casos de dislexia são mais comuns por aqui. Mas isso não os torna mais facilmente detectáveis e administráveis, especialmente em se tratando da rede pública de ensino, onde são comumente confundidos com preguiça, desatenção e super-proteção paterna, o que só piora a situação.

Recentemente, uma amiga levou a filhinha para uma avaliação, pois vinha encontrando muita dificuldade em fazê-la unir as sílabas e ler os pedacinhos das palavras. Ao que tudo indica até o momento, a menina é uma forte candidata ao diagnóstico de dislexia, o que fez com que minha amiga prontamente adquirisse o material de alfabetização da Associação Brasileira de Dislexia. Desde então, sua filhinha tem feito bons progressos, bem como minha amiga recebeu elogios da neuropsicóloga que as atendeu, pois, segundo ela, a educação domiciliar propicia um ambiente melhor para a administração da dificuldade da pequena do que a sala de aula.

Deixo aqui algumas fotos que minha amiga fez do material adquirido:





Eis aí dois casos especiais, incomuns que contribuem, ao contrário do que se possa imaginar, para uma melhor constatação dos benefícios do homeschooling para a vida das crianças. 

2 comentários:

  1. Muito interessante e sem sombra de dúvidas em situações especiais o homeschooling é muito produtivo!

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  2. Olá Camila,
    Li o livro "Brilhante" e é realmente excelente!
    Abs,
    Adriana

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