segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal!


Gente querida que nos acompanha, nos lê e nos ouve, eis aqui um presentinho de Natal para vocês! Graças ao nosso leitor-jedi Jeferson Pereira Leal, temos aqui o pdf de um livro recomendadíssimo para pais que querem aprimorar o desenvolvimento das crianças entre 0 e 5 anos de idade! Obrigada, Jeferson! Aproveitem!

Este tem sido um ano abençoado também graças a vocês. Muito obrigada a todos os que nos escreveram compartilhando suas histórias, suas dúvidas, manifestando apoio ao nosso trabalho. Muito obrigada também àqueles que contribuíram financeiramente ou com materiais para o aprimoramento daquilo que temos vivido em casa e dividido com vocês!

Que Deus os abençoe com um Natal cheio da presença amorosa do Aniversariante! E um ano novo em que encontremos ainda mais alegria!

Currículo Acadêmico "sexualiza" crianças de escolas americanas

Comentário prévio:
Diferentemente do que podem pensar alguns, os EUA também têm enfrentado uma série de graves problemas em seus materiais didáticos. No entanto, lá, ao contrário daqui, os pais reagem, protestam, mobilizam-se e vão às origens do problema, isto é, ao CCSS, órgão que seria o equivalente ao nosso MEC. 
Que nos sirvam de inspiração diante dos tantos abusos do Ministério da Educação e Cultura.


por Mary Jo Anderson (tradução: Helena Yoshima)

O distrito estudantil de Newburry, Nova Iorque, retirou um livro da nona série, considerado pelos professores como sendo "pornográfico". Uma mãe no Arizona iniciou uma avalanche de protestos que forçou escolas do Arizona a retirarem de circulação um livro na decima-primeira série que exibia adolescentes em relação sado-masoquista. Um superintendente de uma escola católica admite que havia dois livros de primeira série, sobre famílias - que incluíam fotos de casais homossexuais - listados no website de currículo acadêmico católico (Common Core Catholic Identity Initiative), um recurso nacional para escolas católicas. Tais livros sobre "famílias" - "The Family Book" e "Who's in a Family" - foram removidos do site após protesto dos pais.

Por toda a nação, em escolas públicas e católicas, pais e professores encontraram conteúdos sexuais impróprios nos exemplares recomendados pela CCSS - Common Core State Standards (Normas Estatais de Currículo Acadêmico). Em alguns casos o conteúdo ofensivo é retirado. Em outros, é sugerido aos pais opções como " escolho não participar" para seus filhos. No entanto, a questão que sobressai é, por que tanto material perturbador tem sido elaborado sistematicamente dentro dos textos recomendados pela CCSS (Normas Estatais de Currículo Acadêmico)? Um grupo pequeno de ideólogos não-eleitos deveria ter poder nacional para decidir que americanos da primeira série deveriam ser expostos a "famílias" homossexuais, ou, que alunos da nona série recebam pornografia sob o disfarce de literatura? Estas perguntas e os exemplos listados a seguir clamam por uma analise delicada e cuidadosa dos pais, e um retorno ao controle local dos distritos educacionais.

Sob as exigências do currículo acadêmico de Nova Iorque, trechos do livro "Black Swan Green" são leitura exigida para alunos da nona série. "Black Swan Green" apresenta um garoto de 13 anos como narrador que descreve graficamente as genitais do pai e um ato sexual. Foi-se sugerido que como nem todos os trechos contêm explicitamente material sexual, alguns alunos leriam apenas as partes do livro que foram exigidas. Outros zombam da ideia de que uma vez que os livros estão sob posse dos alunos, o material sexual com gráficos seria ignorado. Realmente, a própria CCSS direciona os professores aos textos na íntegra: "Quando os trechos aparecem, eles servem apenas como substitutos ao texto integral.". A CCSS exige que os alunos se envolvam com trabalhos complexos informativos e literários; tal complexidade é encontrada melhor nos textos completos, do quem nas passagens de tais textos.

Jen Constablie, uma professora de inglês no distrito estudantil de Newburgh, salientou que esta questão não se limita a apenas um livro problemático. "Pelo menos três dos livros listados nos módulos (currículos), contêm passagens usando linguagem e imagens visuais impróprios, que a maioria das pessoas consideraria pornográficas", disse Constabile. Outros professores observaram que esta situação e outras semelhantes, são exemplos de falhas sistêmicas nos currículos alinhados a CCSS. O distrito educacional espera devolver um valor de US$6.000,00 de envio dos livros.

A seleção mais alarmante da CCSS é, de longe, o romance "The Bluest Eye", da autora Toni Morrison, vencedora do prêmio Pulitzer. "The Bluest Eye", agora banido de vários distritos estudantis, é uma representação explicita de estupro, incesto, violência sexual e pedofilia. O pedófilo, chamado Soaphead Church, declara que Deus é sua inspiração, "Eu trabalho somente através do Senhor. Ele as vezes me usa para ajudar as pessoas.".

Pior, entretanto, é que o romance é escrito em solidariedade ao pedófilo. Morrison defende sua personagem, e supostamente escreveu a história para que o leitor se torne um "co-conspirador" juntamente ao pedófilo. De acordo com Macey France, co-fundadora do "Stop Common Core Oregon" (Pare o Currículo Acadêmico de Oregon), Morrison, "diz que ela queria que os leitores sentissem como se fossem "con-conspiradores" junto com o estuprador. Ela teve o cuidado de se certificar de nunca apresentar as ações como erradas, com o intuito de mostrar como todas as pessoas têm seus próprios problemas. Ela ainda chega ao ponto de descrever a pedofilia, o estupro e o incesto como "amigável", "inocente" e "carinhoso".

Como textos assim são escolhidos?

Do site do CCSS:

"Selecionando textos exemplares
As seguintes amostras de textos servem principalmente para exemplificar o nível de complexidade e qualidade que a Norma exige que se envolvam todos os alunos em determinada faixa de grau. Além disso, eles sugerem a extensão dos textos que os alunos devem ter contato nos tipos de textos exigidos pela Norma. As escolhas devem servir como guias úteis para ajudar os educadores a selecionar textos de complexidade, qualidade e variedade semelhante para suas próprias turmas."

Nenhum grupo de pais ou professores se opõe a um material de leitura que inclua complexidade e qualidade. A questão com relação aos exemplares escolhidos pela CCSS está relacionada a "variedade" do material e a adequação etária e contextual do mesmo.


O Conselho de Supervisores e Administradores Escolares (Nova Iorque), que revisou um texto recomendado, "Make Lemonade", ficou perturbado com o "conteúdo e linguagem sexualmente explícitos" do livro. O romance para jovens adultos é parte do currículo CODEX da Scholastic, que algumas escolas municipais (nova-iorquinas) listaram este ano como parte de sua observância junto ao CCSS. Algumas passagens "preocuparam membros da união, incluindo debates de sexo e drogas," diz a porta-voz, Antoinette Isable-Jones. Isable-Jones também disse que a união dos diretores buscou mais informações sobre quem e como a cidade escolheu os materiais recomendados para as escolas.

