Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2013

Contrações e "As meninas exemplares"

Queridos,

Gostaria de publicar aqui uma pequena resenha sobre o novo livro do professor Olavo de Carvalho, "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota" . Já iniciei a redação do texto, porém, as contrações começaram e nos próximos minutos sairemos rumo ao hospital. Assim, deixo-lhes aqui uma indicação de livro que redigi meses atrás, lá no meu antigo blog. Trata-se de um livro para meninas a partir dos 5 anos. Um primor.

Aproveito e peço-lhes as suas orações, para que tudo corra bem conosco.  Até breve!

O post de hoje é novamente uma indicação de livro para ler com as crianças. Refiro-me ao "As meninas exemplares", da Condessa de Ségur. Há anos conosco, jamais tinha dado atenção ao livrinho até o dia em que havíamos concluído mais um volume da série Os Guardiões de Ga'Hoole e não havíamos adquirido o volume seguinte. Sem nada mais extenso que pudesse ler, algo que nos acompanhasse durante alguns dias, corri os olhos sobre o texto e, não encontrando ne…

Observações sobre o post de ontem

Dois leitores do blog, conforme vocês podem conferir nos comentários ao post de ontem, levantaram a objeção de que a matéria do G1 não menciona a importação de professores para as salas de aulas brasileiras. Achei por bem ir atrás de mais indícios que sustentem a minha interpretação de que, apesar de não ser explicita, tal é a intenção do governo. E aqui vão eles:
Primeiro indício: Como disse ainda ontem, nos comentários, o Programa Mais Professores inspira-se no Programa Mais Médicos;
Segundo indício: Além disso, como também já havia dito, o Programa usa explicitamente a palavra "visitantes" em seu nome, mesmo que em sua versão provisória: "Programa Nacional de Professores Visitantes na Educação Básica – Mais Professores";
Terceiro indício: Assim como o Programa Mais Médicos aparentemente pretendia ser voltado aos profissionais brasileiros, o Programa Mais Professores também o pretende. No entanto, a baixa remuneração oferecida e a falta de respaldo legal fez com que…

Tirem já os seus filhos das escolas!

Queridos, 
Acabei de tomar conhecimento, via G1, que o governo federal, além de importar médicos cubanos, já planeja a importação de, adivinhem, professores! Se restava a alguém alguma dúvida do caráter meramente ideológico de tais importações, agora já não há mais motivo para tê-la. Uma vez que todos os postos de controle na nação estão nas mãos dos esquerdopatas, é chegada a hora de disseminá-los em todas as esferas, alcançando, inclusive, nossas crianças, e na idade mais tenra possível.
Sob o pretexto de, mais uma vez, suprir a escassez de profissionais, especialmente nas áreas mais distantes do país, o governo federal pretende "melhorar" a educação pública mediante a colaboração cubana. O que todo mundo já sabe, tanto no caso dos médicos quanto no dos professores, é que não nos falta mão de obra, mas condições de trabalho e remuneração digna aos profissionais; e sobre isso o governo não abre a boca. Antes, prefere importar mão de obra de guerrilheiros e repassar o dinheiro…

O mito da diversão

Tempos atrás escrevi sobre o mito da socialização na educação de crianças. Hoje quero escrever sobre o mito da diversão, outra mentira amplamente difundida em nossos dias. De certa forma, já abordei a questão parcialmente em diferentes posts, mas agora desejo "amarrar as pontas" deste assunto.
Antes do mais, porém, quero advertir, para evitar que me tomem por algum tipo de governanta mal-amada ou madrasta maligna, que não sou contra as diversões, as brincadeiras, as risadas - o nome desse blog é "Encontrando Alegria", não é mesmo?Minha objeção volta-se contra o atual domínio de uma concepção hedonista na criação e educação de crianças.

Coisa mais fácil do mundo, em nossos dias, é fazer os pais se sentirem culpados quando as crianças são submetidas a alguma atividade tida como não-divertida. E a perda de critérios da bondosa gente que mete o bedelho onde não é chamada (que inclui desde a vizinha até o governo federal) é tamanha que não existem mais nuances: ou a crian…

A importância da literatura

Dias atrás, publiquei no facebook o currículo básico utilizado em Harvard por volta do ano de 1600, quando sua fundamentação era o Trivium. Hoje quero publicar aqui (e lá) alguns trechos do Teaching the Trivium que falam sobre a importância do estudo da literatura dentro deste método de ensino.
"O primeiro veículo para transmissão da cultura é a linguagem. Quando uma cultura adquire um grau de complexidade tal que requer uma literatura para transmitir-se completamente, então tal cultura pode ser classificada como uma civilização (...).

