sexta-feira, 10 de maio de 2013

Conselhos a uma futura mamãe

Este post foi originalmente publicado em meu antigo blog. 
Trata-se de uma mensagem em resposta a uma amiga que contou-me sobre a decisão de ter um bebê, 
mas contém alguns conselhos que podem ser úteis 
a várias pretendentes a mamãe.




Querida ______!
Que grande notícia! Que boa disposição do coração!

Saiba, no entanto, de duas coisas sobre as quais muito pouco se fala, mas que, na minha modestíssima opinião, são realmente fundamentais:

- A primeira delas é a união entre vocês. Não só ter pai e mãe é importantíssimo, mas tê-los unidos e, ao máximo possível, em concordância. É a estabilidade do casal o que por primeiro fornece a segurança da criança e o desenvolvimento equilibrado de sua personalidade. Um casal que se separa ou que vive como se separado estivesse, onde cada um puxa para um lado, desorienta emocional, psicológica e moralmente a criança. Não é por acaso que de uns anos para cá o número de pessoas inseguras e/ou que se vitimizam até não mais poder só tem aumentado! Claro! Os pais deixaram de ser o firme fundamento de antigamente, abandonando as crianças mais ou menos à deriva. Por isso, querida amiga, por favor, não me leve a mal, mesmo, por escrever essas coisas. Mas penso que quando o sonho é grande e muitíssimo desejado, o cuidado precisa ser proporcional. Não pense que faço aqui a defesa de um relacionamento ideal, de uma fantasia, de uma propaganda de margarina impossível de atingir. Não. Meu próprio casamento não nasceu do modo como acima descrevi. Éramos confusos e desunidos, mas nos dispusemos a trabalhar juntos, com um coração humilde e perdoador, em prol do nosso projeto comum, a nossa família. Ou seja, não acredito em conto de fadas, mas acredito que as circunstâncias podem ser transformadas, podem ser melhoradas, desde que haja abertura, desejo e comprometimento. No nosso caso, o eterno ponto de concórdia não foram os nossos sentimentos, pois esses mudam ao longo do tempo, mas foi a nossa fé que sempre nos uniu e reuniu, a qual, por ser comum a nós dois, levou-nos à busca das mesmas práticas: da sinceridade, da humildade, do perdão, da perseverança. Não sei se vocês têm alguma religião, mas sempre é bom pensar nesse lado espiritual, que repercute sobre tudo o mais.

- A segunda coisa é a seguinte: o que as crianças mais necessitam, desde a gestação até a idade adulta, não é de estrutura financeira nem física, não são dúzias de sapatos, enxovais para 3 crianças, brinquedos importados, jogos da última moda etc., mas de tempo, de dedicação, de disposição em deixar-se gastar por amor, tal como a vela, que para iluminar e aquecer precisa consumir-se, desmanchar-se... O que mais se vê hoje em dia é justamente o oposto: pais dispostos a dar de tudo aos filhos, menos entregarem-se a si próprios, e quando o fazem, não é sem reservas e reclamações. É claro que boas condições ajudam muito, mas jamais substituirão um coração atento e braços dispostos. É claro também que o tipo e a quantidade de demandas muda com o tempo, e devemos adequar-nos a isso, mas a disposição do coração e dos braços deve permanecer sempre a mesma.

Perdoa-me por escrever tanto! Se disse algo de que discordas, fica à vontade para me contrariar! Não sou dona da verdade, mas tenho aprendido muito nestes anos de mamãe em tempo integral e não posso me omitir em compartilhar aquilo que tanto nos tem feito bem.

Quando puder, me manda notícias!
Um beijão e um abraço apertado! Que Deus abençoe a vocês dois e ao projeto de vocês! Que venha o baby!

2 comentários:

  1. Agora vou mais uma vez, ufa, vou conseguir! Seu blog é muito proveitoso, edificante, ajuda e traz uma visão de quem tem a vivência, muito bom, obrigada por tudo!

    ResponderExcluir
  2. Oi, Marcita!
    Obrigada pelas palavras enconrajadoras. É bom saber que estou acertando o alvo, que é ajudar outras pessoas. =)
    Conte comigo!
    Um abraço e que Deus te abençoe!

    ResponderExcluir