Foi dito aos membros que "Make Lemonade" é uma opção e que os pais tinham liberdade de expressar suas preocupações aos respectivos diretores. "O romance tem sido altamente indicado para as séries de sexto ao oitavo ano e é apenas um entre muitos romances dentre os quais os professores podem escolher para material de leitura", observou Erin Hughes, porta-voz do Departamento de Educação da cidade de Nova Iorque.

Em outro lado do país, Buena High School em Sierra Vista, Arizona, reconheceu a pressão dos pais e removeu o romance sexualmente explicito, "Dreaming in Cuban" de Cristina Garcia. "Dreaming in Cuban" inclui passagens sado-masoquistas. O romance é também um "texto exemplar" na CCSS. Além disso, juntamente com o estudo deste romance, professores e alunos são orientados a visitarem um site que apresenta uma entrevista com Garcia sobre seu mais novo livro - considerado pelos pais ainda mais perturbador.

O livro de Garcia está entre vários outros, os quais os oficiais das escolas sugeriram que os pais simplesmente enviassem um formulário "escolho não participar" em nome de seus alunos, caso fossem contra a seleção. Mas poucos pais são tão inocentes a ponto de pensar que um livro aprovado pela escola, que retrata sexo violento entre adolescentes, não terá efeito algum em ambiente escolar mais amplo. Um pai observou, "Minha filha se misturará socialmente com seus colegas, que absorveram tal livro, mesmo que ela mesma não o tenha lido. Como ela estará protegida da influência daquele livro sob seus amigos?". Outros ainda se preocupam com o aumento de queixas de sexo entre professores e alunos, e o efeito que um material tão erótico possa ter sob os alunos.


As escolas, especialmente as públicas, já são ambientes de alto risco em algumas comunidades, que têm lutado para controlar as drogas, o bullying e a violência. Tais textos aumentam a violência, gravidez precoce, e uso de drogas entre as crianças vulneráveis e suscetíveis? Tais romances podem ser entendidos como educacionais? Um pai chocado observou que o conteúdo em "Dreaming in Cuban", se filmado, seria classificado como R-17; mas como é listado pela CCSS, ele é usado nas escolas em "aulas" para adolescentes de 15 anos.

De acordo com um relato para a September Associate Press, Barbara Hansen, anteriormente professora de ensino fundamental em Sierra Vista, descreveu o livro para os oficiais da escola como "pornografia infantil". "Nós estamos agredindo suas almas com este tipo de material. É um deboche, e simplesmente não é digno dos nossos alunos", Hansen disse.

Superintendente escolar, Kriss Hagerl, explicou que se o distrito conhecesse o conteúdo dos livros, eles teriam pedido aos professores que escolhessem uma alternativa. "Aprendemos uma lição com isso, e vamos nos certificar de fazer ajustes para que isso não se repita", Hagerl declarou.

Mas isto acontece. Pais e professores preocupados vêem um padrão. Quando material gráfico ofensivo é levado aos oficiais das escolas, ele é frequentemente removido. Mais frequentemente ainda, no entanto, os oficiais tentam "educar" os pais defendendo a escolha como parte de uma fundação literária ampla que tem o intuito de apresentar aos alunos os ganhadores de prêmios Nobel (Morrison) ou perspectivas multiculturais (Latino e Black). E alguns oficiais mesmo, se sentem pressionados a defender os exemplares da CCSS como parte de sua identidade profissional.

As profundas falhas no sistema de currículo acadêmico e seus exemplares serve para lembrar os cidadãos da sabedoria na Décima Emenda. Educação pertence ao Estado; a comunidade local, onde os padrões da comunidade são melhores decididos pelas pessoas que conhecem seus moradores companheiros.

Uma CCSS nacional, centralizada, inexplicável e sem identidade não conhece nossos filhos. Ela caminha sob uma teoria não comprovada de reforma e experimentação social. Seu objetivo é um trabalhador americano padronizado - uma unidade de trabalhador com tecnologia "ligar e usar". Nosso objetivo é uma pessoa pensante, um cidadão com educação, cultura.

Texto original extraído do site Crisis magazine.

Sobre a autora:

Mary Jo Anderson é jornalista católica, e palestrante. Ela tem sido convidada frequente de "Abundant Life", um programa de televisão EWTN, e seu programa de rádio "Global Watch" é ouvido em rádios afiliadas EWTN nacionalmente. Ela escreve regularmente para a revista "Crisis" e é uma correspondente contribuinte para WorldnetDaily.com. Mais artigos e comentários podem ser encontrados em Properly Scared e em Women for Faith and Family. Mary Jo faz parte do conselho de Women for Faith and Family e serviu no Conselho de Diretores Legatus. Com o co-autor Robin Bernhoft, ela escreveu "Male and Female He Made Them: Questions and Answers about Marriage and Same-Sex Unions", publicado em 2005 pela Catholic Answers. Em 2003, Mary Jo foi convidada pela República Tcheca para discursar a parlamentares sobre o impacto do Feminismo Radical em Democracias Emergentes.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Crianças do Lami

É, eu sei. Nem bem saímos em férias e já estou de volta. Mas é por uma causa nobre, acreditem. ;)

Há algumas semanas, nosso pároco, o Padre Márcio, vem pedindo doações para o trabalho que um outro sacerdote, o Pe. Fernando, vem realizando na Comunidade São José do Lami. A comunidade tem cuidado de crianças no turno inverso ao da escola, oferecendo-lhes comida, lanche, atendimento psicológico, pedagógico e espiritual. Em nossa paróquia, temos arrecadado alimentos, como vocês podem ver no folheto da imagem. Mas ocorreu-me que, dada a grande quantidade de visitas que recebo aqui no blog, poderia fazer algo mais.



Não preciso dizer que as crianças do bairro Lami, aqui de Porto Alegre, são pobres. Mas, não bastasse a escassez de recursos materiais, há também casos de violência física, abuso sexual, sem falar na rotina emocionalmente alienante, dado o grande tempo  que as crianças passam diariamente longe da família.
Padre Fernando tem sido corajoso e ousado em muitos sentidos, inclusive contratando uma psicóloga por um valor mais alto que o sugerido pela prefeitura, correndo o risco de entrar em apuros financeiros, mas investindo no trabalho de alguém de confiança.

De minha parte, pensei em ajudar com algo que tivesse a ver conosco, com o trabalho que temos feito em casa, aqui no blog e na Rádio VOX, isto é, livros. Assim, convido a vocês, queridos leitores, a fazerem ainda um pouco mais neste final de ano, algo em favor das crianças que não os conhecem, mas que precisam de tantas coisas.