A primeira instituição a transmitir cultura é a família. A família transmite os princípios elementares e fundamentais de governo, religião e economia de uma cultura (...).

O conhecimento do presente é construído sobre o conhecimento do passado. Se removemos inteiramente o passado, então removemos os fundamentos sobre os quais temos construído. Se nós não conhecemos, em alguma medida, os escritores do passado - suas ideias, então não c…

Meu menino é um cowboy

Ontem à noite, sem querer, caí numa página de perguntas e respostas do Teaching the Trivium onde uma mãe relatava a dificuldade em conseguir educar o filho. Traduzo aqui, na medida das minhas limitações, os comportamentos que, segundo a mãe, o menino apresentava, e, logo abaixo, um resumo das sugestões feitas pelo casal Bluedorn. À exceção da dica número 12, pois trata-se de algo incomum na realidade brasileira, acredito que todas as demais dicas podem ser úteis, ao todo ou em parte, e não somente para os meninos cowboys, mas por crianças que não têm fortes e naturais inclinações à vocação intelectual.

Pergunta: Meu filho manifesta os seguintes comportamentos:
1. Ele detesta segurar o lápis e tem uma letra terrível; 2. É desmotivado; 3. Faz apenas o mínimo exigido - parece preguiçoso; 4. Passeia por aí parecendo não ter nada para fazer; 5. Precisa ser continuamente lembrado sobre suas obrigações; 6. Não lê muito; 7. Não gosta de estudar; 8. Projetos não o agradam; 9. Tem um número pequeno de in…

Conversão e batismo em Nárnia

Trecho de A viagem do Peregrino da Alvorada:

"Então o leão disse (mas não sei se falou): 'Eu tiro a sua pele'. Tinha muito medo daquelas garras, mas, ao mesmo tempo, estava louco para ver-me livre daquilo. Por isso me deitei de costas e deixei que ele tirasse a minha pele. A primeira unhada que me deu foi tão funda que julguei ter me atingido o coração. E quando começou a tirar-me a pele senti a pior dor da minha vida. A única coisa que me fazia aguentar era o prazer de sentir que me tirava a pele. É como quem tira um espinho de um lugar dolorido. Dói pra valer, mas é bom ver o espinho sair.

- Estou entendendo - disse Edmundo.

- Tirou-me aquela coisa horrível, como eu achava que tinha feito das outras vezes, e lá estava ela sobre a relva, muito mais dura e escura do que as outras. E ali estava eu também, macio e delicado como um frango depenado e muito menor do que antes. Nessa altura agarrou-me - não gostei muito, pois estava todo sensível sem a pele - e atirou-me dentro d…

Autismo e dislexia. E agora?

Embora os casos de autismo não sejam tão frequentes no Brasil, nos EUA eles já se tornaram quase uma epidemia: uma em cada nove crianças é atualmente diagnosticada como autista. Para agravar ainda mais a situação, o autismo não é uma doença padrão, que se manifesta sempre por meio dos mesmos sintomas e na mesma intensidade. Não. O espectro do autismo é amplo, de modo que os sintomas e a intensidade destes pode variar de caso para caso. Ou seja, o diagnóstico, especialmente aqui no Brasil, pode ser de lenta constatação.

Pensando nisso, decidi publicar aqui o link para um livro que ainda não li, mas que, pesquisando e lendo comentários na web, imagino que seja não somente bom, mas encorajador a todas as famílias que enfrentam situações semelhantes. Chama-se Brilhante.

Vejam aqui um trechinho:
"Kristine mantinha uma creche na garagem de casa, e sua experiência lhe dizia que era preciso encontrar o "brilho" de Jake, sua chama de interesse e paixão. Por que não focar no que e…

Máscara de oxigênio

Muitos certamente já ouviram o conselho das comissárias de bordo: primeiro coloque a sua máscara de oxigênio, depois ajude os demais a colocarem as deles. O princípio é bastante claro: se você não garantir a sua própria vida, será inútil preocupar-se com a vida dos demais.Por curioso que possa parecer, a educação domiciliar parece-me muito com a situação sobre a qual nos advertem as comissárias. Ou, como dizem os Bluedorn (do Teaching the Trivium), o homeschooling salva duas gerações: a dos pais e a dos filhos, mas, primeiro, a dos pais.
Isso acontece porque, excetuando as raras famílias que têm condições de contratar professores paticulares, antes de pretender ensinar alguma coisa aos filhos, os pais precisam eles mesmos relembrar ou até aprender os conteúdos a serem tratados. Assim, por buscar uma educação melhor que a oferecida pelas instituições disponíveis, sejam elas públicas ou particulares, e buscando também uma educação melhor que a que eles próprios receberam, os pais acabam …