Quem quiser participar, sugiro duas maneiras:
  • Aos que quiserem doar exemplares, peço-lhes que enviem exemplares de livros novos ou em perfeitas condições. Entrem em contato comigo por email (encontrandoalegria@gmail.com) para que eu passe o endereço para doações.
  • Aos que quiserem doar dinheiro, sugiro o botão do PayPal ali ao lado, à direita. No entanto, quando do momento da doação, peço-lhes que a identifiquem com as palavras "doação de livros". Assim saberei que o valor deve ser revertido em livrinhos para as crianças do Lami.
No final de janeiro pretendo entregar as doações todas. Também pedirei ao Pe. Fernando que registre em foto o recebimento das doações, para que eu possa publicá-las aqui. Por último, apresentarei também uma lista completa com todos os livros e valores recebidos, bem como os respectivos exemplares adquiridos.

Por favor, ajudem-nos a fazer algo mais por essas crianças que têm tão pouco e em quem tão pouco se acredita!

sábado, 14 de dezembro de 2013

Férias. Férias? Férias!

Este tem sido um ano inesperadamente especial, embora dramático em ocasiões diversas. Muitas coisas mudaram, assim como muitas coisas novas aconteceram. Comecei a compartilhar sobre minha família com vocês aqui no blog. Retiramos Chloe da escola. Abandonamos o protestantismo e tornamo-nos católicos. Perdemos amigos. Ganhamos inimigos. Conquistamos amigos. Recebemos, diretamente de Deus, cheio de saúde e paz, nosso Nathaniel, o terceiro filho. Começamos o programa na Rádio VOX. 

Como vocês vêem, muitas coisas para um ano só. Como vocês não vêem, mas por certo podem imaginar, o fastio já dá sinais. Dias atrás é que apercebi-me dele, quando senti um desejo de férias. 

Mas, afinal, em que consistem as tais "férias" para uma mãe que educa os filhos em casa e cujo marido não entrará em férias? Não, não se apiedem de mim. Não tenho lá grandes desejos por viagens no momento. Nem sinto a menor vontade de ficar longe dos meus filhos ou de minha casa. Para mim, as férias serão um tempo especial em que me permitirei focar noutras coisas, naquelas que, em geral, eu não me permito por estar concentrada totalmente na família.

As minhas férias, queridos leitores, não exigem muito, mas, no entanto, possibilitam imensidões: sem as aulas diárias, sem as muitas e necessárias pesquisas, sem o programa na Rádio VOX, sem as constantes atualizações do blog, sem as conexões instantâneas ao facebook, minhas férias me levarão diretamente para a França do século XIX, depois, a um retiro espiritual de valor inestimável, e, além disso, ao Império Romano. Sim, minhas férias estão condensadas em algumas milhares de letras, em poucas centenas de páginas. E eu não preciso de mais. E eu não quero mais. Não agora.

Eis aqui minhas férias: um clássico da literatura universal, um clássico da espiritualidade cristã e aulas de latim via web.

Creio, sinceramente, que neles obterei o fôlego que preciso para voltar com novo ânimo às aulas, às pesquisas, ao blog, ao programa na Rádio e ao facebook.

Até lá, aproveitem! Mas, como aconselhou o apóstolo, "remindo o tempo, pois os dias são maus".



http://www.rafaelfalcon.net/

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Hoje o tempo me deu uma rasteira

Hoje o tempo me deu uma rasteira. Fiquei no chão, estática, olhando ele correr disparado e me deixando para trás, sem pena, sem paciência, sem tempo. Hoje, minha Chloe surpreendeu-me duplamente. Justo ela, que ainda brinca com o Benjamin, que disputa com ele como se tivesse a mesma idade. Justo ela, que arruma as bonequinhas, que se desenha como princesa, às vezes com o terço na mão, outras vezes com a espada, quase uma Joana D'Arc.

Há poucos dias descobrimos o aplicativo Duolingo, para aprendizado de língua estrangeira. Temos usado os exercícios de inglês e ela tem adorado. Hoje à tarde, porém, fui colocar os meninos para tirar um cochilo e acabei cochilando junto por alguns minutos. Quando voltei, ela estava no facebook comentando uma foto de um rapaz que eu nem sei quem é. O rapaz estava sem camisa, musculoso, bronzeado. E ela havia escrito "muito bonita a sua foto". Fiquei chocada. Então ela já acha alguns homens bonitos?! Até pouco tempo ela achava horrível homens sem camisa!

Imediatamente ela começou a chorar. Não precisei brigar. Bastou que ela visse que eu havia descoberto para, pareceu-me, encher-se de vergonha. Pediu-me perdão em lágrimas, prometendo não mais fazer isso. Passado um tempo, expliquei-lhe, então, o porquê de ela não poder usar o facebook. Disse-lhe que existem muitos adultos malvados que enganam as crianças com fotos legais, bonitas, mas que só o que querem é fazer maldades. Expliquei que ela ainda é muito novinha, que ainda não sabe perceber quando uma pessoa é boa e de verdade ou quando é má e de mentira, e que por isso ela precisa obedecer a mim e ao Gustavo, não mexendo onde não deve. Ela concordou. Espero que obedeça.

Passado não muito tempo, veio ela novamente, surpreendendo-me pela segunda vez. Contou-me que às vezes tem um pensamento estranho. No pensamento, ela descobre que aquilo que ela vê através dos óculos não é a realidade, mas uma fantasia. No pensamento, quando ela resolve tirar os óculos, descobre, então, a verdade. E na "verdade" ela não tem nem mãe, nem pai, nem irmãos, nem casa, mas é órfã e vive na rua. Disse-me essa última parte quase em lágrimas, pois era um pensamento que a deixava triste. Contei-lhe, então, que quando eu era criança, tinha um pensamento parecido. No meu pensamento, tudo o que eu conhecia fazia parte de um sonho, ou melhor, de um pesadelo, e quando eu acordasse, tudo seria melhor e eu seria mais feliz. Imaginava-me uma princesa, muito bonita e amada vivendo em algum outro lugar. Ela riu. Disse-me que esse pensamento era engraçado (leia-se bobo) e foi brincar.

Espantou-me o seu pensamento e a sua percepção das coisas. Enquanto eu queria fugir de minha circunstância, minha filha ama a sua própria e teme perdê-la.

Deus é bom. A história não se repetiu. Mas o tempo continua a correr.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Sexualização nas escolas (2)

Tenho recebido várias mensagens, comentários e emails a respeito do post "Sexualização nas escolas" desde a sua publicação, cerca de duas semanas atrás. Há desde gente agradecendo e relatando situações semelhantes vividas em outras escolas e em outras épocas, até gente dizendo que a cartilha é uma montagem, que não é distribuída pelo governo, que, no fundo, é uma boa ideia, afinal "se a gente não ensina, eles aprendem na rua" e outras pérolas ainda maiores.

Os fatos são os seguintes: com a publicação do post no Mídia sem Máscara, o número de pessoas que tomou conhecimento do caso cresceu de modo impressionante, de maneira que outras pessoas passaram a publicar em seus próprios blogues o meu texto. Num destes casos, o dono da página Libertar.in, Marcos Paulo Goes, achou por bem editar as imagens contidas na cartilha, colocando tarjas pretas sobre as genitais das figuras, acrescentando comentários como "É isso o que você quer para os seus filhos?", "Doutrinação Gayzista", "Cartilha do Governo para Crianças?" e ainda o selo do Ministério da Educação. Aos paladinos da verdade que me escreveram, deixo-lhes a pergunta: vocês amam tanto, mas tanto assim a verdade que não foram capazes sequer de jogar o nome do blog no google e averiguar o texto em sua página de origem? É esse tipo de "zelo" que vocês têm pela verdade? É sério ou é pegadinha?


Qualquer um que tenha lido o post aqui no blogue ou no Mídia viu que não coloquei nenhuma tarja sobre as imagens, nem escrevi comentário algum sobre as figuras, muito menos acrescentei o selo do Ministério. Os comentários que fiz foram escritos abaixo das imagens, não dentro delas, de modo que a confusão seria facilmente desfeita em coisa de dois cliques. Ou seja: as imagens publicadas por Marcos Paulo Goes são montagens; já as imagens que EU publiquei são totalmente verdadeiras. Portanto, A CARTILHA É REAL.

Além disso, há, no entanto, a alegação de que a cartilha não é distribuída pelo governo. Por favor, leiam o meu post novamente e me digam em que raio de lugar eu escrevi que a cartilha era distribuída pelo governo! O que eu disse, literalmente, foi o seguinte: "Restam dúvidas sobre as intenções do governo com tais cartilhas?" Explico o que quis dizer: nosso governo obriga as escolas a oferecerem isso que eles chamam de "educação sexual" (está lá nos Parâmetros Curriculares Nacionais), de modo que a única diferença existente entre as instituições públicas e privadas de ensino é que, enquanto as primeiras têm o material produzido e distribuído pelo governo, as segundas têm a opção de escolher o material a ser adotado. Ou seja, não há a opção "não ensinar pseudo-educação sexual"; o governo realmente quer que as crianças sejam submetidas a tais conteúdos, e quanto mais cedo, melhor, pois crianças e adolescentes reféns dos mais baixos instintos não costumam criar maiores problemas pelo resto de suas vidas.

Em outras palavras, cada vez mais a família é usurpada em seu papel de formadora moral das crianças, sendo substituída por um programa ideológico conformado às exigências globalistas. E o pior, a maioria das famílias já não vê mais problema algum nesse tipo de situação, ou, se vê, já não reage. O Brasil está em um estado de coma moral.


Por último, o que mais me espantou e revoltou nos textos que recebi foi uma espécie de "fundamentação cristã" para essa violência que o governo impõe às escolas e, consequentemente, às crianças. Houve até quem citasse o livro de Oséias (4:6) para justificar um tal absurdo! Como se o povo padecesse pela falta de conhecimento técnico sobre putaria e não pela falta do conhecimento de Deus! Há também quem jogue os filhos aos leões mas resguarde a si mesmo por detrás de chavões do tipo "é melhor que aprendam na escola do que na rua", "se a gente não ensina, a vida ensina", "isso tudo é hipocrisia, pois na hora de fazer, todo mundo faz". Sim, quem disse isso se diz cristão. Mas Pilatos é o que são.


Deixo abaixo a lista completa do material utilizado pela escola em que estudam as filhas da Rejane Soares, para que os sensatos se previnam e os safados se antecipem. 

Coleção Educação Sexual, de Cida Lopes.
1- Que confusão- Por que é tão difícil falar sobre sexo;
2- Adolescência- Feliz idade;
3- Aparelho reprodutor- Algumas diferenças e muitas semelhanças;
4- Puberdade- De lagarta a borboleta;
5- Relação sexual- Quando o amor faz a diferença;
6- Fecundação - O casamento perfeito entre o óvulo e o espermatozóide;
7- Gravidez- A magia da vida;
8- Gêmeos- Caixinha de surpresa;
9- Nem tão Rosa, nem tão azul - Ser menino e ser menina;
10- Parto - Na hora H.

sábado, 30 de novembro de 2013

Sugestões de presente de Natal

Dias atrás um amigo do facebook pediu-me uma lista de livros para crianças de diferentes idades. Sugeri-lhe então aqueles títulos que conheço, que temos em casa ou que já lemos. Como eu nunca havia feito uma relação desse tipo, achei que poderia ser útil compartilhá-la com vocês, especialmente agora, com o Natal às portas. E o melhor: a maioria dos títulos pode ser encontrada em sebos. Ah, uma observação importante: mesmo os livros do Monteiro Lobato, são livros de histórias, como todos os demais da lista, e não didáticos ou de atividades. ;)

  1. As crônicas de Nárnia. C.S. Lewis;
  2. A lenda dos guardiões (coleção de 12 livros);
  3. O livro das virtudes para crianças. William J. Bennett;
  4. O livro da fé para crianças. William J. Bennett;
  5. O livro dos heróis para crianças. William J. Bennett;
  6.  As fábulas de Esopo;
  7. As meninas exemplares. Condessa de Ségur;
  8. As férias. Condessa de Ségur;
  9. Brás e a primeira comunhão. Condessa de Ségur;
  10. Um bom diabrete. Condessa de Ségur;
  11. Adivinha o quanto eu te amo. Max Lucado;
  12. Você é meu. Max Lucado;
  13. Você é especial. Max Lucado;
  14. O melhor de todos. Max Lucado;
  15. O nariz verde. Max Lucado;
  16. Uma mão lava a outra. Max Lucado
  17. Contos maravilhosos infantis e domésticos. Irmãos Grimm;
  18. Na trilha de um vencedor. Adelita Rozetti;
  19. Emília no país da gramática. Monteiro Lobato;
  20. Aritmética de Emília. Monteiro Lobato.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Cultura de morte

Coisas como livros didáticos com conteúdos sexuais, legalização da pedofilia, do aborto, eutanásia infantil, entre outras, por mais díspares que possam parecer, além de bizarras, são, na verdade, as diferentes facetas de uma mesma realidade: a cultura de morte. Se você nunca ouviu essa expressão, recomendo-lhe vivamente que ouça o programa linkado abaixo. Nele, o prof. Felipe Nery explica mais e melhor o assunto, explicitando o quão adiantado está o caminho para a total subversão dos valores e costumes tais como os conhecemos. Por favor, se você realmente pretende zelar por seus filhos e sua família, invista 46 minutos do seu tempo acompanhando a entrevista do prof. Felipe ao Repórter VOX.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

E o Bibi?