Avaliação

O homeschooling é uma novidade no Brasil: algumas famílias, nenhum material, nenhum registro histórico significativo, muita suspeita da sociedade e nenhuma cooperação do governo. Enfim, estamos reinventando a roda por aqui. Em meio a isso tudo, uma dúvida é comum a muitas famílias: "será que estamos fazendo isso certo?". Em outras palavras, como podemos avaliar se o homeschooling tem sido benéfico aos nossos filhos não apenas intelectualmente (aspecto este facilmente constatável através dos próprios exercícios respondidos pelas crianças e de seu respectivo desenvolvimento), mas, especialmente, emocional, moral e espiritualmente?
Ocorreu-me, então, elaborar uma pequena lista de atitudes/comportamentos a serem observados nas crianças. Como disse, trata-se de uma lista voltada para os aspectos emocionais, morais e espirituais da vida das crianças educadas em casa, portanto, não é um teste a ser aplicado, uma lista de perguntas que elas (as crianças) devam responder, mas uma séri…

A importância da repetição

Também em se tratando de educação, especialmente de educação infantil (pré-escola e séries iniciais), a "febre" da novidade se faz onipresente. Não basta que apenas as roupas, os cabelos, os telefones, os eletrodomésticos, os carros, as músicas e até os relacionamentos exalem novidade, ressoem o "último grito", sejam a mais perfeita expressão das tendências. Importa também que a educação se proponha a inovar, a ser criativa, espontânea, dizem. Ser dinâmico, interativo e lúdico também são partes do "molho base" do cardápio.

É claro que em si mesmas tais coisas não são ruins, não prejudicam necessariamente o aprendizado. A questão é que todas elas referem-se à forma, não ao conteúdo daquilo que é ensinado. E quando a forma, a aparência, o método torna-se mais importante que aquilo mesmo que é objeto de estudo, então cai-se numa espécie de futilidade educacional, onde pouco importam as coisas mesmas, mas predominam a apoteose, as cores, as luzes, os sons, en…

Nossa vida sem TV (2)

Queridos, as últimas duas postagens têm dado um retorno que eu não imaginava. Muitas pessoas demonstraram, não só através de comentários aqui no blog, mas também de emails e mensagens no facebook, o interesse em lidar de um modo diferente com a TV em suas famílias. Pensando nisso, resolvi compartilhar com vocês o vídeo da Profa. Margarita Noyes, onde ela relata como ela e o marido, assim que casaram, decidiram não ter TV em casa. Para quem não sabe, a Profa. Margarita é a professora de inglês do Prof. Olavo de Carvalho e também é mãe de quatro filhos, todos educados em casa e hoje já adultos bem-sucedidos. 

Deixo também aqui mais uma nota a respeito de nossa experiência neste assunto: as crianças não foram completamente privadas de assistir a desenhos e filmes. Nosso procedimento tem sido o de assistir previamente ou nos informarmos antes sobre os conteúdos dos desenhos e filmes. Assim, de tempos em tempos, eles assistem alguma das duas coisas no computador. Alguns dos filmes favoritos…

Nossa vida sem TV

Já que o último post deu o que falar, resolvi compartilhar com vocês um post antigo, de um já falecido blog que tive, onde conto como foi a nossa experiência com e, alguns dias depois, já sem a TV. A ideia aqui não é servir de regra, mas apenas de testemunho de como uma família pode, mesmo com duas crianças, mesmo num apartamento pequeno, passar um excelente ano sem a companhia da televisão. De lá para cá as coisas mudaram bastante: os livros, por exemplo, tornaram-se protagonistas, tanto no estudo quanto na diversão dos pequenos. Ou seja, as coisas só melhoraram.
Há exatos doze dias nos desfizemos de nossa televisão e eu já me arrependo... de não tê-lo feito antes. Já há algum tempo essa era uma questão que me vinha inquietando. Não por mim, que não assistia coisa alguma, mas especificamente pelas crianças, que assistiam exclusivamente o Discovery Kids. Chloe já preferia, na maioria da vezes, assistir os desenhos do que procurar por algo para brincar e Benjamin chorava quando desl…