"Varrendo". Junho de 2013.
Alinhando os "mimomós" na cama da mana. Junho de 2013.
Caprichando no Aslam. Novembro de 2013.

Dias atrás recebi uma pergunta de uma leitora a respeito de o que eu faço com o Benjamin enquanto a Chloe estuda. Bem, esse é um desafio interessante, especialmente para as mamães homeschoolers que têm filhos em diferentes idades. E quanto mais filhos, maior o desafio. :)

O Benjamin fará 3 anos em janeiro. Está naquela fase também conhecida como "adolescência do bebê", sinônimo de ciúmes, rebeldia e muita competição. Assim, é mais do que esperado que, quando ele veja Chloe estudando, queira estudar também. No entanto, por maior que seja o interesse, a capacidade de concentração é pequena, de modo que o "estudo" é uma atividade leve, proporcional à idade e às habilidades motoras dele.

Inicialmente, bastavam umas folhas e alguns lápis, mas ele logo percebeu que aquilo não era sério o bastante para valer como uma aula. :) Então passei a aproveitar os momentos em que Chloe não precisava da minha supervisão (cada vez mais frequentes) para ajudá-lo a realizar algo "difícil". Algumas vezes começamos a montar as letras do alfabeto com pininhos de encaixe, outras vezes usamos os livrinhos do Kumon correspondentes à idade dele, especialmente o de traços e o de recortar.

O mais impressionante, contudo, tem sido o aproveitamento dele das aulas de inglês da Chloe. Como parte das aulas tinham musiquinhas e, agora, têm palavras e frases para serem repetidas, ele entra no clima e repete também. Claro, a pronúncia dele não é boa, mesmo em português, mas a memória já começou a reter os conteúdos e coisas como "Hello! Good morning!" ele já diz com segurança.

É importante lembrar que tudo dura pouco tempo e que não há uma exigência real de desempenho, embora eu sempre o estimule a caprichar e fazer "bem bonito", mas o melhor de integrá-lo em nossa aula é que o interesse dele vai crescendo e a familiaridade com a rotina de estudos também. Estudar, para o Bibi, já é tão legal quanto brincar.

Enfim, já não é uma dificuldade "ensinar" duas crianças de idades diferentes ao mesmo tempo. Como dica, sugiro aos pais que estão em situação semelhante, que, primeiro, preparem previamente os conteúdos a serem trabalhados com a criança mais velha; segundo, procurem elaborar enunciados de fácil compreensão, se necessário com exemplos, para que ela tenha mais autonomia na realização da atividade; terceiro, tenha "cartas na manga", isto é, ideias de brincadeiras com as quais a criança menor possa ocupar-se durante a aula do(a) irmão(ã) mais velho(a); quarto, tenha paciência e seja flexível o bastante para mudar os planos de vez em quando. :)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sexualização nas escolas

Ontem à noite, no programa Sexualização nas escolas, nossa entrevistada, a psicóloga e psicanalista Rejane Soares, relatou o episódio vivido por suas duas filhas em uma das mais renomadas escolas católicas de Belo Horizonte - MG. As meninas foram submetidas a uma aula de educação sexual perturbadora, para dizer o mínimo.


Quem não ouviu ao programa e quer entender melhor o que aconteceu, aqui está o link.

Abaixo, complementando a entrevista, publico algumas das fotos que Rejane mo enviou antes de gravarmos a entrevista, para que eu visse sobre o que ela se referia. ADVIRTO: AFASTEM AS CRIANÇAS DE PERTO DO COMPUTADOR. As imagens são "fofinhas" porque o estilo é infantil, mas o conteúdo não é.

Canto inferior esquerdo: os pais como tolos, assustados, inseguros.
A professora na imagem principal como a pessoa certa
para responder as questões e ensinar sobre sexo.
A identidade sexual como algo a ser construído.
"Não é beeeem assim essa coisa de ser menino e ser menina."

Pais idiotas e indiferentes.
Subversão total da autoridade: os pais na cadeira dos réus,
as crianças julgando e a professora dando a sentença.

Sério: quem, tendo vivido uma infância sem abusos e superexposições,
é capaz de colocar-se tais questões aos 10 anos de idade?!

Sutil, não?
Jogando querosene na imaginação das crianças.
Mais explícito que isso só num filme pornô.
Riscando o fósforo.
Descrição detalhada.
Restam dúvidas sobre as intenções do governo com tais cartilhas?

Repito aqui o que disse no programa (e vou um pouco além): a exposição precoce das crianças a tais conteúdos nada mais é do que o outro lado da moeda que defende a descriminalização e legalização da pedofilia. Ou seja, pretende-se forçar um despertamento sexual cada vez mais cedo para que, quando a pauta pedófila prevalecer, as crianças já não tenham mais a menor chance de proteção e defesa: nem da lei, nem da cultura, nem dos pais, nem mesmo dos seus próprios sentimentos de estranhamento e rejeição, pois já terão sido expostas a um conteúdo com o qual não possuem condições psíquicas de lidar e diante do qual não conseguem resistir.

Meu recado aos pais que têm filhos na escola: fiquem de olho! E demonstrem aos professores e coordenação que estão de olho! Conversem com os outros pais, troquem informações, convivam, tomem iniciativas juntos. Peçam as listas de livros que serão adotados no ano seguinte, pesquisem antes, intervenham, façam outras propostas quando as que a escola oferecer não forem boas. Enfim, não deixem a coisa correr à revelia! Cheguem junto! E se a coisa piorar e não houver chance de mudança da situação, exijam que as crianças sejam dispensadas da aula. E se nada disso resolver, o homeschooling está aí para isso.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A bordo do Peregrino da Alvorada! Ou quase...

De todas as atividades temáticas feitas até agora, essa foi a mais marcante e divertida!
 
O último sábado foi um dia lindo aqui em Porto Alegre. O céu estava aberto e um vento fresquinho soprava forte, dando aquela sensação agradável e cheia de vida que somente a primavera traz. Deu-se a ocasião certa para irmos passear de barco!

As crianças nunca haviam feito um passeio assim, e como A viagem do Peregrino da Alvorada é um dos livros mais legais d'As crônicas, na opinião da Chloe, achei que ela ficaria feliz ao navegar pelo lago Guaíba (sim, é lago mesmo, não rio), relembrando as aventuras do príncipe Caspian, Edmundo, Lúcia, Eustáquio e Ripchip.

O plano original era um passeio a bordo do Cisne Branco, um barco de fato. No entanto, a viagem no Cisne, além de ser bem mais cara, durava 2 horas ao todo, pois passava por todas as ilhas-bairros. Assim, achamos melhor adaptar os planos para seguirmos de catamarã até Guaíba, uma cidade vizinha. A viagem a bordo do CatSul leva apenas 20 minutos (um tempo bem mais fácil de uma criança suportar, especialmente o Benjamin) e custa beeem menos. Além disso, aproveitaríamos para conhecer um pouco de Guaíba.

E lá fomos nós!

A alegria da menina. <3
Nosso querido Nescau!, digo, Guaíba!
Desembarque em Guaíba.
Um ventão de bagunçar a cabeleira!
Parte da vista do restaurante Voga, onde almoçamos.
Graças a Deus com um espacinho para as crianças brincarem.
As únicas coisas de que não gostei em nosso passeio foram:
1. O CatSul possui duas televisões imensas que permanecem ligadas transmitindo o telejornal durante o passeio inteiro. Parece-me que hoje em dia um número cada vez menor de pessoas sabe apreciar as paisagens; =/

2. Os valores dos imóveis em Guaíba foram às nuvens com a ampliação da fábrica de papel da cidade. Chegamos a cogitar uma mudança, pois é uma cidade bem menor e mais tranquila que Porto Alegre, mas, quando soubemos da ganância local, desistimos: casas que custavam cerca de R$ 1.500 saltaram para R$ 5.000. Tão Brasil... =|

Mas essas são coisas que incomodam adultos, não crianças, e elas aproveitaram bastante. :)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Culinária com C. S. Lewis, ou melhor, com a Sra. Castor

Se vocês acharam que eu faria um mês temático em homenagem a Nárnia e a C. S. Lewis só com aquelas atividades de sempre, apenas "maquiadas" de um jeito novo, enganaram-se. ;) Tenho tentando inovar não só na apresentação dos conteúdos, mas nos conteúdos mesmos. E dessa vez resolvi recorrer ao universo gastronômico de Nárnia.

Depois de 1h30min de descanso,
uma massa grande e leve.
Em minhas pesquisas em busca de ideias para as atividades do mês, encontrei até mesmo livros de culinária elaborados a partir das descrições de Lewis sobre as comidas de Nárnia. Um deles é o The unofficial Narnia cookbook. Claro, os livros não estão disponíveis para download, mas encontrei um post que continha uma receita bem gostosa, o gloriously sticky marmalade roll.

Nem preciso dizer o tamanho da festa que Chloe e Benjamin fizeram, né? Eles ajudaram em todo o processo, desde a mistura dos ingredientes, o sovar da massa, até o pincelar da gema sobre a massa antes de ir ao forno.
Sovadores profissionais. ;)
Na expectativa para "pintar" com a gema.
Finalmente "pintando" o rocambole. o/

A receita em questão é um tipo de rocambole feito pela queridíssima Senhora Castor. Foi também com ele que ela recepcionou Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia quando da primeira viagem deles a Nárnia, lá n'O leão, a feiticeira e o guarda-roupa.

Eis o trecho que narra a parte da refeição em que o rocambole aparece:

"E, depois do peixe, a Sra. Castor tirou do forno um rocambole muito fofo, ainda fumegando, e pôs no fogo a chaleira. Depois de tomarem o chá, todos inclinaram os banquinhos para trás, para se encostarem à parede, e deram um profundo suspiro de satisfação."
O meu rocambole foi modificado. Troquei a geleia de laranja por goiabada. A receita é muito fácil e o resultado é ótimo, embora o cozimento seja tão rápido que quase queimei o meu. Em comparação com o rocambole do post onde encontrei a receita, o meu ficou mais alto, mais fofo e mais bonito, vocês não acham? Penso que fui bem mais fiel ao estilo da Sra. Castor. ;)
 
Tão macio!
Goiabada derretendo.

sábado, 16 de novembro de 2013

Matemática com C. S. Lewis

Talvez alguns de vocês tenham se perguntado como seria uma aula de matemática inspirada em C. S. Lewis e em Nárnia. Pois é... Eu não fui muito criativa não, mas aproveitei o pretexto para  fazer com que a Chloe exercitasse um outro modelo de continhas, e, para isso, batizei-as de contas "ao estilo narniano", em oposição ao estilo dos calormanos, aqueles ímpios. :)



A verdade é que cometi um erro. Com o nascimento do Nathaniel (e um pouco antes também), foquei no material do Kumon (importado, pois aqui eles não vendem os livros separadamente) para a disciplina de matemática. Foi o jeito que encontrei para mantê-la estudando sem precisar elaborar diariamente um conteúdo, já que eu estava quase ganhando bebê ou, depois, com um recém-nascido precisando muito de mim. O lado posivito é que ela ficou craque em alguns cálculos. O lado negativo é que ela esqueceu de boa parte do que estudamos durante meses antes do Kumon. Daí a necessidade de voltar, por exemplo, às continhas na vertical, especialmente para que ela lembrasse da operação de "pedir emprestado" (quando a unidade é menor que aquela que precisa ser subtraída).

Aos poucos tenho retomado os conteúdos do período pré-Kumon, intercalando revisões (que viraram rememorações) e continhas do método japonês. Tem dado certo e acredito que conseguiremos dar conta de todo o conteúdo previsto, segundo os parâmetros norte-americanos, para a segunda série.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Português com C. S. Lewis

Como comentei com algumas mães, nós não estamos seguindo nenhum livro didático para o estudo da língua portuguesa (e olha que tentamos!, mas a qualidade era tão baixa que não deu nem para começar). Apesar disso, no entanto, estamos dentro do esperado para o currículo da segunda série e talvez até um pouco além. Tenho procurado investir ao máximo em literatura e elaboro eu mesma algumas atividades durante a semana. Aqui estão alguns exemplos, obviamente inspirados em Nárnia:



No entanto, conforme mo explicou o prof. Carlos Nadalim, e, mais tarde pude confirmar no livro do Eurico Back - Fracasso do ensino de português, proposta de solução  -, exercícios como aquele de singular/plural, mas também de masculino/feminino, sinônimo/antônimo e outros do mesmo gênero funcionam melhor quando elaborados de maneira contextual. Sim, pois se a palavra é uma novidade para a criança, ela pode até memorizar a nova expressão, mas terá dificuldades em apreender o seu uso correto. Quando oferecemos um contexto para a palavra, tal dificuldade desaparece e a memorização torna-se mais fácil.

Veja o que diz Eurico na página 107:

"Aprendemos a falar por períodos. Por conseguinte, o ensino do vocabulário deve ser por períodos em que se inserem naturalmente. Não se pode ensinar vocabulário fora do contexto e o uso do dicionário deve ser feito em relação ao texto. Que adianta o professor ou o livro didático apresentar passageiro como sinônimo de efêmero! O aluno poderá escrever na redação: Passou um ônibus repleto de efêmeros. Assim, não adianta procurar, no dicionário, um sinônimo, sem maiores precauções."
Ou seja, não façam como eu vinha fazendo! Dêem frases curtas como contexto para os pequenos. ;)

domingo, 10 de novembro de 2013

História com C. S. Lewis

Continuando a série de estudos temáticos, tivemos também o dia de história. O referencial, como sempre, foi C. S. Lewis, só que dessa vez especificamente as suas datas de nascimento e de falecimento.

Fizemos uma linha do tempo e fomos acrescentando os dados mais importantes transcorridos durante aquele período. Como vocês podem ver, nossa linha ficou um tanto espremida, pois, justamente nessa tarde, descobrimos que as folhas de ofício tinham acabado. =/

Chloe já havia tomado conhecimento da ocorrência da Primeira e da Segunda Guerra Mundiais, mas ficou surpresa ao descobrir que a Primeira durou cinco anos e a Segunda, seis! Quase o tempo de sua vida inteira! Outros dados que achei importante acrescentar foram: a Revolução Russa, o nascimento do Papa João II, o lançamento d'As crônicas de Nárnia e o nascimento de três avôs, os dois paternos e meu pai. Tudo ficou bem mais interessante com essas referências. ;)



Não nos aprofundamos em explicações sobre as datas, pois Chloe encontra-se na etapa gramatical (veja aqui as etapas do Trivium), que caracteriza-se, no estudo de história, pela apresentação dos fatos e memorização das datas, principais personagens e eventos. As explicações pormenorizadas das ocorrências e suas respectivas repercussões virão nas etapas seguintes: a lógica e a retórica.

O livro que utilizamos, embora não tenha sido necessário de fato, é uma obra que recomendo vivamente, em especial àqueles que desejam informações exaustivas sobre determinados períodos, abrangendo áreas como política, música, filosofia, literatura, religião, ciências e cotidiano. Trata-se da obra The timetables of history. 

Zoom nos eventos literários de 1898.
Até o momento, essa foi a atividade de que Chloe mais gostou.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

AVISO IMPORTANTÍSSIMO!

Amigos, infelizmente o programa de hoje à noite na Rádio VOX foi adiado. Concluímos que é melhor aguardar mais uma semana e conseguirmos ouvir tudo perfeitamente, do que termos programa hoje à noite e não conseguirmos ouvi-lo bem, especialmente em se tratando de informações tão importantes como as que serão dadas.

Por favor, perdoem-nos pela mudança nos planos. Sei que muitos de vocês reservaram esse momento junto ao seus cônjuges para nos acompanhar, mas cremos que o adiamento valerá a pena.

Muito obrigada pela compreensão.
Na próxima quinta voltaremos ao ar normalmente e com a entrevista de Alexandre Magno.

Geografia com C. S. Lewis

Uma das atividades temáticas da semana foi sobre geografia: onde nasceu, viveu e morreu o criador de Aslam. Vocês não imaginam o quão mais facilmente a criança memoriza quando o conteúdo lhe interessa! Tá, vocês imaginam. Mas, enfim, foi muito legal perceber o interesse real da Chloe em ver os mapas, ouvir as explicações, escrever os nomes dos países que ela acha interessantes e, depois, pesquisarmos sobre as paisagens locais e respectivos climas (da Inglaterra e da Irlanda) na internet.





Para quem não sabe, C. S. Lewis não era inglês, mas irlandês, nascido em Belfast. No entanto, ele passou boa parte da vida na Inglaterra, mais especificamente em Oxford, falecendo também na mesma cidade. Marcamos Londres no mapa porque, além de ser a capital do país, é também a cidade de Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia. ;)

Depois o assunto derivou. Como vocês viram no mapa do continente europeu, a Polônia foi um dos países denominados. Pois bem, na parte final da atividade pesquisamos um pouco sobre a paisagem e o clima polonês. O interesse da Chloe a respeito da Polônia surgiu depois que ela leu a pequena biografia sobre o Papa João Paulo II, Na trilha de um vencedor, a qual comentei aqui.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Guia de estudos para leitores

Como contei a vocês no último domingo, os estudos do mês de novembro serão temáticos aqui em casa: estudaremos as diferentes matérias a partir de um pouco da biografia de C. S. Lewis e de sua obra As crônicas de Nárnia.

Pesquisando, então, em busca de mais algumas ideias, encontrei um material bem bacana para quem tem crianças mais velhas. O material está disponível gratuitamente para download. Trata-se de um guia de estudos para averiguar a compreensão das crianças a respeito dos livros "O leão, a feiticeira e o guarda-roupa", "O prícipe Caspian" e "A viagem do peregrino da alvorada". 



Claro, o material encontra-se em inglês, mas não é difícil adaptá-lo e até melhorá-lo.

Além dos três livros mencionados, é possível baixar também outros guias para o estudo de outros livros de Lewis ("Milagres", "A abolição do homem" e o maravilhoso "Cristianismo Puro e Simples" são apenas alguns deles). Enfim, são boas ferramentas de apoio para quem quer formar um clube de leitura com os amigos ou para grupos de discussão na igreja.

domingo, 3 de novembro de 2013

Novembro, um mês temático

No dia 22 do presente mês, muitos lugares do mundo, e, em especial, a cidade de Oxford, na Inglaterra, promoverão eventos em memória do jubileu de falecimento de C. S. Lewis. Vencido após uma longa batalha contra problemas renais, Lewis (ou Jack) descansa agora, há cinquenta longos anos, no país de Aslam.

Aqui em casa, como vocês devem ter percebido pelos frequentes posts com trechos da obra, As crônicas de Nárnia tem nos acompanhado todas as noites nos últimos meses. Bem, não exatamente todas as noites, pois a leitura da história depende do bom desempenho de dona Chloe nas tarefas do dia, e... como vocês podem imaginar, nem todos os dias são lá muito inspiradores. Por conta disso, a leitura d'As crônicas vem se estendendo um pouco mais, devendo ser concluída nos próximos dias.

Eu, embora não tenhamos ainda concluído a leitura, já estou com saudades. Já conhecia os filmes, mas nunca tive paciência para os livros d'As crônicas, provavelmente por ser jovem demais para saber apreciá-los. Agora, porém, que já sou mais velha, os contos de fadas me têm caído muito bem. Assim, para marcar a conclusão dessa obra maravilhosa, decidi elaborar um mês de atividades temáticas em homenagem a Lewis e Nárnia. Sim! Estudaremos, matemática, português, inglês, geografia, história, educação artística e culinária inspirados em Jack e em seus "filhos": Aslam, Pedro, Lúcia, Caspian, Cor, Tirian e muitos outros!

Que Deus me ajude a ser criativa o bastante!

E aos que ainda não conhecem Nárnia, deixo aqui o link para o artigo Lewis e a formação do imaginário, de Paulo Cruz, onde o autor apresenta e explica um pouco dos benefícios d'As crônicas para adultos e crianças.



sábado, 2 de novembro de 2013

Links edificantes (5)

Queridos,
Perdoem-me pela pouca atualização dos últimos dias. Como vocês viram, começamos, recentemente, um programa de rádio, e como isso é algo totalmente novo pra gente, tem tomado bastante tempo. Além disso, recebi alguns convites para trabalhos. Assim, ficou impossível publicar coisas novas. Espero que, conforme nossa prática no rádio vá aumentando, consigamos realizar tudo em menos tempo, para que então eu possa voltar a postar com mais frequência.

Mas hoje eu gostaria de apresentar a vocês alguns blogs de amigas minhas. São mães que, apesar de eu (ainda) não conhecer pessoalmente, mantenho contato diário, pois fazemos parte de um pequeno grupo de mães homeschoolers. Sabe, essa é uma das coisas mais bacanas e importantes da caminhada das famílias praticantes de educação domiciliar: a troca de experiências e informações com outras famílias que fizeram essa mesma opção. É algo que nos edifica, fortalece e, muitas vezes, poupa-nos um tempo precioso, pois aquilo que é novidade para uma, pode ser algo já bem conhecido de outra!


Outros links que divulguei aqui no blog encontram-se aqui, aqui, aqui e aqui.

Bom proveito e um abençoado final de semana!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Condessa de Ségur e História da Arte

Dias atrás, no facebook, havia comentado que, quando chega o carteiro, as crianças ficam empolgadas como se fosse o próprio Papai Noel. E conforme havia prometido, aqui estão as pérolas que o carteiro nos trouxe:


 "As férias", "Um bom diabrete" e "Braz e a primeira comunhão" são todas de autoria da Condessa de Ségur, portanto, clássicos da literatura infanto-juvenil cristã. "As férias" é a continuação de "As meninas exemplares" (sobre o qual eu escrevi aqui) e o último volume da trilogia sobre as meninas Madalena, Camila e Margarida. O bom de "As férias" é que, além de tudo, três primos vão fazer companhia às meninas na casa de Madame de Fleurville, o que evidenciou, para mim, o inegável talento da Condessa em retratar também o universo dos meninos.

Já o livro de "História da arte para crianças" é de autoria de Lenita Miranda de Figueiredo. Ainda não pude começar a lê-lo, mas, a julgar pelo índice e pelo primeiro parágrafo, promete ser uma boa introdução, um bom ponto de partida para as primeiras incursões da Chloe no mundo da arte. Dêem uma olhada:

"Num domingo ensolarado, aproveitando o começo das férias escolares, Daniela e Marcelo foram passar uma semana na casa de tio Emílio. Ele acredita que a Arte, ensinada desde a infância, prepara a sensibilidade das crianças para apreciar as belezas do mundo e reforça os verdadeiros valores espirituais que nada pode destruir."
Eu concordo com o tio Emílio. =)

E o melhor de tudo: esses tesouros, já fora de catálogo, foram adquiridos em um sebo que estava com 70% de desconto em TODOS os livros. Ou seja, paguei mais no frete do que nas obras. Enfim, um achado daqueles!
\o/

Complementando o programa (2)

Links que foram citados no programa do dia 24 (ontem), na Rádio VOX:

COF - Curso Online de Filosofia do Prof. Olavo de Carvalho
Editora Ecclesia - Livros do Monteiro Lobato
Escola Mundo do Balão Mágico - Site
Escola Mundo do Balão Mágico - Canal do Youtube
Prof. José Monir Nasser - Lançamento do Trivium
Como educar seus filhos - Site do Prof. Carlos Nadalim

sábado, 19 de outubro de 2013

Receita à la Panda

No último dia das crianças, Chloe ganhou de sua avó um livro de receitas do filme Kung Fu Panda. 

 
Como ainda não tínhamos assistido ao filme, ontem à tardinha resolvemos vê-lo e foi muito divertido. Eu, particularmente, sempre gostei de desenhos de lutas (na minha época eram Jiraya, Cavaleiros do Zodíaco, etc) e, ao que tudo indica, os frutos não caíram longe do pé. =)

Hoje, mantendo o clima do filme, e como o Gustavo estava em casa (o que me dá tempo para fazer as coisas com mais calma e melhor), resolvi fazer um almocinho à la Panda.
E o resultado está na foto abaixo.


Talvez essa seja uma boa estratégia a ser adotada com crianças que têm resistência à legumes: associar os alimentos a coisas que elas gostem. Felizmente eu não tenho esse problema aqui em casa. Com ou sem Kung Fu Panda o pessoal limpa o prato. =) Mas, pra quem quiser tentar, deixo abaixo a receita:

Ingredientes:

800gr de carne macia (sobra para a janta ;) );
1 cebola;
1 cenoura grande;
1/2 brócolis;
1/3 de um repolho médio;
shoyu.

Modo de preparo:

Cortar a carne e os legumes todos: a carne em pequenas iscas e os legumes à Julienne. Fritar a carne até quase secar a água que se solta dela. Acrescentar a cebola e deixá-la fritar um pouco. Acrescentar o shoyu (metade de um daqueles vidrinhos pequenos). Começar a acrescentar, então, pela ordem, os legumes que demoram mais a cozinhar e, depois, os de mais rápido cozimento: cenoura, brócolis e repolho. Eu, particularmente, não gosto de legumes moles, por isso não demoro muito a acrescentar todos eles. Acertar o sal por último, pois o shoyu já é salgado. O meu acompanhamento foi um mix de arroz branco e arroz integral, mas também cai superbem com spaguetti.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Complementando o programa de hoje

Gente,
Àqueles que não conseguiram anotar os links e outras informações úteis que eu e o Gustavo transmitimos pelo programa de agorinha, aqui vai:

Links:

ANED
Alexandria Católica
Obras Raras do Catolicismo



Eventos:

- Palestra do Prof. Carlos Nadalim


- Workshop sobre alfabetização na casa da família Citeli
Email para maiores informações: mciteli@gmail.com


Micão básico (1)

Quando esqueci a qual etapa do Trivium um estudo prático da matemática corresponderia, óbvio que eu me referia à retórica. E óbvio que eu lembrei tão logo o assunto passou. =/ Aqui há um texto onde explico melhor as etapas e respectivos conteúdos na aplicação do Trivium.

 
Micão básico (2)

Perdoem-nos pela baixa qualidade do áudio. Foi o melhor que conseguimos fazer para o programa de hoje. Esperamos conseguir uma qualidade maior até a quinta-feira próxima. Quem quiser contribuir para a aquisição de um gravador, à direita há um link para doações.